MIRANTE DO PARANAPANEMA

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MIRANTE DO PARANAPANEMA



MIRANTE DO PARANAPANEMA



MIRANTE DO PARANAPANEMA



MIRANTE DO PARANAPANEMA - Sorocaba Vila Augusta




Memorial

MIRANTE DO PARANAPANEMA
MIRANTE DO PARANAPANEMA
Sorocaba Vila Augusta

Prefeitura Municipal de Mirante do Paranapanema

Rua Getúlio Vargas, 721 - Centro
CEP: 19260-000
Fone: (18) 3991-9191
Site: www.mirantedoparanapanema.sp.gov.br

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
O desbravador de parte da região da Alta Sorocabana, dominada, naquele tempo por mata virgem e habitada por índios, onde surgiu Mirante do Paranapanema, é também o fundador da cidade de Garça na Alta Paulista, Labieno da Costa Machado de Souza que, nos idos de 1910, mantinha base de penetração em Campos Novos e foi, na época, possuidor de uma grande gleba de terras situadas às margem direita do Rio Pirapózinho.
Resolveu desbravá-la através de uma intensa colonização. Do povoado de Santo Anastácio abriu picadas na floresta, numa distância de 34 quilômetros, surgindo um clarão. Ali, plantou a sede da fazenda que levou o seu nome - COSTA MACHADO.
Temos dois momentos de pioneirismo:
O PRIMEIRO: se inicia com a chegada do Dr. Labieno da Costa Machado de Souza, de Garça, no ano de 1918, nas proximidades do Distrito, que hoje leva seu próprio nome. O Dr. Labieno, homem inteligente para aproveitar as oportunidades existentes para realizar grandes negócios, chegou afirmando para todos que as terras pertenciam a seus pais. Ao todo a vasta área abrangia doze mil alqueires paulistas. Procurou estabelecer colonização das terras da FAZENDA VALE DO PARANAPANEMA, da qual afirmava ter herdado de seu pai, José da Costa Machado de Souza, e afirmava ter escritura pública da área lavrada em 15 de maio de 1887.
Esse período se estende até meados de 1946, se considerarmos apenas as regiões leste e norte do município. Em 1921, teve início à chegada dos primeiros imigrantes europeus também nas proximidades de Costa Machado. Chegavam com suas famílias: alemães, húngaros, romenos, tchecos, lituanos, espanhóis, libaneses, portugueses e italianos. Esse primeiro processo migratório se estendeu até o início da década de 1930.
O primeiro comprador de terras do Dr. Labieno foi o senhor Robert Boshammer, no ano de 1921, no Bairro Colônia Branca.
Em 1938 chegam à Costa Machado, os pioneiros e imigrantes japoneses, irmãos Takeo e Iraku Okubo, personagens de extraordinária importância na fundação e emancipação deste município.
O SEGUNDO: O pioneirismo não pára, um segundo período surge com a chegada de mais imigrantes japoneses na área pertencente hoje ao Distrito de Cuiabá Paulista. O seu período de colonização inicia-se em 1948 e se estende até finais da década de 1950. Teve à frente em seu início, o desbravador e colonizador, senhor Kosuke Endo, que acabou se constituindo o fundador daquele Distrito. Os primeiros compradores das terras do senhor Kosuke foram os senhores: Kuroba, Outi, Kamio e Fujisaki.

A CHEGADA DO DR. LABIENO
A história de Mirante do Paranapanema começa a ser construída entre os anos de 1916 a 1918 quando um homem por nome de Labieno da Costa Machado de Souza, nascido em 27 de setembro de 1880, no município de São José do Rio Preto, resolve conhecer e colonizar uma área de 120 mil alqueires de terras, que considera herança de seu pai, que se chamava José da Costa Machado. O Dr. Labieno faleceu no início da década de 1960 na capital paulista.
O pai do Dr. Labieno era um influente político que chegou a ocupar importantes cargos públicos do Brasil, sendo o mais importante a Presidência da Província de Minas Gerais nos anos 1867/1968. Abandonando a política naquele Estado veio, no início do século XX para o Estado de São Paulo, em busca de terras novas para o cultivo do café, e também encontrar novos espaços para o exercício de liderança política.
Tudo leva a crer que o Dr. Labieno, acompanhado de seu grande amigo e futuro Administrador de sua fazenda, Odilon Ferraz, chegaram até a cidade de Indiana, de trem, e de lá rumaram a cavalo, para o local onde hoje localiza o Distrito de Costa Machado, passando pela cidade de Pirapózinho. Segundo o senhor Kal Thies, 88, imigrante alemão, que chegou em Costa Machado em 1930, foi essa a versão contada pelo próprio Odilon Ferraz e por um dos netos do Dr. Labieno.
Segundo Celso Jaloto Ávila Junior, em seu livro História de uma cidade – Santo Anastácio, página 27, o picadão, ligando Santo Anastácio com a propriedade do Dr. Labieno, foi construída alguns anos depois de 1918, ainda assim, a pedido do próprio fazendeiro. Pesa ainda o fato do Dr. Labieno não ter passado por Santo Anastácio, como muitos supõem, devido ao fato de o trem só ter chegado naquela cidade em 25 de julho de 1920.

TEM INÍCIO A COLONIZAÇÃO
Assim que localizou suas posses, e para agilizar as vendas em pequenas propriedades, o Dr. Labieno tratou de montar a Empresa de Terras e Colonização Labieno da Costa Machado, cuja história foi até objeto de tese de Mestrado (Marcos De Martini – UNESP – Franca/2000).
No processo de colonização de suas terras, o Dr. Labieno procurou se valer de toda influência política da família no Brasil, e de suas experiências adquiridas na Europa durante os anos que lá morou e estudou. Com muita esperteza e habilidade, o Dr. Labieno soube como ninguém, aproveitar do sistema de imigração subsidiada pelo governo brasileiro naquela época. No início da década de 1920, empreendeu, em vários países do velho continente, uma grande divulgação de suas terras.
Em função das incertezas, no período pós Primeira Guerra, reinante em muitos países daquele continente, não foi difícil para centenas de alemães, húngaros, romenos, austríacos, lituanos, tchecos e até russos, emigrarem para o Brasil em busca da sorte em outro mundo. Segundo o senhor Kal, muitos dos imigrantes que chegavam não se adaptavam ao trabalho de derrubar mato e morar distante de cidades. Muitos chefes de famílias tinham lutado na guerra e quase todos eram profissionais de cidade como ferreiro, carpinteiro, eletricista e mecânico. Com isso, ao mesmo tempo em que chegavam europeus nas colônias, muitos migravam novamente, agora para cidades do Brasil, principalmente São Paulo. Muitos compravam o lote através de firmas corretoras e apenas observando materiais de propaganda, quando ainda moravam na Europa. Muitos imigrantes europeus que adquiriram terras aqui, já moravam no Brasil. Foi grande o número dos que chegaram como proprietários de 10 a 15 alqueires de terras, e acabavam indo embora sem pagar a segunda prestação.
A intenção do Dr. Labieno era formar em suas terras, colônias distintas para cada nacionalidade de imigrantes. Em seu trabalho o professor Martini assim descreve: Era uma medida voltada exclusivamente aos interesses do colonizador, ao tentar cativar os colonos para um projeto que privilegia um determinado grupo, o que estava em jogo era tão somente o interesse pelas vendas. Poderia parecer ao colono, a quem essa propaganda era dirigida, que entre pessoas da mesma nacionalidade, que falavam a mesma língua e tinham os mesmos costumes culturais, tudo seria mais fácil
Mesmo assim aconteceu a formação de diversas colônias: Colônia do Costa Machado, alemães e romenos Colônia Branca, alemães Colônia Santo Antônio, húngaros e austríacos Colônia Bessarábia, russos, búlgaros e tchecos e Colônia Lituana, com os lituanos. Devemos esclarecer que a Colônia Japonesa, que se formou em terras do Dr. Labieno, na Água do Mastro, no final de década de 1940, não foi por iniciativa sua. Como também as Colônias dos Japoneses, que se formaram no Bairro Paraíso e proximidades, a partir do início da década de 1950, ocorreram por iniciativa do senhor Kosuke Endo, em suas terras.

