EMBAÚBA

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EMBAÚBA - Roseira




Memorial

EMBAÚBA
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Roseira

Prefeitura Municipal de Embaúba

Av. São Domingos, 26
CEP: 15425-000
Fone: (17) 3566-8000
Email: pref-embauba@uol.com.br
Site: www.embauba.sp.gov.br

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
No local onde hoje está situada, Embaúba, não havia casas, igrejas, jardins.Aqui era como a grande maioria das regiões afastadas da capital paulista, somente mato. Por  localizar-se distante da cidade de São Paulo, e por ficar distante da faixa litorânea, a sua fundação se deu somente no início do  século vinte (séc. XX). Ao redor de Embaúba, existiam várias propriedades rurais onde nesta época não se dava valor à terra, pois ela era utilizada somente como meio de subsistência, e só se plantava o necessário à sobrevivência. Para sobreviver nesta região não era difícil, bastava ter um pouco de esforço para o plantio, que a sua sobrevivência estava garantida. Os produtos agrícolas aqui plantados eram o arroz, o feijão, o milho e outros em pequenas quantidades.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
A fundação de Embaúba não é tão comum como a fundação da maioria das cidades, que em geral são fundadas para o escoamento da produção agrícola, de recursos minerais, a fim de servir de elo entre uma cidade e outra. A sua fundação deu-se devido a necessidade das pessoas das propriedades ao redor de se encontrarem para bater papo, jogar, tomar uma cachaça,e de levar uma vida mais comunitária. Esta região era bastante isolada em relação às outras regiões, como as que ficavam perto dos grandes centros comerciais do nosso Estado. O único meio de transporte era a carroça, e as estradas eram simples picadas feitas no meio do mato. As vilas e cidades mais perto eram Iurupi, que mais tarde, acabou devido a maleita (doença muito comum na época) e passou a se chamar Paraíso e a Vila Fonte, que depois da fundação de Embaúba, seus habitantes para cá vieram morar, e Cajobi que até 1990, foi o município de Embaúba. Vindo da cidade de Cajobi, um senhor e seus filhos que moravam nos arredores da atual Embaúba, avistaram uma parte de terra, e conversando entre eles resolveram ali fundar uma venda, para que nos finais de semana e dias santos, as pessoas do lugar viessem até lá para tomar uma cachaça e “jogar conversa fora”. Isto se deu num sábado à tarde e, no domingo logo de manhã pegaram a foice, o machado e foram fazer o roçado para ser construída a venda. Este homem foi o fundador de Embaúba, e o seu nome está hoje na rua principal da cidade, senhor Balbino Rodrigues Coelho, e seus filhos José, João e Joaquim, que se tornaram grandes proprietários de terras nesta região. Com a ajuda de outras pessoas e seus amigos, fizeram um roçado e ergueram ali um pequeno barraco de quatro cômodos, feitos de tijolos e madeira, e mais à frente construíram um tablado de pau-a-pique, e a partir daí, todo o primeiro domingo do mês se fazia uma festa onde todos ajudavam com prendas (frangos, leitoas, cabritos) e em dinheiro, onde a renda que se arrecadava, era para a construção da capela. Essas festas que ocorriam todo primeiro domingo do mês, eera acompanhada de terço, e com o passar dos meses ela foi pegando uma certa popularidade, e as pessoas de toda a redondeza vinham participar desta festividade, e em pouco tempo conseguiram arrecadar dinheiro para a construção da capela, e ao seu redor foram construídos pequenos barracos feitos de madeira que em pouco tempo, de simples barracos e boteco, estava nascendo um pequeno povoado que teve o seu primeiro nome de Vila Coelho, devido ao seu fundador senhor Balbino Rodrigues Coelho. Este nome ficou por pouco tempo, passando depois, a se chamar Vila Albuquerque,  em homenagem ao prefeito de Jaboticabal, o senhor Bento Vieira Albuquerque que teve seu mandato iniciado em 1912. As pessoas que vinham para as festividades tinham que trazer até água, pois o povoado localizava-se em uma parte alta e não havia nascentes, onde fora iniciada a sua construção. Desde a sua fundação, nos primeiros anos do  século (XX), este lugarejo veio crescendo, e com o passar dos anos passou a ser interessante para Jaboticabal, pois com o aumento do número de habitantes e com a abertura de casas comerciais, via-se aí a oportunidade de cobrança de impostos. Já em 1924, a dificuldade para comprar terrenos em Vila Albuquerque era tão grande que, para instalarem seus negócios, nesta que ainda era um povoado, era preciso pagar 3 contos de réis por suas datas, como foi o caso do comerciante José Salomão e do comerciante Mario Brighente, que pagaram 900$ (Novecentos contos de reis) por uma data.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O crescimento da Vila foi tanto que no dia 16 de abril de 1934, pelo Decreto Lei nº. 6607, o povoado de Albuquerque foi levado à categoria de Vila, passando a ter como Comarca e Distrito, o município de  Jaboticabal. No ano seguinte, em 07 de março de 1935, devido a grande distância do município de Jaboticabal, a Vila, através do Decreto Lei Estadual nº. 6.997 de 07 de março de 1935,passou a ser Distrito de Pirangi, que tinha como Comarca Jaboticabal. Em 1938, através do Decreto Lei nº. 9775 de 30 de novembro de 1938, Vila Albuquerque deixa de ser Distrito de Pirangi, passando a ser Distrito de Cajobi. Esta transferência ocorreu devido à distância entre Vila Albuquerque e Pirangi, que nesta época era de aproximadamente 45 km, enquanto que a distância de Vila Albuquerque até Cajobi, era de aproximadamente dezesseis quilômetros. Em 30 de novembro de 1944, através do Decreto Lei Estadual nº 14338, o nome de Vila Albuquerque deixa de existir, passando a ser Embaúba (devido a arvore EMBAÚBA).

