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NOVAIS - Vila Janete Campinas




Memorial

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Vila Janete Campinas

Prefeitura Municipal de Novais

Rua Antônio Blasques Romeiro, 350
CEP: 15885-000
Fone: (17) 3561-8780
Email: secretaria@novais.sp.gov.br
Site: www.novais.sp.gov.br

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
A história desta cidade se inicia por volta dos anos de 1923, onde o local contava apenas com umas quatro casinhas, em um patrimônio de 11 alqueires doados por um fazendeiro vizinho, o senhor Miguel Ruiz, que logo estimulou a venda de grandes terrenos de terras para futuras construções.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Nos primórdios de sua ocupação, São Sebastião do Turvo, depois Irupy, era o Distrito de Paz que congregava toda uma vasta região, inicialmente constituída por mata virgem e propriedades agrárias esparsas, que paulatinamente foram desmembradas, e resultaram em novas denominações de sítios e fazendas, depois povoados e vilas, dentre as quais, a depois denominada Villa Novaes, umas das células iniciais.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 28 de dezembro de 1924,o povoado de Vila Novaes, foi elevado a categoria de  Distrito de Paz, através do Decreto Lei Estadual nº 1197, pertencendo ao município de Jaboticabal, a quem se filiará até o ano de 1935, se reportando à Catanduva de 1935 a 1938, e finalmente à Tabapuã, até sua emancipação política no ano de 1991.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Para a população, a Lei que facilitou a criação do município (Lei Complementar 651/90) foi à senha para alavancar o movimento pela sua autonomia. Foi realizado então um plebiscito em 19 de maio de 1991, onde 1405 eleitores votaram pelo Sim, e apenas 20 pelo Não. Em 30 de dezembro de 1991, através do Decreto Lei Estadual nº7644, o Distrito é elevado à categoria de Município, desmembrando se do município de Tabapuã. Sua instalação verificou se em 01 de janeiro de 1993. Assim o Distrito de Novaes tornou-se um município, mas por erro de grafia no texto do diploma legal, passou a ser designado Novais, e não Novaes, como vinha sendo chamado. No passado, a cidade teve grande influencia da chegada de vários imigrantes, como italianos e espanhóis que para lá se deslocaram. Desde seu início até os dias de hoje, Novais sempre dependeu basicamente de sua agricultura, que sempre bem sucedida, trazia grande prosperidade para sua população.

OS IMIGRANTES
Como já citado, Novais teve uma grande influencia de imigrantes de vários lugares, com destaque para Itália e Espanha. E essa grande diversidade acabou sendo tema de pesquisa para uma historiadora na década de 1980, Marília KlaumannCanovas, que originou no livro “Hambre de Tierra: imigrantes espanhóis na cafeicultura paulista (1880-1930)”. Para a realização deste trabalho, a pesquisadora entrevistou vários imigrantes antigos do município, como o senhor Ildefonso Blasquez Sanchez, Tercifon Cabrera, Dona Teodora Dias, Dona Ana Garcia, Dona Carmem Dueñas e Dona Ana Crespo Moreno. Através dos relatos e memórias dos mesmos, foi possível ter uma ideia do início da ocupação e desenvolvimento da cidade. Segue abaixo, um fragmento do relato de um imigrante bem antigo, o senhor Ildefonso Blasquez Sanches, sobre os primórdios da cidade: “Quando ele (Miguel Ruiz) fez o loteamento, já estava quase todo o café formado. Depois nós entramos (compraram o sítio em 1911), aí ele começou a fazer o loteamento e foi vendendo a quem quisesse comprar. Os lotes eram uma data de 20 metros de frente e 40 metros de fundo. A finalidade era formar um povoado para o pessoal morar e desenvolver suas plantações fora da cidade. E foi assim que começou: uma casa hoje nessa rua, amanhã, na outra. O Miguel Ruiz é espanhol, da mesma vila que eu, (Cáceres, Extremadura, na Espanha), e conseguiu o dinheiro para comprar tudo aqui, comprando cereais, coisas muito baratas. Isso se deu mais ou menos pelo ano de 1912 ou 1913, depois que nós já estávamos morando no Taperão. Ele morava ali na Fazendo do Anjo da Guarda, que ele havia comprado de outra pessoa. Aqui, em Novais, ele comprou de outro, o senhor José Alexandre, ele era brasileiro, um caboclo trabalhava ai e era tudo dele, de córrego a córrego, nessa época os Alexandres eram milionários, mas acabaram vendendo tudo e ficando sem nada [...] o preço da terra aqui ou em Taperão era a mesma coisa. Por aqui era tudo um preço só. Ali (onde seria Villa Novaes) ele (Miguel Ruiz) comprou direto para vender, já picou em data e foi vendendo, Major Novaes e Miguel Ruiz eram amigos. Então, o Miguel vendeu aqui, e pra engrandecer o homem lá, deu nome aqui de Novaes,mas o Major Novaes não comprou nada aqui, foi o Miguel Ruiz que comprou.”
Fonte: Wéliton Marchi Albino - Professor de História.