CHEGAM AO BRASIL OS IRMÃOS OKUBO
Exatamente no dia primeiro de junho de 1927, numa tarde ensolarada, atracou no cais de Santos o navio La Plata Maru, de bandeira japonesa. Em meio aos navegantes, estavam os irmãos Okubo e suas famílias, que procedentes de Fukuoka – uma região industrial do sul do Japão – vinham cheios de esperanças tentar a vida no Novo Mundo. Com certeza não fazia parte dos sonhos e ideais desses dois jovens nipônicos, alguns anos mais tarde, em solo brasileiro, serem, como poucos, protagonistas da história de um município.
Como determinava os contratos migratórios entre os governos brasileiro e japonês, os imigrantes iriam trabalhar nas lavouras de café, cultura essa que naquele momento, vivia seu áureo período de glória e progresso, requerendo, entretanto, muita mão-de-obra. Enquanto seus conterrâneos se espalhavam por quase todo o Estado de São Paulo e norte do Paraná. Chegando nas mesmas condições econômicas de seus compatriotas, ou seja, sem quaisquer condições econômicas, os irmãos Okubo, Iraku com 21 anos de idade e Takeo com apenas onze, portanto ainda um adolescente. A família fixou-se numa fazenda de café na região de Bauru onde seus componentes passaram a trabalhar na condição de colonos, como previam as leis da imigração.
Fugindo da crise no Japão, assim que chegou ao Brasil, a família Okubo é novamente vítima de uma outra crise, a do café em 1929. Quem veio sonhando em ganhar muito dinheiro, e em pouco tempo voltar rico para o seu país natal, sente na alma a continuidade do sofrimento que parecia ter ficado tão distante do território brasileiro.
Como se já não bastassem, aos imigrantes japoneses os diferentes hábitos culturais, língua e clima, agora, com a decadência da cultura do café, muitos deles são despedidos pelos fazendeiros e desvalorizados como trabalhadores. A família Okubo ainda conheceu a cultura do algodão naquela região, mas diante da evidente impossibilidade de realizarem seus sonhos naquele local e condições, eis que em 1938, brota a idéia de procurarem uma nova paragem no município de Garça, distante de onde estavam cerca de 70 km. Lá conheceram um dos maiores latifundiários do Brasil da época, Dr. Labieno da Costa Machado de Souza, que os convidou para uma de suas Fazendas localizada na atual área pertencente ao município de Mirante do Paranapanema.
Foi nesse momento que houve a separação entre os dois irmãos, Iraku Okubo aceitou em ser corretor de terras para o referido latifundiário neste local, mas o seu irmão Takeo, que nessa época já havia se casado, decidiu ir para São Paulo trabalhar na Bolsa de Mercadorias, onde, em 1939, acabou se formando Classificador de Algodão.

IRAKU OKUBO CHEGA EM COSTA MACHADO
Agora, sozinho Iraku viaja de trem até a cidade de Santo Anastácio e de onde ruma, ainda em meio a picadas da mata virgem, para Costa Machado, que naquele momento ainda era uma Colônia, com a sede da Fazenda Vale do Paranapanema, do Dr. Labieno da Costa Machado de Souza, e apenas algumas casas, ainda rústicas, onde hoje é o Distrito. A maior parte das famílias morava em pequenos sítios espalhados pelo meio da mata, formando as Colônias de diferentes povos europeus. Muitos desses habitantes chegaram diretamente da Europa, outras de diferentes regiões do Brasil, onde já haviam buscado o também o sucesso em outras regiões, principalmente na Mogiana e Noroeste do Estado de São Paulo.
Como Corretor de Terra agora, procurava Okubo mostrar sua competência nessa nova empreitada de vender terras, o que não era nada fácil, primeiro porque o nosso país, naquele momento, vivia as conseqüências da II Guerra Mundial com muitas crises e poucos negócios em segundo lugar em função do medo que as pessoas tinham de comprar terras na região do Pontal por ser área devoluta. Mas como ele mesmo afirma, nos primeiros cinco anos, como não conseguia vender nada, acabou montando, o que ele classifica como boteco – que depois se transformou num grande armazém – em Costa Machado, que durante mais de dez anos forneceu os mais diferentes tipos de mercadorias para centenas de famílias que trabalhavam na agricultura.

