PIRAJUÍ

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PIRAJUÍ - Roseira




Memorial

PIRAJUÍ
PIRAJUÍ
Roseira

Prefeitura Municipal de Pirajuí

Praça Dr. Pedro da Rocha Braga, 116
CEP: 16600-000
Fone: (14) 3572-822
Email: contato@pirajui.sp.gov.br
Site: www.pirajui.sp.gov.br

 

 

HISTÓRICO

 

MUITO ALÉM DA BOCA DO SERTÃO...

Nas primeiras décadas do século XX, a região a Oeste de Bauru, fundada em 1887, era ainda um território inexplorado e habitado por índios. Nessa região vivia principalmente uma população formada por índios  Kaingang ou “Coroados”.
Havia também os Terenas, que vieram do Mato Grosso para São Paulo em busca de melhores terras, caça e pesca.
Com a expansão da lavoura cafeeira em direção ao “Novo Oeste” essa região passou também ser habitada por sertanejos, aventureiros e caçadores de índios. Para atingi-la enfrentavam-se a mata virgem, animais ferozes e os índios, entre outras dificuldades inesperadas além do difícil acesso, devido à ausência de estradas e ferrovias.
Vale lembrar que, desde as duas últimas décadas do século XIX, intensificou-se a organização de expedições militares que tinham por objetivo a pacificação dos grupos indígenas.
Nesta época, havia no Brasil uma política indigenista que “defendia” a integração dos índios à sociedade. Para se ter uma idéia, Bauru era uma pequena vila na “boca do sertão” que antecedia essa área não desbravada.
Com o inicio das Ferrovias Sorocabana em 1905 e a Noroeste em 1906, transformou a região em palco de uma luta violenta que levou ao extermínio da população indígena.
O povoamento e o desenvolvimento dessa região somente ocorreram após a construção das ferrovias. Tempo em que a Estrada de Ferro Noroeste, partia de Bauru, passava pela cidade de Araçatuba e seguia margeando o rio Tietê até o rio Paraná.

A ORIGEM
O ano de 1888 marca as primeiras investidas que levariam à formação do povoado de São Sebastião de Pouso Alegre, o antigo nome de Pirajuí. Foi naquele ano, às margens do córrego da Mangueira, que os homens brancos chegaram para iniciar a ocupação. Eles faziam parte da chamada Comissão Exploradora do Extremo Sertão Paulista. Até aquele momento, os índios eram os únicos habitantes do local. Eles eram Kaingang, também chamados de Coroados.
O termo “Coroados” era a forma como os homens brancos chamavam os índios por conta de uma característica dos jovens Kaingang, do sexo masculino, que costumavam raspar o cabelo no topo da cabeça, formando uma espécie de “coroa”.
Os contatos entre os dois povos não eram pacíficos, uma vez que os interesses dos homens brancos eram expansionistas, fossem para o cultivo do café ou para loteamento e posterior comercialização de terras. Os brancos também visavam à expansão das ferrovias para possibilitar a comunicação entre o Estado do Mato Grosso e o resto do país. Até então, os contatos se davam por via fluvial, pelos Rios Paraná e Paraguai. O problema é que a navegação em território estrangeiro dependia de um entendimento diplomático entre o Brasil e o Paraguai, que era considerado precário por conta dos resquícios da guerra entre os dois países finalizada em 1870.
Aquele era o começo do capitalismo no centro-oeste paulista e foi esse desejo e4mpreendedor que levou proprietários rurais de outros municípios paulistas a tomar posse das terras. O senhor Joaquim de Toledo Piza e Almeida, por exemplo, então fazendeiro em Jaú, cultivou 70 mil mudas de café no espigão entre os rios Dourado e Feio em 1891. Suas lavouras se chamavam “Faca” e “Acampamento” (depois, essas áreas seriam as fazendas “Faca” e “Bela Vista”).
Naquele mesmo ano, outras lavouras de café foram iniciadas por João Justino da Silva,  (quatro mil pés) na margem direita da “Água da Estiva”) e Adão Bonifácio Dias,  (cinco mil pés) na “Água da Congonha”. Esses primeiros cultivos ajudaram a fortalecer a vocação da cidade que, anos depois, iria se tornar o maior município cafeeiro do mundo, com 35 milhões de pés de café plantados.

