JOÃO RAMALHO

JOÃO RAMALHO



JOÃO RAMALHO



JOÃO RAMALHO



JOÃO RAMALHO



JOÃO RAMALHO - Vila Padre Manuel da Nóbrega Campinas




Memorial

JOÃO RAMALHO
JOÃO RAMALHO
Vila Padre Manuel da Nóbrega Campinas

Prefeitura Municipal de João Ramalho

Rua Benedito S. Marcondes, 300
CEP: 19680-000
Fone: (18) 3998-1107 | Fax: 3998-1313
Email: prefeitura@joaoramalho.sp.gov.br
Site: www.joaoramalho.sp.gov.brac

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
Há dois momentos significativos na história de João Ramalho, que representam uma ruptura com o passado.
O primeiro, quando da origem do município de João Ramalho que aconteceu em meados de 1920, ocasião em que o Coronel Benedito Soares Marcondes, juntamente com os senhores Osvaldo Sampaio e Clóvis Dias Valente, compraram às terras desta região e constituíram as habitações dos primeiros moradores que se instalaram junto às vertentes do Ribeirão São Mateus, assim como fizeram as estradas que ligavam estas terras as cidades vizinhas.
O segundo momento é quando teve inicio a história de João Ramalho, onde esta  região servia de passagem à Estrada de Ferro Sorocabana, e que quis prestar uma homenagem póstuma ao lendário senhor João Ramalho, batizando com esse nome a Estação Ferroviária, cuja vila de igual designação, representava o segundo Distrito de Paz de Quatá.

ORIGEM DO NOME
Quando Martin Afonso de Souza, no dia 22 de janeiro de 1532, entrou na Barra de Bertioga, o senhor João Ramalho lhe prestou relevantes serviços, com os quais soube conquistar a estima dos novos admiradores. Foi proclamado pelo povo, e pela Câmara de São Paulo, “Capitão Troço de Gente”, cuja missão era a de combater os índios Tupiniquins do sertão, os quais já haviam atacado, por várias vezes, a vila de Piratininga.
Portanto, em uma justa homenagem prestada pela diretoria da Estrada de Ferro Sorocabana, nomeando a Estação Ferroviária de JOÃO RAMALHO, (que viria também a emprestar seu nome ao município), teve o louvável intuito de eternizar um homem que apareceu no cenário histórico nacional, dez anos antes da descoberta realizada por Cabral.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Em 8 de janeiro de 1925, os senhores Osvaldo Sampaio e Benedito Soares Marcondes, adquiriram um lote de terras do doutor Francisco  Salles Vicente de Azevedo e do doutor Paulo Vicente de Azevedo.
O terreno onde encontra se instalada a sede do município foi vendida por Benedito Soares Marcondes e Osvaldo Sampaio, numa área total de 1.344.980 metros quadrados, ou seja, 55 alqueires e 67 hectares.
O primeiro lote urbano foi vendido em 30 de janeiro de 1926, tendo sido adquirida pelos senhores Otávio e Francisco Basshiquette.
O primeiro negociante estabelecido na vila foi o italiano, senhor Nicola Abramo, à Rua Huet Bacelar. Depois foram os senhores:  Manoel Rosa, Soite Taruma e Francisco Brando Nogueira. A primeira farmácia foi instalada por Antônio Idalino Pereira.
Os valentes sertanistas Jerônimo Joaquim Viana, Joaquim Vicente Alves e Moysés Balbino dos Santos, moradores nas margens do Ribeirão Santo Inácio, abriram uma estrada ligando a Estação Ferroviária de João Ramalho à Fazenda Boa Esperança, e depois Fazenda Colonião.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 05 de abril de 1935, através do Decreto Lei Estadual nº 7058, o povoado foi elevado à categoria de Distrito, com a denominação de João Ramalho, pertencente ao município de Quatá.
As primeiras ruas do distrito tiveram as seguintes denominações: Rua Dr. Huet Bacelar, Benedito Soares Marcondes, Clóvis Dias Valente, Nove de Julho, Bartyra, Otolini Balbani, Dr. Francisco Azevedo, Osvaldo Sampaio, Dr. Paulo Azevedo Correia de Menezes, Tobias Moscoso, José Theodoro, Francisco de Paula Souza Filho, Dalla Pria e Quatá.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
A emancipação político-administrativa de João Ramalho teve inicio em 1948, quando houve o primeiro plebiscito onde os votos contrários superaram os a favor. Somente em 1959, já no segundo plebiscito, foi vencido.
O município de João Ramalho foi criado através do Decreto Lei Estadual nº 5285, de 18 de fevereiro de 1959, desmembrado do município de Quatá, mas a sua instalação só ocorreu em 19 de março de 1961, em virtude do recurso interposto pelo município de Quatá, julgado definitivamente só em 12 de janeiro de 1961.
A data da emancipação político-administrativa do município é comemorada no dia 19 de março de cada ano, devido seu primeiro Prefeito senhor Antônio Boim, ter tomado posse no dia 19 de março de 1961, tendo concorrido como candidato único, sendo que seu Vice na chapa foi o senhor José Rodrigues, que teve como adversário o senhor Felisberto Marcelo, residente no Bairro Acampamento.
Foram eleitos na época os vereadores Manoel Mathias (Presidente), Santo Mathias (Secretário), Geraldino de Moraes, João Jorge da Silva, Álvaro Alves de Mattos, Baptista Modolo, Luiz Beraldo de Almeida, Antônio de Lima e José Munhoz, constituindo-se o primeiro Legislativo Municipal.