A COMPRA DE UMA FAZENDA E A ONDA DA HORTELÃ
Em 1943 os dois irmãos voltam a trabalhar juntos. Iraku convida Takeo, que ainda residia em São Paulo, para tomar conta do Armazém em Costa Machado, pois uma nova esperança de sucesso surgia, era a onda da hortelã. Como afirma EiKiti Maermura, no mesmo jornal Nippak Naquele tempo era o que dava mais dinheiro. Até padre, soldado, delegado, plantava hortelã, embarcando no entusiasmo geral da febre do óleo de menta, que por sinal em 1943 foi um excelente negócio. Os Estados Unidos compravam o óleo mentol do Japão, mas em decorrência deste país ter entrado na II Guerra Mundial contra os aliados, este país se tornou inimigo dos norte-americanos e consequentemente estes deixaram de adquirir os seus produtos, que eram muito utilizados na indústria farmacêutica e alimentícia. As compras da China, que poderia ser uma opção, pois também era uma grande produtora, enfrentava problemas em função da paralisação do comércio naval no oriente. Com isso abriu-se uma grande oportunidade para outros países como o Brasil suprir as necessidades do mercado norte-americano com esse produto. Como naquele período o solo e as condições climáticas, em função da existência ainda de matas virgens e solos ricos em matéria-orgânica, e a nossa região, de um ano pora outro ela tornou-se o maior centro de cultivo dessa planta exótica.
A doze quilômetros do povoado de Costa Machado, que na época contava com apenas quatro ou cinco moradias, os irmãos Okubo adquirem do Dr. Labieno da Costa Machado de Souza, uma área ainda totalmente coberta de mata virgem. O valor da transação foi de 250 contos de réis, com um prazo de cinco anos para pagamento. As primeiras plantações que fizeram – hortelã, feijão de soja e algodão – devido às dificuldades de transportes, redundaram em verdadeiro fracasso.
Esse chapadão, bem no alto, é o local onde hoje é ocupado pela cidade de Mirante do Paranapanema.
Além de vender terras, Iraku começou com atividades agrícolas por conta própria, cultivando os mais diferentes produtos. Por uma série de circunstâncias, não obteve também sucesso.
Somente os irmãos Okubo plantaram em 1945, 60 alqueires de hortelã o que significou o início de uma crise financeira na família. Após o término da II Guerra Mundial, os Estados Unidos voltaram a comprar o óleo de menta do Japão e da China. Com isso o preço desse produto no mercado internacional caiu mais de cinqüenta por cento. Como os custos da produção eram extremamente elevados, o prejuízo de quem muito arriscou foi também muito elevado.
Nesse período seu irmão Takeo estava com ele novamente e juntos tocavam os negócios em sociedade. Enquanto seu irmão tomava conta do comércio em Costa Machado, Iraku, cuidava dos negócios da agricultura.
Ainda com residência em Costa Machado, em 1944, foi dado início a venda de lotes para uso agrícola, sendo seus primeiros adquirentes: irmãos Ketsujiro, Akinori Kadovaki, Shimatsu Sato, Shoma Urano, Joaquim Nogueira, Luiz Marques, Pedro Machado, Francisco de Oliveira, Francisco Franco e Antônio Xavier.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Em virtude dos constantes prejuízos nos negócios com a agricultura, começa a crescer a idéia e a necessidade de se lotear uma área para a formação de um patrimônio.
Tudo faz crer que por quase três anos, trabalhando em suas próprias terras, os irmãos Okubo não tinham em mente a formação, sequer de um patrimônio, quanto mais de uma cidade.
Ainda com residência em Costa Machado, em 1944, foi dado início a venda de lotes para uso agrícola, sendo seus primeiros adquirentes: irmãos Ketsujiro, Akinori Kadovaki, Shimatsu Sato, Shoma Urano, Joaquim Nogueira, Luiz Marques, Pedro Machado, Francisco de Oliveira, Francisco Franco e Antônio Xavier, pois os irmãos Takeo e Irako Okubo haviam comprado de Labieno uma gleba de terras com 250 alqueires paulistas destinando, três anos depois, 50 alqueires para a formação do patrimônio de Palmitalzinho, assim chamado, devido à grande existencia de palmito na área e porque já existia, na região, à cidade de Palmital.
Isso pode ser concluído quando ele, segundo dona Antônia Rosa Fernandes de Lima, in memorian, em 1945, oferece de empreita os senhores Antônio Rosa (pai de dona Antônia) e Francisco da Cruz, a derrubada da mata e o plantio de 15 mil pés de café, a área onde hoje está localizada a atual cidade. Mas o café nem chegou a produzir, pois em 1947 já foi iniciada a venda dos lotes cortando no meio a lavoura. Ainda há poucas décadas passadas era possível encontrar em algum fundo de quintal resquício desses pés de café.
Vários acontecimentos ocorridos no ano de 1946 foram decisivos para a tomada de decisão pelo senhor Iraku para a formação de um patrimônio. Primeiro foi o grande prejuízo que ele tomou com a cultura do algodão, devido ao excesso de chuva o produto apodreceu nos pés. Segundo, no início do mês de outubro apareceu uma tremenda praga de gafanhotos nessa região que acabou com tudo que estava plantado, sua lavoura de hortelã foi totalmente destruída e agravou tremendamente a situação financeira da família.
Aqui tem um local muito bom para se construir uma vila, sempre me dizia o agrimensor, André Ponce juntamente com o meu compadre Hideki Nomura. Aí eu resolvi separar 40 alqueires para o loteamento. Bem no alto, no meio de minha propriedade. Em 17 de maio de 1947, Manoel Rodrigues, comprou por dois mil cruzeiros, o primeiro terreno (data) medindo 10mtsx40mts, no loteamento cujo projeto original levava o nome de CIDADE MIRANTE DO PARANAPANEMA, localizado na esquina das atuais Ruas João Augusto de Almeida com a Getúlio Vargas. Logo em seguida, José Honorato Denes, construía a primeira habitação de pau-a-pique no patrimônio, no final da atual Rua Alberto Shiguero Tanabe que, em apenas cinco anos, ultrapassou a sede do distrito, Costa Machado, que ficava nas proximidades, e historicamente, tendo como fundadores os irmãos Iraku e Takeo Okubo.
Em 1948, Iraku parte de Costa Machado para o Patrimônio. O progresso da cidade que ia se formando era tão grande que assustava, principalmente os jornalistas japoneses, que por ser a cidade fundada por seus patrícios, despertava um grande interesse. Um deles chega a escrever que a cidade, aos domingos parecia um formigueiro, em função do grande número de pessoas transitando pelas ruas de terra. Na Rua Alberto Shiguero Tanabe, quase não podiam passar carros, em função de tanta gente e animais. Em 1949 surge a sede Provisória da Colônia Japonesa e em 1952 se constrói a definitiva. Segundo os jornais japoneses, em 1947, custavam dois contos de cruzeiros um alqueire de terra no sítio e dois mil cruzeiros um lote na cidade, em 1953, um lote na cidade já estava custando cinqüenta mil cruzeiros.
Em 1951/52 foi, nesse período, os anos que apresentaram o maior progresso do bairro, muita lavoura e o comércio aberto direto, sábado e domingo.
Em 1953 o movimento da Estrada de Ferro Sorocabana na estação de Santo Anastácio, só perdeu para Avaré, quase tudo do Bairro Palmital. Naquele ano, das 70 mil sacas de semente de algodão plantadas em todo o município de Santo Anastácio, 50 mil foram no Bairro Palmital. Foram plantados naquele ano cerca de 12.000 ha de algodão no município, cerca de 70% no Bairro Palmital.
Esse período se estende até 1953, quando ocorre a emancipação. O grande marco desse período foi a chegada do contingente de migrantes nordestinos, povo que tanto contribuiu e marcou a história deste município.
Segundo o Jornal de S. Paulo de 30/05/1953, destinado aos imigrantes japoneses, em 1953 existiam 5 mil famílias no bairro Palmital das quais 110 eram de imigrantes japoneses. A Algodoeira Mirante do Paranapanema Ltda., começou a beneficiar algodão em 25/05/1953, neste ano beneficiou 300 mil arrobas. Em 1953 foi criado o Kaikan a Estrada de Ferro Sorocabana abriu um depósito para algodão para embarque em Santo Anastácio.

DEPÓSITO DA ESTRADA DE FERRO SOROCABANA
Para favorecer o transporte e a venda da produção de algodão, pois o maior obstáculo dos produtores naquela época era a falta de estradas, o senhor Iraku Okubo, em julho de 1953, se encarregou em trazer, para o então ainda Povoado  um depósito da Estrada de Ferro Sorocabana, e um Trator de Esteiras, para fazer e consertar estradas de rodagens.

CRIAÇÃO DO DISTRITO DE COSTA MACHADO
Apesar de Mirante do Paranapanema, apresentar um desenvolvimento sócio econômico e também populacional extremamente superior ao de Costa Machado, em 1952, o Governo do Estado, atendendo ao fato da antiguidade e muito possivelmente ao prestígio do Dr. Labieno da Costa Machado de Souza, e de outras pessoas a ele ligadas, acabou criando ali um Distrito de Paz, que teve sua instalação em maio de 1953. Esse fato aguçou ainda mais os ânimos do pessoal de Mirante do Paranapanema, que já se mobilizavam para a emancipação do município, que partiu com mais afinco na busca deste objetivo.