O INÍCIO DA COLONIZAÇÃO
Foi em 1888, à margem do córrego ainda hoje conhecido com o nome de ‘’Água da Mangueira’’, que se fez a primeira derrubada para a localização do homem civilizado - nesta parte do  sertão da zona noroeste, então em pleno domínio dos índios Coroados.
Ao lado de Joaquim de Toledo Piza e Almeida, João Justino da Silva é considerado um dos primeiros ocupantes da are que mais tarde comportaria a futura cidade.
Em 1889, João Justino da Silva, vindo de Pederneiras, ele se dirigiu a região que mais tarde ficaria conhecida como Pirajuí para derrubar matas e estabelecer uma propriedade rural. É de Justino da Siva a designação da nascente “Água da Estiva” que, juntamente com a nascente “Águas da Mangueira” forma o Rio Dourado.
Nos anos seguintes, parentes de João Justino – José Vidal dos Santos Abreu e José Gregório dos Santos – se mudaram para as terras recém-empossadas. Na sequência, outro grupo, liderado por  Salvador da Costa Sarico, também se estabeleceu na região do rio Dourado. O ano era 1894.
Foi um período árduo, marcado por conflitos com os índios Kaingangs, além das naturais dificuldades da vida sertaneja: nos primeiros anos, por exemplo, as picadas abertas por João Justino só permitiam a passagem de cavaleiros – não era possível atravessar a região com carros de boi. Naqueles tempos sal, querosene e outros produtos de primeira necessidade podiam apenas ser adquiridos em Jaú, distante 120 km, uma vez que o povoado de Bauru, cidade fundada em 1896, ainda não contava com um comércio estruturado.
Nesta ocasião os pioneiros: Coronel Joaquim de Toledo Piza e Almeida, Adão Bonifácio Dias, Leão Cerqueira, Inácio Vidal dos Santos  Abreu, Luiz Wolf, Clementino Rodrigues da Silva, Salvador da Costa Sarico e outros, vencendo as dificuldades, atingiram terras deste município, estabelecendo nas mesmas, as primeiras lavouras de café, sendo que em 1891, o Cel. Joaquim de Toledo Piza e Almeida, nos espigões dos rios Dourado e Feio, plantava setenta mil pés de café.
Adão Bonifácio da Silva abria a água da Congonha, formando uma lavoura de cerca de cinco mil cafezais, João Justino da Silva, à margem direita da água da Estiva, estabelecia uma lavoura cafeeira com aproximadamente quatro mil pés.
Foram estas, as primeiras plantações de café de Pirajuí, que futuramente iriam ostentar o título de “O MAIOR MUNICÍPIO CAFEEIRO DO MUNDO’’, confirmado pelos seus trinta e cinco milhões de cafezais.
Em 1895, João Justino da Silva, José Gregório Vidal de Abreu, Manoel Francisco Ribeiro e outros, fizeram  tombar as primeiras árvores para se apropriarem dos terrenos onde hoje se eleva, com suas magníficas residências e seus lindos jardins, a cidade de Pirajuí.
Na indomável fúria de conquistar mais terras dos índios Coroados e Caingangues, Joaquim dos Santos, à frente de alguns homens, atingiu, em 1900, a ‘’Água da Corredeira’’, distante vinte e seis quilômetros de seu arraial e onde hoje, sede de Distrito de Paz da Corredeira.