HISTÓRICO DA LINHA FÉRREA 
A Estrada de Ferro Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a E. F. S. construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo Federal com a YTUANA, na época à beira da falência.
Em 1905, o Governo vendeu a ferrovia para um grupo anglo-americano do senhor Percival Farquhar, desaparecendo a YTUANA de vez, com suas linhas incorporadas pela E. F. S.
Em 1919, o Governo voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a E. F. S. foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos de 1920 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio.
Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16 de janeiro de 1999, quando foram suprimidos pela concessionária FERROBAN, então sucessora da FEPASA.
A linha está ativa até hoje, para trens de carga.

A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
A Estação Ferroviária foi aberta com o nome de Santo Ignácio, em 1916, mas alguns dias depois teve seu nome mudado para João Ramalho.
Em 1959, o então distrito pertencente à Quatá passou a município. Em 1986, a estação já estava fechada e sem cobertura da plataforma, com portas e janelas bastante danificadas.
No final do ano 2000, estava bastante desfigurada. E não demorou a ser demolida: A estação de João Ramalho virou pó. Conversei com pessoas que moravam ao lado dela. Um deles inclusive fez um abaixo assinado para demolir a estação e conseguiu. Segundo me disseram, o prédio estava trazendo problemas a eles. Indigentes e bêbados atormentavam os moradores. Um senhor ainda me disse: “Já foi tarde! Ainda bem que a demoliram”.  Da Sorocabana só ficou mesmo foi no nome da rua. Rua Sorocabana. (relato feito pelo senhor Adriano Martins, em janeiro de 2003). Realmente, cultura no Brasil é coisa rara. Restaurar o prédio que originou a cidade é mais difícil do que derrubá-lo. Uma pena, mesmo.

BIOGRAFIA – JOÃO RAMALHO
A cidade de São Paulo, quando era apenas um pequeno vilarejo, precisou ser defendida por um “bárbaro”, aliado dos índios e que conhecia a região como ninguém. Estamos falando de JOÃO RAMALHO e o cerco de 9 de julho.
João Ramalho é considerado o patriarca dos mamelucos, pai dos paulistas o “FUNDADOR DA PAULISTANIDADE”.
Nascido na cidade de Vouzela, região norte de Portugal, em 1493, nosso personagem foi casado com Catarina Fernandes das Vacas.
Sua chegada ao Brasil se deu em 1515, ou seja, com pouco mais de 20 anos de idade. Não se sabe se ele era um náufrago, colono ou um degredado (criminoso condenado ao exílio). Por outro lado, sabe-se que Ramalho teve grande relação de amizade com o cacique Tibiriçá, tendo inclusive casado com uma índia chamada Bartira.
Esse aventureiro teve muitas mulheres e filhos durante sua vida, sendo que alguns de seus descendentes são bastante famosos, como a Rainha Silvia, que foi casada com Carl Gustav 16, da Suécia, e a escritora Lygia Fagundes Telles.
Voltando à sua importância para São Paulo, João Ramalho se tornou um homem muito poderoso graças à relação amistosa com os tupiniquins. Segundo o alemão Ulrich Schmidel, em seu livro “Viagem ao Rio da Prata”, ele era capaz de mobilizar cinco mil homens em um só dia, se fosse necessário.

O APOIO AOS PORTUGUESES
O poderoso português teve, também, papel fundamental na exploração do território brasileiro, sendo que ajudou Martim Afonso de Souza na busca de ouro e prata na região que hoje é Cubatão.
Segundo a Revista Apartes, a jornada foi longa e, nas palavras de Eduardo Bueno, autor do livro “Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores”, o caminho foi o seguinte: Em barcos a remo, foram da Vila de São Vicente até Piaçaguera de Baixo (atual Cubatão). Então caminharam por terras alagadas até Piaçaguera de Cima, onde começaram a subida da Serra de Paranapiacaba (lugar de onde se vê o mar, em tupi).
Ao chegarem à nascente do Rio Tamanduateí, seguiram o curso das águas, saíram da mata fechada e entraram em um vasto campo sem árvores. Ainda acompanhando o rio, chegaram à colina onde se localizava a Aldeia de Piratininga. No local, seria erguida a Vila de São Paulo.

