Avanhandava

Avanhandava



Avanhandava



Avanhandava



Avanhandava



Avanhandava - Jarinu




Memorial

Avanhandava
Avanhandava
Jarinu

Prefeitura Municipal de Avanhandava

Praça Santa Luzia, 61 - Centro
CEP: 16380-000
Fone: (18) 3651-9200
Email: administracao@avanhandava.sp.gov.br
Site: www.avanhandava.sp.gov.br

 

 

 

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
Nos antigos mapas, a Região Noroeste era referenciada cartograficamente como “Sertão Desconhecido”. De um princípio de obscuridão e incerteza, protagonizou a construção do Estado de São Paulo, que se tornaria a maior potência econômica do Brasil.
Iniciando-se esta história, foi somente na segunda metade do século XVIII que ocorreu uma retraída tentativa de povoamento da noroeste paulista. O Rio Tietê desempenhava um papel importantíssimo nas incursões ao sertão. O velho Anhembi era caminho de penetrações dos bandeirantes, através das monções, as bandeiras fluviais.
Em 1767, o Capitão Geral de São Paulo, D. Luiz Antônio Botelho de Souza Mourão, assentou moradores às margens do Salto do Avanhandava, com o objetivo de proporcionar auxilio às expedições que por lá passavam. Nessas proximidades, em 1858, foi fundada a Colônia Militar do Avanhandava, por ocasião da Guerra do Paraguai.
No ano de 1842, houve o que se pode chamar de um principio de ocupação efetiva dos campos de Santa Cruz do Avanhandava (hoje Penápolis), quando famílias mineiras, que se afastavam da Revolução Liberal, procuravam áreas desocupadas para se estabelecerem. A intenção desses pioneiros, vindos de Minas Gerais, era tomar posse de terras para o desenvolvimento de atividades pecuárias. Ao chegarem, encontraram uma região propicia aos seus interesses e acabou por ali se instalarem. Outro fator importante para a permanência na nova terra era a facilidade de navegação fluvial. Apesar de o Governo Imperial tentar estancar as possessões indevidas com a Lei de Terras, em setembro de 1850, as invasões prosseguiam.
O processo de ocupação teve seu término aproximadamente em 1886, quando houve confronto com os indígenas da tribo Caingangues – os Coroados – primitivos habitantes da região. A colonização da região dos campos do Avanhandava deu-se de forma dispersa no espaço e descontinua no tempo, consolidado se a partir dos avanços da economia local, fortalecida, sobremaneira, pelo cultivo do café.
Já no inicio do século XX, onde hoje se localiza o município de Avanhandava, nessa época, os índios que habitavam a região, agrupados em duas grandes tribos, Coroados e Caingangues viviam em constantes escaramuças com os brancos colonizadores, com grandes perdas para os primeiros. Para apaziguar e catequizar veio para esta região o grande indigenista, na época Coronel José Cândido Mariano Rondon.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Antônio Flávio Martins Ferreira, nascido em Franca, aos 14 de junho de 1853 e falecido em Avanhandava, aos 26 de fevereiro de 1948, pode ser considerado, conforme a historiografia tradicional, um “bandeirante paulista do século XX”. Ao lado de inúmeros homens que, corajosamente, enveredaram se por densas matas, combatendo os nativos, abrindo propriedades rurais, formando cafezais e plantando cidades, contribuiu para a transformação do “sertão desconhecido”, na próspera Região Noroeste.
Proprietário da conhecida Fazenda do Fundão, no município paulista de Franca, contraiu núpcias no ano de 1875 com Ignacia Garcia Duarte, nascida em Franca, aos 13 de outubro de 1860 e falecida em Avanhandava, aos 15 de outubro de 1928, filha mais nova do primeiro e único Barão da Franca e Tenente Coronel da Guarda Nacional, José Garcia Duarte, e de Ana Çândida de Andrade Junqueira.
Conforme publicação no Diário Oficial da União de 21/07/1904, pág.2 – Seção 1, Antônio Flávio Martins Ferreira recebeu da 110ª Brigada de Infantaria, sediada na Comarca de Franca, a patente de Coronel-Comandante da Guarda Nacional. Porém foi nessa mesma época que em virtude de desentendimentos com a politica local de Franca, que o Coronel Antônio Flávio Martins Ferreira passou a procurar novas terras para adquirir, em companhia de seu cunhado, Luciano Vieira Santiago, casado com Firmina Garcia Duarte, a única irmã de sua esposa.
Dirigindo-se à cidade de São José do Rio Preto, lá se interessou pelas áreas do Vale do Rio Tietê, entre os rios Bonito e Dourado, situadas naquele município, cujos lotes encontravam-se à venda, após processo de divisão judicial. Desta feita, no ano de 1904, o Coronel Antônio Flávio Martins Ferreira adquiriu 3750 alqueires de terras situadas entre a Fazenda Patos e a Fazenda Farelo. Ainda em 1904, enfrentando toda à sorte de dificuldades a fim de proceder o reconhecimento da área e tomar posse das novas terras, veio o Coronel Antônio Flávio Martins Ferreira, em companhia de dois homens de sua inteira confiança, Jerônimo do Patrocínio e Domingos Borges, retornando periodicamente a Franca.
Em 1905, como o Governo Federal dava começo às obras da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, partindo de Bauru, a Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo recebeu ordens para abrir um picadão, ou seja, uma estrada rustica em plena mata, do Rio Feio em direção aos campos do Avanhandava, com o objetivo de facilitar as explorações da ferrovia.
Logo depois, em 1906, foi fundado o Patrimônio de Campo Verde que, rapidamente, floresceu impulsionado pela construção da Estrada de Ferro NOB. O avanço da ferrovia constituiu o marco inicial do surgimento de uma sequência de vilas e povoados, ao longo dos trilhos do trem, que corria rumo ao Oeste. O maior desafio era vencer a natureza hostil, a fim de construir as primitivas habitações. Utilizando-se dos parcos recursos da época, resumidos quase sempre a toscas ferramentas, como a foice e o machado, eram enormes os esforços empregados para tal finalidade.
No mesmo ano, foi erguida a primeira Capela do Povoado, cujas paredes eram de barro, com cobertura de sapé. Dedicada a Santa Luzia, fruto de uma promessa feita pelo Coronel Antônio Flávio Martins Ferreira à protetora dos olhos.
Em 1907, a família do Coronel fixou residência definitiva em Campo Verde. Por via férrea, desembarcaram em Bauru sua esposa, seus filhos e seus pais, Flávio Martins Ferreira (falecido em 1928) e Ignacia Rita de Andrade (falecida em 1926). Até o Povoado, seguiram pelos trilhos a bordo de uma vagoneta, ou seja, um carro aberto movido por força manual.