A MORTE DO MONSENHOR
Nos embates entre homens brancos e índios Kaingang, o ano de 1901 marca a morte do padre Claro Monteiro do Amaralo monsenhor Claro.
Filho de uma rica família  paulistana, o monsenhor, que havia estudado na Europa, voltou ao Brasil com um objetivo definido: catequizar os índios do centro-oeste paulista. Juntamente com sua expedição religiosa, acabou sendo trucidado pelos Kaingang às margens do rio Feio, onde hoje é o distrito da Corredeira.
O fato teve ampla repercussão na imprensa paulistana e serviu para alimentar o mito de que os Kaingang eram ferozes. Os pesquisadores de história e antropologia refutam essa teoria. Eles endossam que os brancos eram mais hostis. E sustentam que a investida do monsenhor foi tão malsucedida por ter coincidido com o período mais turbulento dos conflitos.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Esse cenário, embora bastante complicado, foi o que motivou João Justino da Silva a pensar na fundação de um povoado, chamado na época de “patrimônio”. Ele escolheu a conjunção das águas denominadas de Pouso Alegre e Estiva para dar andamento ao  projeto.
Um acerto com um parente, Antônio Rodrigues da Silva, então proprietário dessas terras, viabilizou a empreitada: Rodrigues da Silva doou 25 alqueires ao povoado que ficaria conhecido como São Sebastião do Pouso Alegre. São Sebastião era o santo de devoção de João Justino.
A escritura foi lavrada em 1902, e João Justino, considerado líder na região, concentrou-se na derrubada das matas para a construção de uma modesta capela, que marcaria solenemente a fundação do patrimônio. Os cidadãos dos povoados juntaram recursos para edificar a capela. Outros, como Gustavo Maciel, José Meirelles, João Antônio Loureiro, João Maciel de Almeida e o próprio João Justino da Silva, financiaram seus ornamentos.
Dia a dia crescia o número de desbravadores no núcleo de João Justino da Silva e seus companheiros, e, em 1902, fundava-se o Povoado de São Sebastião do Pouso Alegre.
Decorridos dois anos após a fundação do povoado por João Justino da Silva, foi construída e reconhecida pela autoridade diocesana, à capela de São Sebastião, onde, em 25 de novembro de 1904, foi celebrada a primeira Missa pelo padre Francisco Elias Vártolo, vindo de Bauru.
Com o início da construção da Estrada de Ferro da Noroeste do Brasil, o patrimônio de Pouso Alegre tomava mais impulso.

ORIGEM DO NOME
O topônimo Pirajuí (originalmente PIRAJUHY) deriva da língua Tupi que significa: PIRÁ = peixe - JU = corruptela de juba, amarelo vivo, dourado - HY = água corrente, rio, portanto, RIO DO PEIXE DOURADO, ou, por extensão, Rio dos Peixes Dourados.
Em 1902, com a fundação do povoado, este foi denominado de São Sebastião do Pouso Alegre, primitivo nome do município de Pirajuí.
Em 1907, com a elevação do povoado a condição de Distrito, teve seu nome alterado para PIRAJUHY, oriundo do Rio do Peixe Dourado.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
O povoado já contava com 30 casas, uma farmácia, cinco estabelecimentos de comércio e um cemitério, quando começou a ser articulada a criação do Distrito de Paz de Pirajuí.
Um dos acontecimentos que impulsionaram essa ideia foi o inicio da construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1905, a partir de Bauru.
Com o crescimento do povoado, João Justino da Silva pediu ajuda ao amigo Cel. Joaquim de Toledo Piza e Almeida, para a idéia sair do papel. O coronel Toledo Piza morava em São Paulo e tinha amigos políticos, o que poderia colaborar para o plano de João Justino.
Como estava interessado no Congresso do Estado, o projeto foi defendido no Congresso do Estado de São Paulo (antigo nome da Assembléia Legislativa) pelo então parlamentar, e seu amigo, Dr. Plínio de Godoy, que juntos conseguiram a publicação, em 02 de Dezembro de 1907, do Decreto Lei Estadual nº 1105, que elevava o povoado a condição de Distrito de Paz, pertencente ao município de Bauru.
A sua instalação ocorreu apenas em 02 de abril de 1908.
Quando esta Lei foi sancionada, João Justino da Silva já havia falecido.