Na região do planalto, Ramalho vivia em uma vila chamada de Santo André da Borda do Campo, região que ficava em algum ponto de São Bernardo do Campo. No ano de 1553, o primeiro governador geral do país, Tomé de Souza, transformou a vila em povoado, e João Ramalho, foi vereador e prefeito, além de guarda de toda a região.
Mesmo sendo uma das pessoas mais importantes da vila, foi expulso de uma missa realizada na Capela de Santo André, pelo padre Leonardo Nunes. A alegação do sacerdote era que o português havia sido excomungado por não respeitar os votos de matrimônio, e ter várias mulheres.
Mesmo com esse acontecimento, Manuel da Nóbrega, acabou batizando sua esposa, a famosa índia Bartira, que escolheu o nome cristão de Isabel Dias, e celebrou seu casamento católico com João Ramalho.  O sogro de Ramalho também recebeu o batismo e passou a se chamar Martim Afonso Tibiriçá, em homenagem ao explorador que conhecera anos antes.
Atendendo ao pedido do padre Nóbrega, João Ramalho mandou um de seus inúmeros filhos, André, acompanhar o padre em uma expedição pelo interior do território, em busca de mais índios para catequizar.
Em 1562 aconteceu o terrível conflito entre os portugueses e seus aliados contra uma aliança formada pelos índios Tamoios, Guaianazes, Tupis e Carijós. Esse cerco, que se deu em um dia 9 de julho, foi à principal contribuição de João Ramalho a São Paulo, afinal, graças à sua bravura e sua influência, conseguiu defender o povoado do ataque indígena.
O famoso cacique Tibiriçá viria a falecer nesse mesmo ano e, em homenagem à sua bravura e cooperação, seus restos se encontram, até hoje, na cripta da Catedral da Sé. João Ramalho morreu em 1580, em avançada idade. É o fundador da dinastia de mamelucos que, no século seguinte, terá lugar de destaque na empreitada comercial-militar conhecida como “Bandeira”.

VISITAS ILUSTRES
Além dos políticos que sempre visitam o município de João Ramalho, a cidade também recebeu shows de artistas, como a da inesquecível dupla João Paulo & Daniel, e o grupo As Patotinhas (grupo que teve em sua formação a atual apresentadora Eliana da Rede Record)  que fizeram sucesso na década de 1980.
Fonte:
ENCICLOPÉDIA MUNICIPAL BRASILEIRA – EMUBRA.
Núcleo de Referência Histórica do Oeste Paulista.

Gentílico: Ramalhense
 

GALERIA DE PREFEITOS

 

ANTÔNIO BOIM 19/03/1961 à 18/03/1965
JOSÉ RODRIGUES 19/03/1965 à 18/03/1969
DOMINGOS BOIM 01/03/1969 à 31/01/1973
JOSÉ RODRIGUES 01/02/1973 à 31/01/1977
DANIEL VALEJO 01/02/1977 à 31/01/1983
JOSÉ ZEZÉ RODRIGUES 01/02/1983 à 31/12/1988
ANTONIO MASSAAKI SAKATA 01/01/1989 à 31/12/1992
JOSÉ ZEZÉ RODRIGUES 01/01/1993 à 31/12/1996
JOSÉ ROBERTO PINHEIRO NUNES 01/01/1997 à 31/12/2000
JOSÉ ROBERTO PINHEIRO NUNES 01/01/2001 à 31/12/2004
JOSÉ ZEZÉ RODRIGUES 01/01/2005 à 31/12/2008
JOSÉ ZEZÉ RODRIGUES 01/01/2009 à 31/12/2012
WAGNER MATHIAS 01/01/2013 à 31/12/2016
WAGNER MATHIAS 01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. ANTÔNIO BOIM, foi o primeiro Prefeito de João Ramalho




Acervo Digital

Com a ajuda de vários colaboradores reunimos um acervo de fotos antigas desta cidade. Caso você tenha fotos antigas desta cidade, contribua conosco, enviando-as para o e-mail: contato@memorialdosmunicipios.com.br

Clique nas imagens abaixo para aumentá-las:

Faço parte dessa história
Empresas que fazem parte da história desta cidade.
Utilizamos seus dados para analisar e personalizar nossos conteúdos e anúncios durante a sua navegação em nosso site. Ao navegar pelo site, você autoriza o nosso site a coletar tais informações e utilizá-las para estas finalidades. Em caso de dúvidas , acesse nossa Política de Privacidade.
Entendi.