A CHEGADA DE NOVOS MORADORES   
Destarte, o Coronel Antônio Flávio Martins Ferreira incentivou a vinda de muitas famílias da região francana, dentre as quais se registram as de:  Thomas de Aquino Junqueira, José Eduardo Junqueira, Azarias Macedo, João Martins Franco, Joaquim Domingos Pereira, José Esteves de Andrade Junior e Ampleato Teixeira da Silva. Também vieram alguns colonos italianos, que já haviam trabalhado nas fazendas de sua propriedade, em Franca, destacando-se as famílias Zonzini, Ferraciolli, Ferlini, Castaldoni, Colleoni, Donzelli, Zaramello, Morelli, entre outras.
Constatava-se, nesse período, intenso progresso, pelas novas lavouras cafeeiras que iam sendo formadas, em especial na Fazenda Barra Mansa, do Coronel Francisco Schimidt, conhecido como o “Rei do Café”, e na Fazenda de Domingos Joaquim Pereira.

INAUGURAÇÃO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
Aos 16 de fevereiro de 1908, a locomotiva a vapor, considerada na época como “o símbolo maior do progresso e da civilização”, chegou à Fazenda Patos, inaugurando a Estação de Miguel Calmon (km 202), que inicialmente deveria receber o topônimo geográfico de Avanhandava, numa referência ao Salto existente no Tietê.
O homenageado, Miguel Calmon du Pin e Almeida (Salvador, 1879 – Rio de Janeiro, 1935) foi engenheiro e politico brasileiro, correligionário de Rui Barbosa, Ministro da Viação e Obras públicas (1906/1909). Esteve presente ao ato inaugural da estação, como integrante da comitiva chefiada pelo Presidente da Republica Afonso Penna.
É interessante observar que parte das estações leva o nome dos políticos envolvidos com a construção da ferrovia. Aos olhos da historiografia moderna, o extremo chaleirismo e a falta de referências fizeram com que as estações recebessem qualquer nome. Como todas tinham sido erguidas em meio à mata, não havia ainda designação para a maioria dos córregos e ribeirões, e como os nomes religiosos já estavam caindo em desuso, viu-se por bem reverenciar os poderosos do momento.
Os índios da tribo dos Caingangues, os primeiros habitantes, iam sendo barbaramente dizimados com a chegada do home branco e, expulsos de suas terras, foram se afastando para outras áreas.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 12 de junho de 1908, graças ao progresso alcançado, o povoado de CAMPO VERDE foi elevado à categoria de Distrito Policial, com a denominação de MIGUEL CALMON, a mesma da Estação Ferroviária. O primeiro Sub Delegado foi Domingos Joaquim Pereira, nomeado pela Secretaria da Justiça e Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Em 21 de outubro de 1909, através do Decreto Lei Estadual nº 1171, foi elevado a Distrito de Paz, com o nome simplificado de CALMON, pertencente ao município de Rio Preto. Sua instalação oficial ocorreu em 20 de abril de 1910. Em 16 de dezembro de 1910, a Lei Estadual nº 1225, transfere o Distrito de Miguel Calmon do município de Rio Preto, para o de Bauru.