CONSTRUÇÃO DA IGREJA MATRIZ
Em 1913 o Bispo Diocesano, com sede em Botucatu, nomeou para vigário de Pirajuí o padre Arnaldo Guiertz.
O padre Arnaldo era um sacerdote jovem, inteligente e trabalhador, e tratou desde logo da construção da Igreja Matriz, cujo templo ainda hoje permanece sem nenhuma modificação.
O construtor do prédio da Igreja Matriz de São Sebastião foi o senhor Eugênio Guarnieri, que trabalhou desde a abertura dos alicerces até a entrega da obra.
Assim crescia a cidade e, com ela, o desejo de emancipação.

A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Sete anos após a criação do Distrito, os cidadãos começaram a ambicionar a emancipação política de Pirajuí por meio da criação do município.
Com uma lavoura cafeeira já considerável, e o desenvolvimento vertiginoso da sede do Distrito de Paz de Pirajuí, a maioria de seus habitantes, em reunião pública realizada no dia 10 de maio de 1914, deliberou nomear uma Comissão para pleitear a criação do município.
Essa comissão, conforme Ata lavrada e assinada pelos presentes ficou constituída dos senhores: Dr. Cândido Junqueira de Andrade, Domingos dos Santos  Abreu, Cap. João Antônio Loureiro, José Carlos de Oliveira Garcez, Major Manoel Nogueira de Sá, João de Souza Meireles Neto, Eliseu de Almeida Cárdia e Eloy de Almeida Cárdia.
Essa Comissão entregou a causa aos coronéis Joaquim de Toledo Piza e Antônio Carlos Ferraz Salles, que, prosseguindo nas demandas, se incumbiram a contento da missão que lhes fora confiada.
O Secretário da Comissão desenvolveu então, intensa propaganda do Distrito e região através de o Correio Paulistano, jornal do qual era correspondente e, também, pelo semanário O Bauru, cujas colunas foram franqueadas pelo seu Diretor Almerindo Cardarelli.
Na Câmara, o projeto foi defendido pelos senhores Deputados Plínio de Godoy, João Sampaio e Gabriel Rocha.
No Senado, por Virgílio Rodrigues Alves, Pádua Sales e Rubião Júnior, endossaram a necessidade da transformação do Distrito em município.
Não foram inúteis os esforços da referida Comissão, pois naquele mesmo ano era criado o Município de Pirajuí.
 
CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 03 de dezembro de 1914, através do Decreto Lei Estadual nº 1408, era criado o Município de Pirajuí, com território desmembrado de Bauru, e, concedido à Sede Municipal foro de cidade. O município foi solenemente instalado em 29 de março de 1915.
A instalação do novo município teve lugar com grande festividade, cuja primeira Câmara ficou assim constituída: Major Manoel Nogueira de Sá, João Braúlio Junqueira de Andrade, Emílio Petterson, José Roberto de Souza Ramos, José Joaquim Peixoto Ferrão e Major Eloy de Almeida Cardia.
Na ocasião os novos vereadores elegeram para o cargo de Prefeito Municipal, segundo dispunha a lei da época, o vereador major Eloy de Almeida Cardia e para Presidente da Câmara, o major Manoel Nogueira de Sá.

CRIAÇÃO DA COMARCA
Cinco anos depois da instalação do município, em 1919, a cidade conquistaria sua emancipação judiciária com a criação da comarca de Pirajuí.
Para isso, os cidadãos se reuniram no cinema local a fim de assinar uma representação dirigida ao então Congresso Estadual.
O projeto de Lei foi defendido em São Paulo pelo deputado Luiz de Toledo Piza Sobrinho, que era sobrinho de Joaquim de Toledo Piza e Almeida, um dos fundadores de Pirajuí.
A lei foi instituída em 19 de dezembro de 1919, e a instalação da comarca foi registrada em 11 de março de 1920.
A comarca abrangia, então, as seguintes localidades: Balbinos, Guarantã, Pongaí, Presidente Alves, Reginópolis e Uru.

