INDIANA

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Memorial

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Prefeitura Municipal de Indiana

Rua Capitão Whitaker, 407
CEP: 19560-000
Fone: (18) 3691-9200
E-mail: pmindiana@indiana.sp.gov.br
Site: www.indiana.sp.gov.br

HISTÓRICO

 

NOTA DO EDITOR
Esta história foi digitada por Leandro Gimenez Fabri, advogado e amante da cidade de Indiana. Cidade esta onde nasceu cresceu e deseja morrer. Após vários anos de estudos, pesquisas, entrevistas e depoimentos das pessoas mais antigas da cidade, juntamente com seu pai Antônio Fabri (catalão), pode concluir esse trabalho sobre o nascimento dessa maravilhosa cidade na qual chamamos carinhosamente de “Nosso Paraíso”.
Iremos agora fazer um breve relato da história de Indiana, momento em que ela surgiu à 100 anos atrás. Faremos a leitura de alguns trechos extraídos de um diário deixado pelo capitão Francisco Guilherme de Aguiar Witaker, o capitão Witaker, que relata o desbravamento de nossa região, e o dia em que Indiana foi fundada.

A ORIGEM
Ele começa assim: muito afastado de qualquer pretensão a historiador, apenas vou dar aqui as principais informações para que, futuramente algum historiador possa, com verdade, clareza e justiça,  escrever a história do desbravamento da grande região, outrora sertaneja, tributária da Alta Sorocabana, cujo povoamento foi iniciado com a fundação de Indiana e Porto Tibiriçá,  naquele remoto e vasto sertão de nosso Estado. Pois bem, no ano de 1907, o Estado de São Paulo não tinha ligação com o Estado do Mato Grosso do Sul. Os habitantes do Mato Grosso, para alcançar a capital de São Paulo, eram obrigados a irem pelo Paraguai ou Uberaba para alcançarem o ponto de Estrada de Ferro. Havia, portanto, grande e preeminente necessidade de abrir-se comunicação entre estes dois Estados. Mas o empreendimento era dispendioso e de difícil execução. Foi então que o doutor Francisco Tibiriçá, paulista de antiga e fina raça, patriota empreendedor, entrando em entendimento com os governos de São Paulo e Mato Grosso, obteve concessão para abrir uma estrada de rodagem que, partindo de São Mateus, na comarca de Campos Novos do Paranapanema, Estado de São Paulo, atravessando o rio Paraná,  fosse até Vacarias no estado do Mato Grosso do Sul. Pois bem, o Dr. Tibiriçá, convidou o coronel Arthur de Aguiar Diederichem, proprietário de grandes fazendas de café em Ribeirão Preto, e um homem de forte peso na produção no Estado, para ser seu sócio neste empreendimento. Assim, o coronel Diederichem aceitou o convite e dividiram à missão: o Dr. Tibiriçá ficou com a missão de abrir a estrada do lado do Mato Grosso e instalar o porto Tibiriçá, na barranca do rio Paraná, e o coronel Diederichem ficou com a missão de abrir a estrada do lado de São Paulo  até a barranca do rio Paraná. Nesse tempo, eu era gerente das fazendas do coronel Arthur de Aguiar Diederichem, em Ribeirão Preto. Atraído pelo desconhecido, e lenda de nossos sertanejos, aceitei com entusiasmo a incumbência, a proposta feita por meu patrão de desbravar todo esse sertão virgem. Então, saindo de Campos Novos, de onde a estrada deveria partir em demanda ao rio Paraná, partimos com dezenas de homens, empenhados num mesmo objetivo, chegar até a barranca do rio Paraná, a qualquer custo. Em maio de 1906, partimos, naquele dia sem saber o que iríamos encontrar pela frente. Junto com a dificuldade de desbravar aquela mata totalmente fechada, de difícil penetração, com animais ferozes, ainda tínhamos uma maior dificuldade, combater os índios da tribo coroados, tribo esta que dominava a região na época. Eram ótimos guerreiros, combatiam sem medo, a qualquer hora, sem piedade, defendo seu território, suas famílias, seus filhos. Mas infelizmente, a abertura da estrada era necessária para o desenvolvimento do Estado de São Paulo. A civilização tem exigências e o progresso não tem coração. Enfim, depois de meses desbravando este sertão e abrindo a estrada que ligaria São Paulo a Mato Grosso, começamos sentir a maior dificuldade para abastecer e manter o pessoal que trabalhava na boca da mata, pois a distancia do ponto de partida já era grande e estava ficando difícil trazer as mercadorias até os desbravadores tendo em vista que no caminho, já pela estrada aberta, os carregadores eram atacados pelos índios coroados e não conseguiam entregar toda a mercadoria aos exploradores. Pois bem, no dia 01 de janeiro de 1907, éramos 25 homens ao todo. Estávamos completamente isolados do resto do mundo e só podíamos contar com nossos próprios recursos. Essa situação nos impressionou. A situação era grave. Até os carreiros e tropeiros não queriam vir mais trazer mantimentos, mercadorias, até o ponto em que estávamos por terem medo de ataque dos índios coroados. Estudando o caso com a atenção que ele merecia, vi de pronto que a primeira coisa que tínhamos de fazer para que esta solução não falhasse, e garantisse definitivamente os serviços de transportes até nós, seria estabelecer-se na boca da mata um posto de recursos,  que teria que ser administrado por um homem bravo, corajoso e arrojado. Eis a razão da primeira fundação de Indiana. Assim, escrevi ao coronel Diederichem, relatando tudo que estava acontecendo, e pedi para que mandasse o senhor Alonso Junqueira, homem pratico, animoso e de ação, para que me ajudasse a fixar este posto de recursos na boca da mata.