ORIGEM DO NOME

Primeiro Nome:

PALMITAL - Existiram dois nomes para um mesmo Patrimônio: Palmitalzinho, mais ligado à cultura dos migrantes nordestinos, e Mirante do Paranapanema, criado pelos idealizadores do Patrimônio, mais precisamente pelo Engenheiro André Ponce, que fez o seu projeto original. Essa contradição em nada veio desqualificar esse ou aquele grupo de pessoas, muito pelo contrário, ela acarreta e requer dos historiadores uma análise mais profunda de um fenômeno complexo, mas ao mesmo tempo muito interessante.
O nome Palmital surgiu porque segundo os primeiros habitantes desta área, existiam muito palmito em meio à mata virgem, principalmente onde hoje se encontra a Igreja Matriz. Bem próximo deste local foi construída a primeira escola do Patrimônio que recebeu o nome de Escola do Bairro Palmital, que ao longo da história se transformou na E. E. Joana Costa Rocha.
Portanto os mesmos habitantes conseguiram conviver pacificamente com os dois nomes do Patrimônio: PALMITAL e MIRANTE DO PARANAPANEMA, por aproximadamente dez anos, ou seja, bem antes da emancipação político-administrativa, e tempos depois já como município constituído.
Quanto a esse fato o senhor Jaime Sevilha Gonçalves, que foi cobrador da Jardineira do Ferrer ou Ferré na década de 1950, assim relata: Antes de 1952, quando ainda não era município, a cidade já era conhecida por algumas pessoas como sendo Mirante do Paranapanema, e muito tempo depois que o município foi criado, muita gente ainda chamava aqui de Palmitalzinho. O povo nordestino se apegou nesse nome e foi duro para acostumar com Mirante.

Segundo Nome:

MIRANTE DO PARANAPANEMA - O nome Mirante do Paranapanema já existia bem antes do pedido da emancipação político-administrativa. Segundo depoimentos de pessoas que vivenciaram estes fatos, tais como os senhores Maemura Satoshi, Antônio Sobral de Vasconcelos, Francisco Mario Pires, Kussuo Okubo, Salvina Alves (parteira) e Helena Okubo, o nome Mirante do Paranapanema para o Patrimônio, surgiu muito antes da realização do plebiscito realizado em 29/11/1953.
Segundo Kussuo Okubo, mais conhecido por Carlito, filho do senhor Iraku Okubo, e que, segundo afirma andou demarcando divisas de lotes pelo Patrimônio, ainda em meio ao mato e cafezal, afirma que o nome Mirante do Paranapanema foi sugerido ainda por ocasião da fundação do Patrimônio. A senhora Salves Alves (a parteira que completou 93 anos no dia 21/10/2003), afirma que quando aqui chegou trazida pelo senhor Iraku Okubo para trabalhar no Sub-Posto de Saúde em 1949, em todos os relatórios ela escrevia Mirante do Paranapanema.

ETMOLÓGICAMENTE -  A primeira parte do topônimo (Mirante) refere-se a sede do município, que se encontra numa área alta. A segunda é de origem Tupi (Parana-panema) e que significa literalmente rio imprestável. Este é também o nome do rio que passa pela cidade. Chamaram-no assim, provavelmente, pela dificuldade que suas águas impunham às canoas que tentavam atravessá-lo.
Segundo também, o nome Mirante veio de KODAI, que na lingua japonesa, quer dizer lugar alto. E paranapanema devido à proximidade da barranca do importante rio com esse nome, existente nas proximidades.

CONFIRMAÇÃO DO ATUAL NOME DO MUNICÍPIO
Assim relata o senhor Iraku Okubo, no Jornal Quinzenal NIPPAK de 22/03/1980: Eu me achava na obrigação de doar estes terrenos, como fundador da cidade. Inclusive muitos deles, “o jardim, por exemplo, já constava no projeto inicial. A planta desse projeto, que tem o serviço de Antônio Cândido, de 21 de maio de 1947, trazia estampado o nome CIDADE MIRANTE DO PARANAPANEMA. – CIDADE DE PROGRESSO. Propriedade: SOCIEDADE CIVIL, COLONIZADORA MIRANTE DO PARANAPEMA LTDA. – Município e Comarca de Santo Anastácio.

A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO
A idéia da venda dos lotes para a formação de um Patrimônio foi motivada primeiro pela situação econômica pela qual passava a família Okubo segundo porque o senhor Iraku se sentia, na condição de corretor das terras próximas à sua fazenda, como que responsável a encontrar soluções para os vários problemas que a maior parte das famílias aqui enfrentava, tais como: fornecimento de alimentos, de instrumentos manuais de trabalho na roça e até de animais para o uso do preparo da terra e no transporte de produção. As estradas, verdadeiros picadões, eram praticamente intransitáveis para veículos e meio de comunicação, e fornecimento de energia, não existiam. Quanto às dificuldades enfrentadas no bairro, o próprio Iraku assim expressa no JORNAL NIPPAK de 22/03/1980: Aqui nós sofremos muito. Quantas e quantas vezes não andamos a pé, os 60 km que nos separava de Santo Anastácio. Saíamos de manhã cedinho e lá só conseguíamos chegar, à tarde

CRIAÇÃO DA COMISSÃO DE EMANCIPAÇÃO
Devido às grandes dificuldades enfrentadas pelos moradores do Patrimônio, foi então criada uma Comissão objetivando a emancipação, e foi liderada pelo Dr. José Guedes da Silva. A formação do processo justificando a emancipação era complexa e exigia, além de conhecimentos jurídicos, muito apoio e acordos na Assembleia Legislativa do Estado, além de disponibilidade de tempo e recursos financeiros. Essas negociações envolviam desde políticos de Santo Anastácio, o que não era nada fácil, tendo em vista que a separação buscada não caminhava amigavelmente, até autoridades do mais alto escalão do Estado.
O senhor Iraku Okubo, não quis participar da política naquele momento, conforme ele mesmo relata no JORNAL NIPPAK de 22 de março de 1980: Pedi que 6 a 7 líderes da cidade cuidassem dessa política que eu começaria a lutar por outras melhorias. O fato era que o senhor Iraku era muito amigo do Prefeito de Santo Anastácio na época, Luiz Staut, que lutava contra a emancipação de Mirante do Paranapanema, pois aqui constituía a maior área de produção agrícola do município.