Em 22 de dezembro de 1913, a Lei Estadual nº 1397, transfere o Distrito de Miguel Calmon do município de Bauru, para o de Penápolis. Em 1921, foi construída a primeira edificação de tijolos produzidos no local, por Ampleato da Silva Teixeira e Celso Grassi, a Capela de Santa Luzia, Padroeira do Distrito de Calmon.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Como se pode notar, no decurso do tempo, ia entrando a povoação em marcha de grande progresso, o que tornava extremamente viável a pretensão de governar-se por si própria. Seguindo uma diretriz administrativa implantada pela Prefeitura de Penápolis em relação aos seus distritos, o farmacêutico e proprietário rural, Fidelis Furquim, foi nomeado, no ano de 1922, para o exercício de Subprefeito de Miguel Calmon.
Sobre sua administração, que atesta o crescente progresso observado no Distrito e, como estava à frente dos negócios públicos, na condição de titular de da Subprefeitura e organizador do Diretório do Partido Municipal Progressista, Fidelis Furquim foi alçado naturalmente à posição de liderança política, concentrando os esforços de todos.
Sentindo as necessidades da localidade nascente e consultando os interesses da população, uma árdua luta pela emancipação político-administrativa de Calmon foi iniciada, o que no momento, representava o maior anseio de toda a coletividade.
Em 29 de dezembro de 1925, através do Decreto Lei Estadual nº 2102, o Distrito de Calmon é elevado à categoria de Município, e por foça da mesma Lei, passa a ter à sua denominação alterada para AVANHANDAVA, desmembrado do município de Penápolis. O referido Decreto foi assinado pelo Governador Dr. Carlos de Campos. A sua instalação verificou-se no dia 10 de abril de 1926.

ORIGEM DO NOME
Com a criação do município, em 1925, e por sugestão do seu fundador, o Distrito de Calmon teve o nome alterado para Avanhandava, em virtude do Salto existente no Rio Tietê, que na língua Tupi significa: “AWE – ANHÃ - ABA” igual a “Lugar de Forte Correnteza”, ou segundo Theodoro Sampaio, “ABA- NHANDABA”, igual a lugar “Onde se Corre para Evitar Perigo à Navegação”.

O DISTRITO DE GURUPÁ
Na Fazenda Santa Maria, no inicio da década de 1930, surgiu um povoado com o nome de Gurupá, cuja principal finalidade era a de facilitar o atendimento aos habitantes da região, devido à distância que o separava das sedes dos municípios de Avanhandava e de Promissão.
Em 1932, a Prefeitura de Avanhandava criou o primeiro estabelecimento oficial de ensino, a Escola Mista Municipal do Bairro do Gurupá. A Professora Zulmira Nogueira de Campos Cezar foi a primeira docente nomeada.
Em 30 de junho de 1937, através do Decreto Lei Estadual nº 3009, foi criado o Distrito de Paz de Gurupá, pertencente ao município de Avanhandava. Sua instalação oficial ocorreu em08 de agosto de 1937.
O Distrito de Gurupá teve por fundadores, os senhores José Esteves de Andrade Junior e José de Paula Lima. O arruamento do povoado foi feito pelo engenheiro José Mauro Prado negreiros. O primeiro Subprefeito foi o senhor Salomão Fernandes da Silva, e o Subdelegado de Policia, Ermínio Pedro Celestino.
Em 30 de novembro de 1938, através do Decreto Lei estadual nº 9775, o Distrito de Gurupá foi desmembrado do município de Avanhandava, passando seu território incorporar ao município de Promissão, com a denominação de Ipês.
Fonte: Texto extraído da Obra – De Campo Verde a Avanhandava: O inicio de uma história.
Autor: José Augusto Borgo.
Colaboração: Texto e Fotos do Acervo Digital - Angelita Ribeiro Martin de Oliveira – Funcionária da Câmara Municipal de Avanhandava.