A IGREJA DOS ITALIANOS
Os imigrantes italianos e seus descendentes também colaboraram para escrever a história de Pirajuí. Os Mazzaro e os Santarosa, por exemplo, tiveram representação expressiva na formação do município. O fazendeiro Luiz Santarosa, que chegou a Pirajuí em 1911, aos 15 anos, vindo de Jardinópolis, onde nasceu, e é lembrado como o principal articulador da construção da Igreja Nossa Senhora Aparecida.
Coube a ele arrecadar doações de outros fazendeiros, sobretudo com a comunidade italiana, para o projeto sair do papel.
Ele coletava as colaborações em dinheiro ou sacas de café. O senhor Luiz Santarosa realizou seu objetivo, e a primeira missa na igreja Nossa Senhora Aparecida foi celebrada em dezembro de 1938.
O fazendeiro, que era filho de italianos, continuou colaborando com a igreja mesmo de´pois de sua instalação. É lembrado como financiador do acabamento da obra (o mármore que reveste a igreja foi doado por outro descendente de italianos, Ernesto Mazzaro) ao organizar a vinda  do artista plástico italiano Antônio Maria Nardi para Pirajuí.
 O artista Nardi ficou hospedado em uma das casas de Santarosa entre 1958 e 1959. Sua missão era elaborar os afrescos e os painéis da via-crucis que ornamentam a igreja até hoje. Ele produziu 21 murais e 14 painéis, os quais impressionam os visitantes.
O fazendeiro Luiz Santarosa também escreveu seu nome na história do café pirajuiense. Por mais de quinze anos, comandou a campanha do café que levou Pirajuí a ostentar o título de “MAIOR MUNICÍPIO CAFEEIRO DO MUNDO” em meados dos anos de 1940.
Em 1961, recebeu o título de “Cidadão Pirajuiense”. Faleceu em 1974 e, desde 1987, seu nome estampa uma rua do município.