REALIZAÇÃO DO PLEBISCITO
Depois de muita luta inclusive na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, um plebiscito foi realizado em 29 de novembro de 1953, e a Emancipação ganhou por 177 votos, sendo que 86 votaram contra, e teve um voto nulo. Conforme noticiou o jornal Folha da Manhã, de 01/12/1953, a emancipação foi pedida em nome do Distrito de Costa Machado. Conforme afirma um dos pioneiros daquela época, Francisco Mario Pires, em entrevista realizada em 02/10/2003: Todo mundo sabia que a sede do novo município seria mesmo Mirante do Paranapanema e não Costa Machado.
Francisco Mario Pires, em 01/10/2003, assim resume a emancipação: Mirante do Paranapanema cresceu rapidamente, mais do que o Distrito de Costa Machado, daí o pedido à Assembleia Legislativa do Estado para a sua emancipação. Quando foi pedido a realização do plebiscito em nome de Costa Machado, a gente já dava como certo de que a sede do Município seria em Mirante. Teve pessoas de famílias tradicionais de Costa Machado, e até de Mirante também, que eram contra a emancipação, ou se ela viesse a ocorrer, então que fosse a sede no Distrito de Costa Machado. Para que Mirante do Paranapanema, que até então, na verdade era apenas um povoado, fosse elevado á categoria de cidade e sede de Município, contamos com a colaboração imprescindível do Deputado Péricles Rolim, de Rancharia, que muito lutou na Assembleia Legislativa do Estado para que pudéssemos alcançar o nosso objetivo. A nossa conquista deve muito também ao trabalho do Dr. José Guedes e de muitas outras pessoas. Foi um desejo de muitos e assim foi feito. Hoje quando vou para Mirante e vejo, ainda de longe a cidade, me dá uma grande emoção (Mário Pires mora atualmente em Pres. Prudente).
A emancipação devemos em grande parte ao nosso valoroso companheiro Dr. José Guedes da Silva, que com os seus conhecimentos, grande respeito e prestígio que gozava na capital paulista, em especial junto a alguns parlamentares, não mediu esforços para, com grande idealismo e sacrifício do seu precioso tempo, nas constantes viagens que fez a São Paulo para a finalidade de obter essa grande vitória para nossa terra. Dr. Aimar Joppert – JMN- pág. 04 –20 de janeiro de 2000.

CRIAÇÃO DO DISTRITO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 30 de dezembro de 1953, MIRANTE DO PARANAPANEMA foi simultaneamente elevado a condição de Distrito e à categoria de Município por força do Decreto Lei Estadual nº 2456, com o nome de Mirante do Paranapanema, desmembrando se do município de Santo Anastácio. Sua instalação ocorreu solenemente em 01 de janeiro de 1955. O Município incorporou o Distrito de Costa Machado, e o Patrimônio de Cuiabá Paulista, que depois acabou se transformando também em Distrito.

A PRIMEIRA ELEIÇÃO MUNICIPAL
Todas as eleições realizadas em Mirante do Paranapanema, devido a cultura política de seu povo e a fatores externos, tais como pleitos estaduais e federais, foram sempre muito disputadas. As lutas pela hegemonia do poder local, fizeram com que surgissem grupos políticos tão rivais, que a perda de uma eleição, ou mesmo a derrota de um candidato ao governo do Estado, se equipara ao sentimento de se ter perdido uma batalha, uma guerra. Em determinados casos os resultados das urnas determinavam até a permanência do cidadão na cidade, ou possibilidade de concretização de um grande sonho material, de emprego ou de estudos para seus familiares. Quem apoiava o grupo ganhador, sonhava em obter benefício, mas quem estava com o grupo perdedor, previa represálias, perseguições e prejuízos.
Determinados acontecimentos ocorridos na primeira gestão municipal, contribuíram para o fortalecimento de dois grupos políticos antagônicos, que por várias décadas foram marcantes na construção histórica deste município.

ESCOLHA DO CANDIDATO ADEMARISTA
Para a escolha de quem ocuparia no município recém-criado os primeiros cargos públicos no Executivo e no Legislativo do município, seguiu de acontecimentos que marcariam por várias décadas a vida política deste povo, acrescidas por mágoas e ressentimentos, que muitas delas, somente o tempo e foi capaz de refazer.
Depois de muitas discussões, saíram candidatos a prefeito na Primeira Eleição Muncipal os senhores: José Quirino Cavalcante pelo PSP – Partido Social Progressista – e o Dr. José Guedes da Silva, pela UDN – União Democrática Nacional. Para Vice-Prefeito concorreram Domingos Machado de Vasconcelos, pelo PSP e Antônio Ribeiro da Silva, pela UDN. O PSB – Partido Socialista Brasileiro, só concorreu na eleição para a Câmara Municipal, e apoiou a candidatura do Dr. Guedes e Antônio Ribeiro.
Desde a primeira eleição municipal até 1966, quando Ademar Pereira de Barros foi cassado, o grupo que sustentava sua ideologia política neste município, sempre foi muito forte. Mesmo durante o regime militar, esse grupo se manteve coeso e forte.
O PSP – PARTIDO SOCIAL PROGRESSISTA – do Ademar, foi criado em Mirante do Paranapanema, para concorrer nessa primeira eleição, com a colaboração do advogado Aloísio Luiz de Campos Neto, de Santo Anastácio, e teve como presidente, Venâncio Alves Maciel.
Segundo depoimentos de políticos que participaram dessa primeira eleição municipal, o PSP escolheu o seu candidato de forma consensual. O que pesou nessa escolha, afirmam, foi que José Quirino Cavalcante preenchia os seguintes requisitos: 1º) Era cearense. Devido ao grande número de migrantes cearenses no município, muitos pensavam e diziam que quem iria mandar aqui era o Ceará 2º) Tinha uma numerosa família e muitos parentes que eram agricultores. A maior parte dos eleitores morava na zona rural 3º) Dentre os irmãos Quirino era o que apresentava o melhor temperamento. Segundo, seu próprio irmão, Floriano, ele era o conselheiro da família e o mais calmo dos irmãos 4º) Não era casado. Tinha uma loja, mas uma pessoa de muito confiança o ajudava no comércio. Com isso ele tinha tempo disponível para sair visitando os eleitores pelo vasto município.
Além do ativo apoio de sua grande família, a candidatura do senhor José Quirino Cavalcante foi sustentada por um grupo formado por notáveis famílias, pessoas e segmentos da sociedade, tais como: família Okubo colônia japonesa família Augusto de Almeida família Machado Venâncio Alves Maciel e Zuca Marcolino.

O GRUPO DO DR. GUEDES
A candidatura do Dr. José Guedes da Silva, pela UDN, com o apoio do PSB, foi sustentada principalmente por Francisco Farias, José Alves (Poca), José Xavier (Zizo), Antônio Ribeiro da Silva e pelos vereadores do seu lado que se elegeram.
O Dr. Guedes, apesar de ser também cearense, chegou aqui vários anos depois do José Quirino. Além do grupo inexpressivo que o apoiava, em comparação com o do adversário, O doutor tinha contra si, na análise do eleitorado, alguns agravantes, que apontavam contra a sua candidatura: 1º) era médico. O nordestino, de pouca leitura naquela época, na política, não simpatizava muito com a idéia de doutor 2º) morava na cidade, assim como também o José Quirino, mas não buscava manter uma intimidade com o pessoal da lavoura, constituído fortemente por pessoas simples e humildes. Com isso, ele não despertava muita confiança para essa população rural, e era exatamente nessa zona que estava o grande eleitorado.
Como, desde o início, o coronelismo imperou no município, era demais para a consciência do eleitorado simples, que não simpatizava com um doutor para prefeito, mas que por outro lado votou maciçamente num outro doutor (Ademar), para governador. Ao passo que Jânio, que recebeu pouca votação neste município, era advogado e professor (Geografia e Português).

FOI O ANALFABETO CONTRA O DOUTOR
Segundo o senhor Antônio Sobral de Vasconcelos, a eleição de 1954 foi a do pobre (José Quirino) contra o rico do analfabeto contra o estudado. Ele também conta que o pessoal da roça concluía o seguinte: como que um homem, doutor da cidade vai lutar por nós da roça? Quem vai nos defender só poderá ser um igual a gente. Eu estou com vocês, essa era a fala do José Quirino com os eleitores. Ou seja, eu estou com vocês da roça. Foi a fala simples e a identificação com o povo humilde de um candidato, que acabou decidindo a eleição.