APRENDENDO COM A VIDA
O núcleo populacional de Novaes começou a se formar em junho de 1923, em terras de 11 alqueires doadas pelo fazendeiro Miguel Ruiz. O nome da cidade foi uma homenagem ao Major João Batista Novaes, político de Jaboticabal, de cujo município foi distrito de 1924 (lei 1997 de 18/12/24) a 1935. Com a edição da Lei estadual nº 6.997, de 7 de março de 1935, o distrito de Vila Novaes é transferido para Catanduva. Só em 1938, pelo Decreto nº 9.775, de 30/11/ 38, com a denominação de Novais, o distrito passa a pertencer ao município de Tabapuã. Para a população, a lei que facilitou a criação de Municípios (Lei Complementar 651/90), foi à senha para alavancar o movimento pela sua autonomia. Foi no dia 8 de dezembro de 1989, que a comunidade decidiu mudar o seu futuro. Foi, assim, formada uma comissão, para dar encaminhamento ao processo, integrada por: Paulo Roberto Fernandes Sandrin (presidente), Wilson Antônio Prado (vice), Luiz Antônio Sandrin (primeiro secretário), Luiz Cantareira Munhoz (segundo secretário), Rubens Flausino Pinto (primeiro tesoureiro) e Eido Cruz Prado Cespedes (segundo tesoureiro). Desde o começo, sabia-se que a luta pela emancipação seria vitoriosa, pois a população enfrentava sérios problemas com o descaso do município-sede. Tanto é que o plebiscito realizado comprovou que Novais queria mesmo ter independência: dos 1.433 eleitores que compareceram às urnas, 1.405 votaram pelo “sim”, 20 pelo “não”, 3 votos em branco e 5 nulos. Criado o Município de Novais, e tendo tomado posse seus primeiros representantes eleitos, foram muitas as dificuldades a enfrentar. Dificuldades estas que ainda permanecem principalmente no que se refere à área social e à situação dos loteamentos da cidade, 80%  em situação irregular. Com poucos recursos e inúmeras necessidades, o Prefeito Valdir Fuster Pinheiro, empossado em 1997, decidiu estabelecer a solução desses problemas como meta, fazendo um levantamento sobre a situação das famílias carentes para a distribuição gratuita de leite e roupas, promovendo a melhoria da merenda escolar e a reforma da creche municipal e montando um programa de regularização dos terrenos. São tantas dívidas a pagar, que o prefeito calcula que todo o dinheiro arrecadado mensalmente na cidade - cerca de 90 mil reais já está comprometido com o pagamento de contas. Apesar dos problemas que encontrou e que terá de enfrentar pelos próximos anos, Fuster garante que emancipar o distrito foi um passo importante para o futuro de Novais: “A emancipação é uma boa medida. Umas das vantagens para a população é ter o chefe do Executivo diuturnamente bem próximo”. Uma das vantagens do município é que o solo, muito fértil, valoriza suas terras, cujo preço do alqueire, tradicionalmente, custa mais do que em outras regiões.
A Festa do Peão Boiadeiro, que acontece no dia 19 de maio (data da realização do plebiscito pela emancipação) e a festa da padroeira, Nossa Senhora Imaculada Conceição, em 8 de dezembro, são tradicionais na cidade, reunindo inúmeros visitantes. Interessante notar que a grande maioria dos militantes da luta pela emancipação e, posteriormente, os ocupantes de cargos eletivos são descendentes de famílias tradicionais na cidade, que lá estão desde a formação do núcleo urbano, em 1923. São os descendentes dos Lopes, Trojillo, Cabrera, Dorme, Pinheiro, Fuster, Birolli, Sanches, Duran, Rizzo, Piveta,Velho, Freschi, Gil, Barrionuevo, Sandrin e Pascoal. Gente comprometida com o passado, o presente e o futuro de Novais.
Os Primeiros Representantes – eleitos em 1992
PREFEITO MUNICIPAL: Silvio Arruda, casado com Ivone Rosana Sobrinho Arruda.
VICE- PREFEITO: Rubens Flausino Pinto.
CÂMARA MUNICIPAL: Vereadores – Paulo Roberto Fernandes Sandrin, Osvaldo Aparecido Mendes Rodrigues, Gregório Velho Mateus, Eduardo Fernandes Dias, Moacir Darme, Washington Vagner Valera Trojillo, Marcos Roberto Fernandes, João Jacinto Piveta (que faleceu em maio de 1996), Carlos Alberto Ribeiro e Helena Braga Terra (que assumiu a vaga do vereador Piveta).
ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO DEPUTADO EDINHO ARAÚJO, AUTOR DA LEI 651/90 DAS EMANCIPAÇÕES.
Gentílico: Novaense

GALERIA DE PREFEITOS
 

SILVIO ARRUDA 01/01/1993 à 19/11/1996
RUBENS FLAUZINO PINTO 20/11/1996 à 31/12/1996
VLALDIR  FUSTER PINHEIRO 01/01/1997 à 31/12/2000
VLALDIR FUSTER PINHEIRO 01/01/2001 à 31/12/2004
SILVIO ARRUDA 01/01/2005 à 31/12/2008
SILVIO ARRUDA 01/01/2009 à 16/08/2010
JOSÉ ALÍRIO FACHIN 17/08/2010 à 28/02/2011
SILVIO ARRUDA 29/02/2011 à 31/12/2012
DORCELI DO C. DOMINGUES PINHEIRO 01/01/2013 à 31/12/2016
FABIO DONIZETE DA SILVA 01/01/2017 à 31/12/2020
PAULO CESAR DIAS PINHEIRO 01/01/2021 à 31/12/2024

OBS.: O Sr. SILVIO ARRUDA, foi o primeiro Prefeito de Novais.

 

 

 

 

 





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