REGISTROS DO HISTORIADOR – LINHA DO TEMPO
- Em 1888, às margens do córrego da Mangueira, um grupamento da Comissão Exploradora do Extremo Sertão Paulista inicia o processo de ocupação das terras até então habitadas pelos índios Kaingang.
- Em 1889 e 1890, João Justino da Silva, vindo de Pederneiras, chega à região para derrubar matas e estabelecer uma propriedade rural.
- Neste mesmo ano outros desbravadores aqui chegaram: Joaquim de Toledo Piza e Almeida, Adão Bonifácio Dias, Leão Cerqueira, Ignácio Vidal dos Santos  Abreu, Luiz Wolf e Clementino Rodrigues da Silva.
- Em 1891, no espigão entre os rios Dourado e Feio, Joaquim de Toledo Piza e Almeida, planta 70 mil mudas de pés de café.
- Em 1895, João Justino da Silva, José Gregório Vidal de Abreu, Manoel Francisco Ribeiro e outros derrubam as matas no local que mais tarde seria conhecido como a cidade de Pirajuí.
- Em 1902, fundação do chamado “Patrimônio de São Sebastião do Pouso Alegre”, antiga denominação de Pirajuí e inicio da construção da Capela de São Sebastião.
- Em 1904, celebração da primeira missa na Capela de São Sebastião. O celebrante foi o padre Francisco Elias Vártolo, da paróquia de Bauru.
- Em 1913, é criada a paróquia de Pirajuí. O primeiro vigário foi o padre Arnaldo Guiertz.
- Em 10 de maio de 1914, é instituída uma Comissão responsável por pleitear a criação do município.
- Em 29 de março de 1915, o município é oficialmente instalado, tendo como primeiro prefeito o major Eloy de Almeida Cardia.
- Em 1916, é instalada a primeira Câmara Municipal de Pirajuí. Seu primeiro presidente é o major Manoel Nogueira de Sá.
- Em 19 de dezembro de 1919, é criada a Comarca de Pirajuí. Sua instalação oficial ocorre em 11 de março de 1920.
- Em 1920 começa a funcionar o Grupo Escolar, primeiramente com oito classes.
Em 1922, é lançada a pedra fundamental da Santa Casa de Misericórdia.
- Em 1924 é construída a sede do Fórum da Comarca.
- A partir de 1924 a colônia sírio-libanesa se projeta em Pirajuí.
- Em 1925 é fundado o Pirajuí Atlético Clube, substituindo o Guarani, primeiro time de futebol da cidade.
- Em 1926, um dos destaques sociais é a Sociedade Espanhola Ramon Y Ruiz, entidade filantrópica.
- Em 1927 começa a funcionar a Santa Casa à Rua 9 de Julho.
- Em setembro de 1930 é fundado o Parque Clube de Pirajuí.
- Em 1937 é criado o Tiro de Guerra de Pirajuí.
- Em 1938 começa a funcionar o então Ginásio Estadual de Pirajuí, mais tarde chamado de Instituto Adhemar de Barros, e hoje é a Escola Estadual Doutor Alfredo Pujol.
- Neste mesmo ano é celebrada a primeira missa na Igreja Nossa Senhora Aparecida.
- Também em 1938, é fundada a Rádio Clube de Pirajuí, nas dependências do Parque Clube.
- Em 1940, o Grupo Escolar, ganha novas instalações na Praça Dr. Pedro da Rocha Braga, onde funciona até hoje. O nome agora é Escola Municipal Olavo Bilac.
- Ainda neste ano é inaugurada a Sociedade Esportiva Caça e Pesca de Pirajuí, (hoje desativada).
- Em 1945 começa a funcionar a Associação Comercial e Industrial de Pirajuí – ACIRP.
- Neste mesmo ano é regulamentado o Tiro de Guerra, que foi criado em 1937.
- Em 1949 é inaugurada a Sociedade Artística de Pirajuí, (hoje desativada).
- Em 1952 é fundado o Rotary Clube de Pirajuí. Continua atuante até hoje.
- Em 1956 é inaugurado o Aeroporto de Pirajuí. O aeroporto recebia pequenas aeronaves.
- Em 1962 são inauguradas as novas piscinas do Parque Clube de Pirajuí.
- Em 1962 é inaugurado o Estádio Municipal Francisco Nazareth Rocha.
- Em 1965, Pirajuí participa do programa de auditório, Cidade X Cidade, apresentado por Silvio Santos na extinta TV Tupi. Na competição Pirajuí ganha da cidade de Novo Horizonte.
- Em 1970 é fundado Lions Clube de Pirajuí. Continua ativo até hoje.
- Em 1971 é implantado o SAEE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto da cidade.
- Em 1972 é realizada a 1ª Feira Industrial de Pirajuí.
- Em 1980 a cidade contabilizava 19 mil habitantes. Isso representa 6 mil a menos do que em 1970, e 8 mil a menos do que em 1960, e 18 mil a menos que em 1950.
- Em 1983 os distritos de Pradínia e Corredeira recebem linha telefônica.
- Em 1983 os Correios de Pirajuí inauguram serviços telegráficos.
- Em 1985 é inaugurada a nova sede da Casa da Agricultura.
- Em 1990 o time de handebol de Pirajuí, foi campeão dos Jogos Regionais. Na ocasião era treinado por Márcio Pereira Eça Barros.
- Em 1993 a Câmara Municipal aprova verba para instalação do Lanchódromo, ainda em funcionamento.
- Em 1997 a Santa Casa inaugura o setor de pediatria.
- Em 1998 é inaugurada a segunda Penitenciária de Pirajuí. Atualmente são três unidades em funcionamento.