OS PRIMEIROS ELEITOS NO MUNICÍPIO
O primeiro pleito para a escolha do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores para a Câmara Municipal, ocorreu em 03 de outubro de 1954. Elegeu como Prefeito o senhor José Quirino Cavalcante e como Vice Prefeito, o senhor Domingos Machado, que ganhou com um voto a mais do que o Prefeito eleito. Naquela época o voto não era vinculado, ou seja, votava-se separadamente para Prefeito e para Vice. Os primeiros Vereadores eleitos foram: Venâncio Alves Maciel, João Augusto de Almeida, Francisco Ferreira Lima, Leônidas Arrais Ferreira, Seizo Nishima, Joaquim de Barros Cavalcante, João Vicente Barbosa, Benvindo Moraes de Souza, Darci Reis, Francisco Farias e Antônio Sobral de Vasconcelos.
No dia 27 de novembro de 1954 o Prefeito eleito é diplomado.
Em virtude da importância do plebiscito, achou-se por bem considerar a data de 29 de novembro de 1953, como o dia do nascimento do município.
A posse do prefeito José Quirino Cavalcante, e dos Vereadores ocorreu em 01 de janeiro de 1955.
Depois da formação do município o senhor Iraku se entregou totalmente à política junto com os nordestinos, sempre defendendo a bandeira do grande político da época, Ademar de Barros, do qual era até compadre. A luta do Ademar com o Jânio Quadros era muito grande. Na primeira eleição para governador, depois da formação do município, em 1956, ganhou o Jânio Quadros. Para Mirante este ocorrido veio trazer um tremendo prejuízo, pois acabou rachando o grupo político que tinha ganhado a primeira eleição municipal. Isto causou a adesão do Prefeito José Quirino ao governo do Estado.

O VICE FOI MAIS VOTADO DO QUE O PREFEITO
Naquela eleição o voto ainda não era vinculado, ou seja, o eleitor tinha que votar em Prefeito e em Vice-Prefeito, separadamente. Com isso ocorreu um fenômeno interessante, o senhor Domingos Machado de Vasconcelos, ganhou para Vice-Prefeito com 1.226 votos, ou seja, com um voto a mais do que o prefeito eleito.
Para a Câmara Municipal a legenda, PSP obteve 1.291 votos, conquistando assim 7 cadeiras. A UDN, com 553 votos, teve 3 vereadores eleitos. Já o PSB, com 222 votos, conseguiu eleger apenas um vereador (Francisco Farias).

AS PRIMEIRAS ADMINISTRAÇÕES MUNICIPAIS
As primeiras administrações do Executivo Municipal, respectivamente com José Quirino Cavalcante, João Augusto de Almeida e Francisco Farias – ocorridas no período entre 1955 e 1966 – enfrentaram uma série de dificuldades.
No início, além da falta de estrutura e saneamento básico, a Prefeitura não tinha, se quer uma moto-niveladora para construir e conservar as estradas do município. Os constantes pedidos dos produtores agrícolas para consertos das estradas, segundo os relatos das Atas da Câmara Municipal de Vereadores daquela época, foram umas das primeiras razões para dividir o principal grupo de políticos, que mais havia lutado para a emancipação.
O próprio Zuca Marcolino relata em entrevista de 30/11/2001, que a sua entrada na política ocorreu em função do não atendimento aos seus constantes pedidos para a conservação das estradas que ligavam o seu bairro Pica-Pau, à cidade. Na época o Prefeito era o senhor José Quirino Cavalcante, que por sinal, haviam trabalhado juntos por ocasião da eleição.
O município recém-emancipado não possuía sequer prédios próprios para o funcionamento administrativo, da Prefeitura e da Câmara de Vereadores. Os Poderes Legislativo e Executivo funcionaram durante muitos anos juntos, num mesmo prédio alugado.

OS NOVOS DESAFIOS
Além dos problemas e dificuldades citados e emergidos das situações anteriormente relatadas, o município teve de enfrentar outros enormes desafios, tais como: o Prefeito, de Santo Anastácio na época, Luiz Stauti, que ferozmente lutou contra a emancipação, reteve praticamente toda a arrecadação dos impostos que Mirante do Paranapanema tinha direito no exercício de 1954, quando este, por razões obvias , ainda não possuía prefeito, apesar da criação do município ter ocorrida no final de 1953. Vale destacar que o Bairro Palmital era o que apresentava a maior produção agrícola do município de Santo Anastácio. Não somente por esse fato, mas até por questões legais e éticas, o município de Santo Anastácio deveria ter agido no sentido de facilitar o desenvolvimento do novo parceiro vizinho. Mas o rancor da separação, não muito amigável, acabou determinando a seqüência dos procedimentos.
Numa tentativa de prejudicar diretamente Mirante do Paranapanema, quando, no final do ano de 1952 e no decorrer de 1953, começou aquela onda da emancipação, a Câmara de Vereadores de Santo Anastácio, aprovou um projeto de lei isentando de pagamento de impostos municipais, por dez anos, todas as indústrias de beneficiamento de gêneros agrícolas, olarias e serrarias daquele município, como sabemos, a área de Mirante do Paranapanema pertencia àquele município. Com isso, nos primeiros anos de emancipação político-administrativa, a arrecadação municipal do município de Mirante do Paranapanema, que já era irrisória, ficou ainda menor. Com as obras e serviços essenciais por realizar, dá para imaginar o quanto foi difícil e penoso para a superação das dificuldades que se apresentavam.
Com relação à arrecadação de impostos, um outro problema aconteceu envolvendo agora o Povoado de Teodoro Sampaio. Aconteceu o seguinte: Marabá Paulista e Mirante do Paranapanema foram criados numa mesma data, 30/12/1953. Marabá Paulista emancipou-se de Presidente Epitácio, que por sua vez, possuía em seu território o Povoado de Teodoro Sampaio. Com a nova reorganização do espaço territorial, Teodoro Sampaio passou a pertencer Mirante do Paranapanema. Aproveitando-se da falta de informação, suponho eu, de parte dos habitantes de Teodoro Sampaio, a Prefeitura de Marabá Paulista, exigia que os proprietários de terras e comerciantes daquela área recolhessem seus impostos municipais devidos aos cofres daquele município e não aos de Mirante do Paranapanema. Conclusão, Mirante do Paranapanema, que como afirmamos, já enfrentava sérios problemas para conservar suas estradas, tinha que prestar, até por força de lei, esse serviço na área de Teodoro Sampaio, e em contra-partida, alguns de seus comerciantes e proprietários de terras recolhiam impostos em outro município. Só para se ter uma idéia, quando o município de Mirante do Paranapanema foi criado, ele possuía uma área territorial quase o dobro do que é hoje, abrangia praticamente todas as áreas dos atuais municípios de Teodoro Sampaio e Euclides da Cunha Paulista.
A falta de experiência dos políticos de Mirante do Paranapanema daquela época nas áreas administrativas e legislativas, somada aos escassos recursos econômicos disponibilizados, a pouca leitura da maior parte de seus políticos e a esperteza dos políticos de fora, dá para imaginar o quanto foi espinhoso para a coletividade mirantense superar todos aqueles cruciais e terminantes momentos de sua história. O que gostaríamos de destacar em tudo isso é que a boa vontade, pelo menos no início do fortalecimento do município, não faltou aos políticos da época, realmente eram bons serviços prestados à coletividade sem receber qualquer remuneração, tanto Vereadores como Vice-Prefeitos. Somente o cargo de Prefeito era remunerado, mesmo assim com uma importância insignificante.
Apesar de pessoas, mesmo quem não conheceu viveu exaltarem o esperançoso período áureo do algodão e do café nas décadas de 1950/60, a veracidade é que a construção da infra-estrutura do município de Mirante do Paranapanema, tanto na cidade, distritos e como nos bairros rurais, foi feita, e até hoje ainda se busca fazer, com muita dificuldade e sacrifícios. As mobilizações sociais, na busca das implementações e conquistas para o município, no conjunto dos problemas sociais e físicos, sempre se depararam com barreiras políticas, religiosas, muitas vezes dissimuladas e impingidas por instâncias singulares, que trouxeram não somente o atraso na sua consecução, mas muitas delas até inviabilizando-as. Somando-se a tudo isso as dificuldades financeiras pelas quais, as constantes crises nas atividades do campo trouxeram às receitas municipais, ligadas ao empobrecimento de seus habitantes, podemos constatar que determinados prédios públicos e religiosos, instalações e funcionamento de instituições jurídicas, sociais e culturais, demandaram anos e até décadas para suas consecuções. Em muitas buscas a carência pela aptidão da propriedade coletiva, trouxe para muitas pessoas bem intencionadas, a dificuldade pela mobilização social para a busca dos problemas que permeiam a da história deste município. Essa identidade e cultura, que pode e deve ser contestada nas suas contradições, se encontra embutida, de forma alienada nas mentes de muitas pessoas. Com tudo isso, entendemos, empobreceu o debate e o enfretamento da real situação da realidade vivida por esse, perpetuando dessa forma, ao longo da construção do Cinqüentenário de Mirante do Paranapanema, o encontro das soluções dos problemas que se acumularam, quem sabe, por desconhecimento de alguns, omissões de outros ou até mesmo por ações inconseqüentes de alguém. Cada um de nós constrói a sua história, já escreveu Almir Sather.