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 09 de janeiro de 1990, através do Decreto Lei Estadual nº 6645, o Distrito é elevado à categoria de Município, com a denominação de Embaúba, desmembrado do município de Cajobi, pertencendo a Comarca de Olímpia.

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
Quando da fundação da Vila Coelho, no início do século XX, a atividade econômica era basicamente a agricultura e a pecuária, tendo como principais produtos o arroz, feijão, algodão e café, que foi a mola propulsora, levando rapidamente o desenvolvimento da Vila Coelho e futura Vila Albuquerque. A cultura do café foi tão intensa no início da década de 1920,que chegou até a haver um plano de construção de uma ferrovia que sairia de Jaboticabal passando por Taiaçú, Taiúva, Iurupi, Embaúba, Novais, chegando até São Domingos. Com a decadência da cultura do Café, no final da década de 1920, e meados de 1930, Vila Albuquerque, como a grande maioria dos povoados, passou a enfrentar grave crise econômica, havendo o fechamento de casas comerciais. De 1930 até 1970, a economia de Embaúba, transformou-se numa economia quase que de subsistência, onde se exercia a pecuária em pequena escala e o cultivo de gêneros de primeira necessidade. A partir de 1970, com a introdução da citricultura (laranja) na nossa região, Embaúba que havia se tornado uma cidade, até então, sem perspectiva de melhora, começa outra vez a se desenvolver economicamente, ocorrendo com isto, uma melhora de vida para a população local, na volta das melhorias que haviam se acabado com a decadência da cafeicultura em nosso Estado. Após o ano de 2003, a economia embaubense, sustenta-se principalmente nas atividades agrícolas e correlatas existentes, não constando ainda, indústrias, e possui um comércio em expansão. Os principais produtos agrícolas são: laranja, cuja colheita vai de julho a dezembro, e a cana-de-açúcar, sendo a sua safra de maio à dezembro, nas entre safras os trabalhadores sobrevivem de suas economias e de alguns trabalhos eventuais.

EVENTOS RELIGIOSOS
Festa da Padroeira Nossa Senhora Aparecida.
Festa de Coroação de Nossa Senhora.
Festa da Igreja São Miguel
Semana Santa em Abril.
Festejos: Carnaval e Festa do Peão.