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Então, no dia 03 de junho de 1907, o senhor Alonso Junqueira pôde chegar ao lugar onde se acha hoje a sede da Fazenda Indiana. Ali abarracouse e no dia seguinte, 04 de junho de 1907, armava o primeiro rancho coberto de zinco que este sertão viu, e lhe dava o nome de Fazenda Indiana. Estava iniciada a Fundação de Indiana. A partir daquele dia, o senhor Alonso Junqueira juntamente com seus homens começaram a fazer as derrubadas para as instalações, roças e pastos, construir os prédios para instalação do posto de recursos e de seu pessoal. Foi uma verdadeira frente de colonização naquele ponto. Assim, com a instalação desse posto de recursos, na sede da Fazenda Indiana, eu, ejuntamente com meus homens, conseguimos continuar a abertura da sonhada estrada que levaria até a barranca do rio Paraná. E após mais alguns meses de suado trabalho constante conseguimos, finalmente alcançar a barranca do rio Paraná. Estava completado o tão sonhado empreendimento, estava aberta à famosa e importante estrada Boiadeira, que partia de São Mateus, na comarca de Campos Novos do Paranapanema, Estado de São Paulo, até a barranca do rio Paraná, rasgando todo o Oeste do Estado de São Paulo. Indiana se tornou um entreposto que ligava a capital, à barranca do rio Paraná. Toda a produção de grãos, mercadorias diversas, saia da capital, circulava pela estrada Boiadeira, até chegar à Indiana, onde os viajantes, tropeiros, etc, descansavam no entreposto para poderem seguir viajem até a barranca do rio Paraná. Só que na época, para o desenvolvimento do Estado de São Paulo, era necessário transformar esse simples entreposto de Indiana num grande centro distribuidor de gado do sul de Mato Grosso. Foi ai que a empresa Companhia de Viação São Paulo – Mato Grosso resolveu investir no entreposto de Indiana, e transformou-o num grande centro distribuidor de gado e mercadorias do Estado de São Paulo. Em sendo, fui convidado para assumir o cargo de Superintendente da Companhia de Viação São Paulo – Mato Grosso. Consequentemente mudei-me para Indiana, pois ali era o centro natural e obrigatório de toda a administração da empresa. Aqui fixei residência para poder estar sempre em contato direto com todas as seções, e assim, poder, conscientemente, executar as minhas tarefas. Durante vários anos, Indiana foi um importante Posto de Distribuição no Estado de São Paulo, mesmo com a pressão constante dos índios coroados, que a todo dia tentavam recuperar suas terras que lhes foram tomadas, conseguimos vencê-los. Com o passar dos anos, a vista do desenvolvimento, a Companhia de Viação ampliou suas atividades  e se tornou a mais completa e importante organização de São Paulo e Mato Grosso. Estava pronto aquele tão sonhado empreendimento. Estava pronta a estrada Boiadeira, com seu posto distribuidor instalado no Oeste do Estado de São Paulo, na Fazenda Indiana, administrado pela Companhia de Viação São Paulo – Mato Grosso, em franca atividade, com caminho aberto para entrada dos futuros bandeirantes e sertanistas.A minha missão como fundador desta empresa estava terminada. Com o investimento do governo na estrada Boiadeira, estava garantido o futuro e prosperidade da região. Podia-se agora trabalhar com confiança. E assim aconteceu. Os fazendeiros agora já tinham onde se abastecerem de gado para engorda, derrubavam matas e formavam invernadas, colonizando-as, formando grandes fazendas. Os engenheiros, advogados e os beneméritos grileiros, promoviam a divisão das grandes fazendas que aqui existiam e dividiam-nas em lotes. Iniciavam as primeiras colonizações. O transito de gado, pela estrada Boiadeira se intensificou. Os índios coroados, assombrados com tanto barulho, retraíram-se, e o nosso sertão, aos poucos, ia sendo desbravado. Enfim, a zona desconhecida do Estado de São Paulo era agora um centro de vida e iniciativas. Com a chegada da Estrada de Ferro Sorocabana, o progresso acentuou-se em toda a região que, recebendo novo e decisivo impulso, teve esse grande desenvolvimento que todos admiram. Essa redação foi extraída de um diário escrito pelo capitão Francisco Witaker, em 1934. Data em que ele morava na sua Fazenda Santa Maria, em Indiana. Sua morte ocorreu no dia 20 de setembro de 1944. E foi assim povo indianense, que durante vários anos,Indiana se tornou um dos pontos estratégicos mais importantes do Estado de São Paulo, com seu posto distribuidor bem instalado, abrigando os transeuntes da estrada Boiadeira que   transitavam sentido Capital -Mato Grosso do Sul e vice versa. Hoje, após cem anos, estamos todos nós aqui, fazendo parte desta história, vivendo e colhendo os frutos que o bravo capitão Witaker e seus companheiros plantaram naqueles tempos em que tudo era mata fechada. E sertão.
Texto: Leandro Gimenez Fabri, 03 de Junho de 2007.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 31 de agosto de 1934, através do Decreto Lei Estadual nº6638, o povoado foi elevado à categoria de Distrito com a denominação de Indiana, pertencente ao município de Presidente Prudente. Em 31 de março de 1938, através do Decreto Lei Estadual nº 9073, o Distrito de Indiana passa a pertencer ao município de Regente Feijó.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 24 de dezembro de 1948, através do Decreto Lei Estadual nº 233, o Distrito foi elevado à categoria de Município, com a denominação de Indiana, desmembrado do município de Regente Feijó. Sua instalação verificou se em 17 de março de 1949.
Gentílico: Indianense
 