REGISTROS  DO  HISTORIADOR - LINHA DO TEMPO
- De olho nos lucros procedentes do algodão, as empresas Anderson Clayton & Cia Ltda., MC Faddem & Cia Ltda. E Sanbra S.A., logo em 1954/1955, construíram aqui suas máquinas de beneficiamento de algodão. Essas indústrias empregavam permanentemente nos primeiros anos, cerca de 50 operários, no entanto, nas épocas das safras, quando havia maior movimento, esse número chegava a 150 empregados. Vieram ainda os Esteves Irmãos e a Braswey, com seus depósitos de compras de algodão.
- Na década de 1950, o município de Mirante do Paranapanema chegou a ser considerado um dos maiores produtores de algodão do Brasil.
- Em 1954 os irmãos Okubo instalaram na cidade uma empresa telefônica com trinta e cinco aparelhos ligados. A empresa se chamou SERVIÇO TELEFÔNICO MIRANTE DO PARANAPANEMA LTDA. Um grupo de políticos de Santo Anastácio, cidade á qual esse serviço se ligava, criou muitos obstáculos no sentido de impedir o funcionamento desse serviço.
- Em 15 de abril de 1954, foi instalado o Cartório de Registro Civil, tendo como serventuária Marsy Pacheco Cançado e Oficial Dalmar Alves de Oliveira. Exerceram as funções de Juiz de Casamento os senhores: Theodorico Guedes Leite, Antônio Alves de Oliveira e João Vicente Barbosa.
- Em 17 de abril de 1954, foi lavrado o primeiro Registro de Nascimento de Helena Maria Pereira, filha de José Francisco Pereira. Sendo o primeiro casamento o de Antônio Ducas Fernandes e Antônia Pereira de Lima, presidido pelo Juiz Azoir Dominato.
- Em 26 de outubro de 1956, foi instalada a primeira Delegacia de Policia e teve como seu primeiro Delegado o então contraditório Tenente Gastão Von Hulseu Tosta.
- Criado e instalado o município, os mandatários deste, buscaram a criação e instalação da Comarca da Justiça. A criação veio com a edição da Lei Estadual nº 8092, de 24 de fevereiro de 1964, entretanto a sua instalação ocorreu somente muitos anos depois, em 31 de outubro de 1970, com várias solenidades e festas, que contaram com a presença dos fundadores da cidade, Iraku e Takeo Okubo e um número significativo de autoridades da região e do Governo do Estado e dos mais diferentes segmentos da justiça, da religião, política e da sociedade civil.
- A Comarca teve como seu primeiro Juiz de Direito o Dr. José de Mello Junqueira e como Promotor Público o Dr. Antônio Heraldo Ferraz Del Pozzo.
- Nesse mesmo dia o Prefeito Municipal Justino Trindade de Souza, inaugurou também o serviço de abastecimento de água da cidade.
- Em virtude da importância que representou o plebiscito achou-se por bem considerar a data de 29 de novembro de 1953, como o dia da emancipação político-administrativa, ou seja, o dia em que surgiu o município e consequentemente, dia de seu aniversário.

CRISES COMO AGENTES HISTÓRICOS
Nesta vida todos nós somos protagonistas de uma história, mas na maior parte dessas histórias, eles, os atores ou agentes são anônimos. Mirante do Paranapanema já foi chamado de: terra de estrangeiros Japão brasileiro cidade cosmopolita recanto nordestino local onde o paulista era estrangeiro, em função da quase totalidade de seus habitantes ser nordestina. Mas foi graças às crises no Brasil, no mundo, na economia, na política, no café (1929), no algodão (final da década de 1960) e ainda nas atividades agrícolas dos irmãos Okubo, que em meados da década de 1940, quando em ainda todo este espaço era mata virgem, surge uma cidade e, por conseguinte um município, que em poucos anos, pelo espantoso progresso, assustou até seus próprios fundadores. A crise fundiária, de todas, talvez foi, desde o início da colonização desta área, a que mais influenciou nas diversas configurações do espaço geográfico.
Segundo a história da imigração japonesa para o Brasil, mais da metade dos imigrantes japoneses chegaram na década entre 1925 e 1934, como colonos, e que passaram a pequenos proprietários nesse curto espaço. Como a história também registra, os irmãos Okubo fizeram parte da outra metade.
É essa riqueza de crises, fatos e relações, de lutas e contradições, trocas de costumes entre povos e nações, que transformou a história de Mirante do Paranapanema, no mais rico e sedutor patrimônio cultural do Oeste do Estado de São Paulo.
Uma construção histórica e geográfica marcada por inúmeros fatos e acontecimentos ocorridos no Brasil e no mundo. Assim foi e assim continua, Mirante do Paranapanema, sendo dono de uma memória riquíssima , e de uma deslumbrante história. Conhecê-la e interpretá-la é construir uma ponte entre si e os mais longínquos espaços da terra, é alimentar a imaginação do fascínio e deparar com uma realidade que muitas vezes nos surpreende e assusta.