UMA LUTA DE TREZE ANOS
Ao se abraçar uma causa, o tempo é o que menos importa. O que vale é alcançar o objetivo, mesmo que demore anos. Foi exatamente isso o que aconteceu em Embaúba: a luta pela emancipação durou exatos treze anos - de 1977 a 1990, liderada pelo comerciante Edgard Alexandre. Motivos não faltavam para Embaúba lutar pela autonomia. Porém, segundo consta, foi o descaso para com as necessidades do distrito e a derrota de Edgard Alexandre nas eleições municipais em Cajobi - a antiga sede do município, que desencadeou o movimento emancipacionista. A mobilização começou em 1977. E apesar das dificuldades impostas pela legislação então em vigor, Edgard Alexandre e José Geraldo Ragonezzi - outro líder da emancipação - permaneceram confiantes nessa luta. “A ideia da emancipação sempre empolgou a nossa comunidade, e com a Lei do Edinho, tudo ficou mais fácil”, lembra Edgard, pois só a partir de então foi possível ao distrito atender aos requisitos exigidos para, finalmente, ter aprovada a sua emancipação, de acordo com a manifestação do povo no plebiscito de outubro de 1989. Como primeiro Prefeito Municipal de Embaúba, Edgard Alexandre conta às melhorias que conseguiu viabilizar para o município: “Fizemos toda a estrutura da prefeitura. Formamos uma frota de vinte e um veículos, entre tratores, escavadeiras e outras máquinas. Ampliamos o posto de saúde, construímos uma escola municipal e setenta e duas casas”. Apesar de todas as dificuldades do começo, foi possível, ainda, a aquisição de três peruas e dois ônibus, exclusivamente para transportar estudantes de Embaúba para outras cidades, dando novo ânimo à comunidade estudantil. “A emancipação provocou um avanço muito grande para Embaúba, que desde então ganhou vida própria”, afirma o ex-prefeito. Inicialmente com o nome de Vila Albuquerque, Embaúba teve como fundador, o agricultor Balbino Rodrigues Coelho, que chegou á região no começo do século. Ali comprou uma área de 200 alqueires, da qual doou uma parte para a diocese de Jaboticabal. A distribuição de lotes pela Igreja atraiu muitas famílias de agricultores, que foram se fixando na região, construindo casas e formando as lavouras - principalmente de café. Logo apareceram as primeiras lojas, principalmente de comerciantes libaneses. Entre eles estava Alfredo Alexandre Galeb, pai de Edgard Alexandre, que chegou à Vila Albuquerque em 1917, depois de percorrer um longo caminho que incluiu São Paulo, Catiguá e Novais. Também chegaram outros comerciantes, como João Lessi, Fidelcino Inácio Ribeiro, Leôncio Najen, Naufal Cecílio e António Mubarak. Pela Lei nº 6607, de 16/08/1934, Vila Albuquerque é elevada à condição de distrito de Jaboticabal. Em 07/03/1935, o distrito passa a pertencer ao município de Pirangi, até que, três anos mais tarde, é transferido ao município de Cajobi, pela Lei nº 9.775, de 30/11/1938, com o nome de Albuquerque. Foi pelo DecretoLei nº 14334, de 30/11/1944, que o distrito teve sua denominação alterada para Embaúba, como referência à arvore desse mesmo nome, abundante na região, que dá pequenas bananas que servem de alimento para os macacos, e raiz com a qual se faz chá para o combate de problemas renais. Como uma arvore que precisa de tempo para crescer e dar frutos, Embaúba foi se fortalecendo ao longo desses anos, para hoje constituir-se num progressista município paulista.
Os Primeiros Representantes – eleitos em 1992
PREFEITO MUNICIPAL: Edgard Alexandre, casado com Nilza Ribeiro Alexandre.
VICE-PREFEITO: Luís Finoto Neto (o Mineiro)
CÂMARA MUNICIPAL: Vereadores – Benedito Luís Venâncio, Jesus Natalino Peres, Nercílio Pinheiro da Silva, Valdir Lopes de Oliveira, João Cotrim, João Berto Neto, Pedro Rubens Berto, Maria Inês Paliuco e Nivaldo Greve.
ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO DEPUTADO EDINHO ARAÚJO, AUTOR DA LEI 651/90, DAS EMANCIPAÇÕES.
Gentílico: Embaúbense


GALERIA DE PREFEITOS
 

EDGARD ALEXANDRE 01/01/1993 à 31/12/1996
LUIS FINOTO NETO 01/01/1997 à 31/12/2000
EDGARD ALEXANDRE 01/01/2001 à 12/07/2003
CIONÉIA DENISE ROCHA SOARES 13/07/2003 à 31/12/2004
LUIS FINOTO NETO 01/01/2005 à 31/12/2008
JESUS NATALINO PERES 01/01/2009 à 12/12/2012
PAULO ROGÉRIO BRUNELLI 14/12/2012 à 31/12/2012
PAULO ROGÉRIO BRUNELLI 01/01/2013 à 31/12/2016
ROGÉRIO CLEBER PERES 01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. EDGARD ALEXANDRE, foi o primeiro Prefeito de Embaúba.

 





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