GALERIA DE PREFEITOS

 

ELIAS SALOMÃO 1949 à 1952
MARIO NATIVIDADE ANTUNES 1953 à 1956
ELIAS SALOMÃO 1957 à 1960
GERÔNIMO MUNHOS GIMENEZ 1960 à 1964
AMÉRICO POLETO 1965 à 1968
GERÔNIMO MUNHOS GIMENEZ 1969 à 1972
AMÉRICO POLETO 1973 à 1976
ODAIR GIMENEZ 1977 à 1982
AMÉRICO POLETO 1983 à 1988
ODAIR GIMENEZ 1989 à 1992
ANTONIO POLETO 01/01/1993 à 31/12/1996
ODAIR GIMENEZ 01/01/1997 à 22/06/1999
JOÃO FLORIANO 23/06/1999 à 22/07/1999
REGINALDO DE OLIVEIRA BARBOSA 23/07/1999 à 10/07/2000
JOSÉ VLADIMIR GAVA 12/07/2000 à 31/12/2000
SALVADOR ROBERVAL PEREIRA 01/01/2001 à 31/12/2004
SALVADOR ROBERVAL PEREIRA 01/01/2005 à 31/12/2008
ANTONIO POLETO 01/01/2009 à 31/12/2012
ANTONIO POLETO 01/01/2013 à 31/12/2016
CELEIDE APARECIDA FLORIANO 01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. ELIAS SALOMÃO, foi o primeiro Prefeito de Indiana.

 

 

 

 





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