A REGIÃO DO PONTAL DO PARANAPANEMA
A história de Mirante do Paranapanema faz parte das condições econômicas, sociais e políticas, construídas no processo de organização da região do Pontal do Paranapanema, desde a sua colonização. História esta, marcada por uma ocupação humana predatória e por constantes conflitos sociais pela posse da terra. A região ficou conhecida como um barril de pólvora, devido à violência e atrocidades: inicialmente pelas grilagens de terras e mais recentemente pelas lutas entre fazendeiros e o chamado Movimento Sem-Terra. Em decorrência desses acontecimentos gerou na região uma ocupação predatória, onde a busca pelo lucro imediato, se tornou a condição mais adequada para a acumulação da riqueza. Esse processo acabou transformando a região numa das regiões mais pobres do Estado de São Paulo região, que convive com uma alarmante degradação ambiental, violência e graves problemas econômicos e sociais.
A região em si reflete um pouco a realidade brasileira: a omissão do Estado (no trato com tais conflitos) por longas décadas, o que em muito contribuiu para a configuração dessa realidade. Somente recentemente, através de intervenções ativas do Estado sob pressão de movimentos, é que percebemos que, uma nova realidade, fundamentalmente ligada às questões da terra, está sendo construída sendo que o tempo se encarregará de registrar e dar continuidade ás transformações hora iniciadas nessa história.
Podemos identificar claramente quatro períodos ou etapas distintas ao longo da construção histórica do espaço geográfico físico e humano da área do município de Mirante do Paranapanema ao longo de mais de oitenta anos de ocupação

MOVIMENTO DOS SEM-TERRA-MST E A REFORMA AGRÁRIA
O movimento do MST teve início em Mirante do Paranapanema no ano de 1991. Depois de oito meses acampadas às margens da rodovia SP 613, no município de Teodoro Sampaio, famílias do acampamento João Batista da Silva ocuparam, em 23/03/91, uma área de 2.872 hectares da fazenda São Bento, neste município. A fazenda tem 5.106 hectares e estava sob o domínio de Antônio Sandoval Neto, famoso grileiro da região. Desse imóvel, 2.872 hectares haviam sido classificados pelo INCRA como latifúndio por exploração em 25/11/86 (Decreto número 94.161). A partir do dia 23, mais 24 famílias procedentes de Mirante do Paranapanema e de municípios vizinhos também acamparam na São Bento. O Estado, através do ITESP - Instituto de Terras do Estado de São Paulo, agilizou sua atuação  na Reforma Agrária no Município somente em 1995, depois que, com 1800 famílias o MST ocupou as fazendas Haroldina e Arco-íris, que juntas constituíam uma área de 7.617 hectares. Para a realização dessa ocupação, o movimento buscou mobilizar o maior número possível de famílias, de modo que participaram trabalhadores das mais diferentes condições e situações: bóias-frias empregados e desempregados, pequenos e grandes arrendatários e desempregados das usinas da CESP. Diversas prefeituras da região ofereceram ônibus para que os grupos de seus municípios vizinhos, da região de Araçatuba e do norte do Estado do Paraná pudessem se deslocar até as áreas das ocupações. Nos primeiros dias da ocupação, os coordenadores de grupos levantaram as informações sobre o número de tratores que os ocupantes possuíam, para organizar os trabalhos de preparação da terra para o plantio. Esse acampamento recebeu o nome de Primeiro de Abril.

MIRANTE DO PARANAPANEMA, O BRASIL E O MUNDO
Para entendermos a construção histórica de Mirante do Paranapanema se faz necessário a identificação e a interpretação da dinâmica de outros espaços geográficos inseridos no Brasil e no mundo espaços esses que, se organizaram e se transformaram ao longo dos últimos cem anos.
Fatos ocorridos em diferentes partes do mundo, tais como na Europa e na Ásia : a I Guerra e a II Guerra Mundial, a crise econômica e social no Japão e no Brasil: a decadência econômica do nordeste brasileiro, foram elementos determinantes no surgimento e na construção histórica do município de Mirante do Paranapanema, não apenas pelo fato de serem dois imigrantes japoneses os fundadores desta cidade – Iraku e Takeo Okubo – até porque centenas de outros, também imigrantes, aqui fixaram-se e em muito contribuíram para o desenvolvimento social, cultural e sobretudo, econômico desta comunidade. O imigrante japonês, Kosuke Endo, foi o fundador do Distrito de Cuiabá Paulista e idealizador de cinco Bairros que ficaram conhecidos na história como bairros do café, todos colonizados por conterrâneos do senhor Endo.
Não podemos nos esquecer também que os primeiros pioneiros desta área do município nas décadas de 1920 e 1930, foram imigrantes europeus – alemães, húngaros, romenos, lituanos, austríacos, tchecoslovacos, russos e búlgaros – que de forma heróica, longe de sua terra natal e em meio a perigos, sofrimentos, distantes de tudo e de todos, souberam conservar em colônias seus valores, símbolos e cultura, ou seja, suas identidades. Um outro exemplo da importância dos imigrantes é que, o fundador do Distrito de Costa Machado era filho de imigrantes alemães.
Imprescindível e necessário também é identificarmos as causas, a partir da década de 1940, até final dos anos de 1960, do grande fluxo de migrantes nordestinos para este município. Só podemos entender este deslocamento contínuo e intenso, como sendo uma nova reorganização espacial e territorial do espaço geográfico brasileiro ocorrido naquele período. É notório que o nordeste brasileiro, naquele período passava por uma profunda decadência econômica e grave crise social, não apenas em função das periódicas secas, mas nomeadamente pela fase industrial e urbana pela qual o Brasil estava ingressando.
Fonte:
- Texto Extraído do Site da Câmara Municipal.
- Texto Resumido da Obra - ...E o sertão acabou.
Autor: José Alvarenga.
Realização: Secretaria Municipal de Cultura.
Apoio: Prefeitura Municipal de Mirante do Paranapanema.
Gentílico: Mirantense.

 

GALERIA DE PREFEITOS

 

JOSÉ QUIRINO CAVALCANTE 1955 a 1958
JOÃO AUGUSTO DE ALMEIDA 1959 a 1962
FRANCISCO FARIAS 1963 a 1966
JOSÉ MARCOLINO SOBRINHO 1967 a 1970
JUSTINO DE SOUZA ANDRADE 1970 a 1973
FRANCISCO CÂNDIDO MARCOLINO 1973 a 1977
JOÃO AUGUSTO DE ALMEIDA 1977 a 1983
CECÍLIO MANOEL DE LIRA 1983 a 1988
JOÃO AUGUSTO DE ALMEIDA 1989 a 1992
NÚBIO PINTO DE MEDEIROS 01/01/1993 a 31/12/1996
JOÃO TADEU SAAB 01/01/1997 a 10/05/1999
CELSO DE SÁ 11/01/1999 a 31/12/2000
CARLOS SIQUEIRA RIBEIRO 01/01/2001 a 31/12/2004
EDUARDO QUESADA PIAZZALUNGA 01/01/2005 a 31/12/2008
EDUARDO QUESADA PIAZZALUNGA 01/01/2009 a 31/12/2012
CARLOS ALBERTO VIEIRA 01/01/2013 a 31/12/2016
ÁTILA RAMIRO MENEZES DOURADO 01/01/2017 a 31/12/2020

OBS:
O senhor JOSÉ QUIRINO CAVALCANTE, foi o primeiro Prefeito de Mirante do Paranapanema.




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