Gentílico: Avanhandavense

 

GALERIA DE PREFEITOS

 

FIDELIS FURQUIM 17/04/1926 A 27/10/1930
CÂNDIDO BUENO DA COSTA BARRIOS (JUNTA PROVISÓRIA) 28/10/1930 A 14/09/1932
JOSÉ PHELIPPE DE CAMARGO BARROS 15/09/1932 A 06/11/1932
CÂNDIDO BUENO DA COSTA BARRIOS 07/11/1932 A 25/10/1933
ADALGISO MARTINS FERREIRA 26/10/1933 A 23/09/1934
JONAS CAMILO DE CARVALHO 24/09/1934 A 24/07/1935
GABRIEL JOSÉ MARTINS 25/07/1935 A 20/07/1938
JOSÉ GARCIA DUARTE FERREIRA 21/07/1938 A 14/08/1939
JOSÉ FERREIRA LEITE 15/08/1939 A 02/07/1942
ADALGISO MARTINS FERREIRA 03/07/1942 A 21/11/1945
OCTACÍLIO GARCIA DO NASCIMENTO 22/11/1945 A 07/12/1945
ADALGISO MARTINS FERREIRA 08/12/1945 A 26/03/1947
JOAQUIM BRÁS DE FIGUEIREDO 27/03/1947 A 15/04/1947
JOSÉ ANTÔNIO MARTINS DE ANDRADE 16/04/1947 A 01/01/1948
JOSÉ ANTÔNIO MARTINS DE ANDRADE 01/01/1948 A 31/12/1951
LUZO BATISTA DUARTE 01/01/1952 A 31/12/1955
OLAVO FORNAZARI 01/01/1956 A 31/12/1959
WILLIAN PINTO DE ARRUDA 01/01/1960 A 31/12/1963
ANTÔNIO DE PAULA JUNQUEIRA 01/01/1964 A 31/01/1969
WILLIAN PINTO DE ARRUDA 01/02/1969 A 31/12/1972
OLAVO FORNAZARI 01/01/1973 A 31/12/1976
WILLIAN PINTO DE ARRUDA 01/01/1977 A 15/12/1979
ANTÔNIO TERCI 17/12/1979 A 08/09/1980
RICARDO JORGE 08/09/1980 A 31/12/1982
RICARDO JORGE 01/01/1983 A 31/12/1988
GINO CORBUCCI FILHO 01/01/1989 A 31/12/1992
MAURO LEITE LEOCÁDIO 01/01/1993 A 21/01/1995
WILSON ROBERTO ARRUDA 21/01/1995 A 31/12/1996
ARNALDO APARECIDO DE NEGREIROS 01/01/1997 A 31/12/2000
ANTÔNIO CALIXTO PORTELLA 01/01/2001 A 15/12/2003
MARCIO ROBERTO DURAN 16/12/2003 A 31/12/2004
GINO CORBUCCI FILHO 01/01/2005 A 31/12/2008
SUELI NAVARRO JORGE 01/01/2009 A 31/12/2012
SUELI NAVARRO JORGE 01/01/2013 A 31/12/2016
CIRO AUGUSTO MOURA VENERONI 01/01/2017 à 31/12/2020
CIRO AUGUSTO MOURA VENERONI 01/01/2021 à 31/12/2024

OBS.: O Sr. FIDELIS FURQUIM foi o primeiro Prefeito de Avanhandava

 





Acervo Digital

Com a ajuda de vários colaboradores reunimos um acervo de fotos antigas desta cidade. Caso você tenha fotos antigas desta cidade, contribua conosco, enviando-as para o e-mail: contato@memorialdosmunicipios.com.br

Clique nas imagens abaixo para aumentá-las:

Faço parte dessa história
Empresas que fazem parte da história desta cidade.
Utilizamos seus dados para analisar e personalizar nossos conteúdos e anúncios durante a sua navegação em nosso site. Ao navegar pelo site, você autoriza o nosso site a coletar tais informações e utilizá-las para estas finalidades. Em caso de dúvidas , acesse nossa Política de Privacidade.
Entendi.