Fonte:
Resumo e Texto extraído da Obra - PIRAJUÍ – CEM ANOS.
Editora – Lettera Comunicação Estratégica.
Diretora-Geral e Editorial – Anaí Nabuco.
Apoio:
- Secretaria Municipal de Comunicação, Cultura e Turismo
- Prefeitura Municipal de Pirajuí.
Gentílico: Pirajuiense
 

GALERIA DE PREFEITOS

 

MAJOR ELOY DE ALMEIDA CARDIA 29/03/1915 à 1917
JAIME DE TOLEDO PIZA E ALMEIDA 1917 à 1918
DR. JOSÉ EURICO SANTOS ABREU 1918 à 1920
DR. JOÃO DE SOUZA MEIRELLES NETO 1920 à 1922
JULIO ALVES FERREIRA 1922 à 1924
DR. LUIS PIZA SOBRINHO 1924 à 1925
MANOEL NOGUEIRA DE SÁ 1925 à 1926
DR. DOMINGOS SANTOS ABREU 1926 à 1928
DR. CARLOS ROGNER 1929 à 1930
DR. JOAQUIM AMARAL MELLO 27/10/1930 à 06/10/1932
ADHEMAR MANSO M. DA COSTA REIS 02/04/1946 à 24/03/1947
DR. ODETTO SANDOVAL DE CARVALHO 12/05/1931 à 16/04/1932
DR. JOÃO ROSATO 1932 à 04/07/1932
DR. JOÃO ROSATO 06/10/1932 à 01/04/1933
JOAQUIM GABRIEL O. MACHADO 27/09/1933 à 28/08/1934
MARIO ABREU DE LIMA 28/08/1934 à 27/03/ 1935
DR. JOSÉ VILLAS BOAS DE ANDRADE 27/03/1935 à 16/08/1936
DR. JORGE MEIRELLES DA ROCHA 16/08/1936 à 08/07/1938
HÉLIUS DE GRANVILLE PONCE 08/07/1938 à 18/07/1938
DR. INÁCIO DE MERELLES BASTOS 24/07/1941 à 02/04/1946
HÉLIUS DE GRANVILLE PONCE 24/03/1947 à 27/03/1947
DR. NELSON CARVALHO GERREIRO 01/01/1952 à 31/12/1955
ANIBAL HAMMAN 18/07/1956 à 09/03/1959
DR. WANDER J. PINTO DE BARROS 09/03/1959 à 13/05/1959
ADALBERTO DE MELLO ROCHA 22/05/1959 à 31/12/ 1959
SERGIO ASSUNÇÃO TOLEDO PIZA 01/01/1960 à 31/12/1963
SERGIO ASSUNÇÃO TOLEDO PIZA 01/01/1964 à 08/01/1965
PÉRCIO BORGES LEAL 08/01/1965 à 08/02/1965
PÉRCIO BORGES LEAL 08/02/1965 à 18/02/1966
ELIAS ANUTH 21/03/1966 à 31/01/1969
PÉRCIO BORGES LEAL 18/02/1969 à 21/03/1969
DR. JORDÃO POLONI FILHO 16/12/1969 à 16/01/1970
LAZARO LOPES BUENO 16/01/1970 à 30/01/1973
WALDEMAR PFEIFER 31/01/1973 à 31/01/1977
CESAR FALAVINHA NETO 01/02/1977 à 31/01/1983
LUIZ CARLOS SERRATO 01/02/1983 à 31/12/1988
DR. DINO MIGUEL NANI RINALDI 01/01/1989 à 31/12/1992
LUIZ CARLOS SERRATO 01/01/1993 à 31/12/1996
JOSÉ CARLOS O. JERÔNYMO 01/01/1997 à 28/08/1998
DR. DINO MIGUEL NANI RINALDI 28/08/1998 à 31/12/2000
LUIZ CARLOS SERRATO 01/01/2001 à 21/11/2003
EUCLIDES FERRAZ DE CAMARGO 22/11/20039 à 26/07/2005
JARDEL DE ARAÚJO 27/07/2005 à 31/12/2008
JARDEL DE ARAÚJO 01/01/2009 à 31/12/2012
JULIANA REBOLO NAGANO DOS REIS 01/01/2013 à 31/12/2016
CESAR HENRIQUE DA CUNHA FIALA 01/01/2017 à 31/12/2020
 

OBS. O Major ELOY DE ALMEIDA CARDIA, foi o primeiro Prefeito de Pirajuí.

 

 





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