RIOLÂNDIA

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RIOLÂNDIA - Sete Barras




Memorial

RIOLÂNDIA
RIOLÂNDIA
Sete Barras

Prefeitura Municipal de Riolândia              

Praça Antônio Levino, 470
CEP: 15495-000
Fones: (17) 3801-9020
Email: prefeitura@riolandia.sp.gov.br
Site: www.riolandia.sp.gov.br

 

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
O município de Riolândia, localizado ao noroeste do Estado de São Paulo, na zona fisiografia denominada de “Sertão do Rio Paraná,” entre a margem esquerda do alto Rio Grande, e a margem direita do seu afluente Rio Turvo, fazendo divisa de estado com o local denominado  Pontal do Triângulo Mineiro no Estado das Minas Gerais, foi habitada até o século XIX, pelos índios Caiapós, os quais eram oriundos do Brasil Central. Foi no período do ano de 1840, que a civilização começou a adentrar em nossa região, chegando do Sertão da Farinha Podre, onde iniciava lentamente o povoado de Campo Belo, já com o Colégio de Campo Belo, que foi fundado em 1838, pelo Padre Jerônimo Gonçalves de Macedo, sacerdote da Congregação Brasileira de São Vicente de Paula, o qual também, em 1835 construiu na aldeia dos índios Caiapó, a capela de São Francisco de Sales, batizando esta aldeia com este mesmo nome, com tal iniciativa, também era o marco inicial para um futuro povoado. Com o falecimento do Padre Jerônimo Gonçalves de Macedo em 11 de janeiro de 1860, veio para administrar o Colégio de Campo Belo o Padre José Vicente Gonçalves de Macedo, sobrinho do Padre Jerônimo, e o mesmo deu continuidade ao trabalho de seu tio, catequizando, educando e orientando os habitantes nativos, como também explorando e povoando estes sertões selvagens.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Foi este catequista quem, descendo o Rio Verde, estabeleceu contato com os índios Caiapó, aldeados junto à foz, onde hoje se localiza a cidade mineira de São Francisco de Sales, e que acabou transpondo o Rio Grande e penetrando no lado paulista, através do Rio Turvo. Nesse último rio, a missão catequista estabeleceu uma colônia no local, à jusante da Cachoeira do Talhadão, onde mais tarde foi instalado o Porto do Marques. Pacificado os índios, pelo Padre Macedo, vieram diversas famílias paulistas, mas que seguiram o mesmo percurso missionário, isto é, pelo Triângulo Mineiro. Assim vieram os Costa Maldonado, os Lemos  Campos, os Santana e Felisbino, que passaram a ocupar as terras do Turvo, e mais tarde, constituindo um povoado junto ao Córrego do Veadinho. Ao chegarem às margens do Rio Grande, na foz do afluente Rio Verde, José da Costa Maldonado e sua esposa Maria Gertrudes Maldonado, desceram rio abaixo até as proximidades da cachoeira dos índios, e ali se instalaram, e o seu irmão João da Costa Maldonado e sua esposa Maria Nazaré Lemes de Campos, filha do imigrante português Bento Lemes Campos, atravessaram o Rio Grande e se instalaram entre os córregos do Veadinho e Bálsamo. Para se ter  ideia do tamanho desta área que João da Costa Maldonado poderia explorar e,  ceder para outros colonizadores pequenas glebas, se assim desejasse, era calculada em aproximadamente 25 mil alqueires. Ao construírem sua primeira sede residencial, a qual era de paredes de ripas e coberta de folhas de coqueiro, material abundante na região, cresciam e criavam seus 12 (doze) filhos, todos nascidos nesta região dos sertões e aos poucos demarcavam a sua área, e em cada ponto que desbravavam construíam uma sede residencial e instalavam um dos filhos, pois esta gleba de terra que exploravam tinha uma grande extensão e era completamente selvagem, sem contato com a civilização. Com esta missão de catequizar, do Padre José Vicente, e com o trabalho desses pioneiros, anos depois, tornou-se possível e permitiu a colonização desta área denominada de Sertão do Rio Paraná, que a muitos anos, era do controle e da responsabilidade  da Diocese de São Carlos e da Paróquia de São Bento de Araraquara, a sua colonização. Tudo aconteceu, quando em 1850, a aldeia dos índios Caiapó, passou a chamar-se Freguesia da Aldeia de São Francisco de Sales (Freguesia é o mesmo que povoado ou arraial, é a denominação tomada sob o aspecto eclesiástico), com a chegada de inúmeras famílias que vinham de diversas regiões do Brasil, navegando pelo Rio Grande ou através das trilhas até a Fazenda Campo Belo. Estando a Paróquia da Freguesia de São Bento de Araraquara, auxiliando na exploração, desbravamento e colonização do Sertão do Avanhandava, seguindo sempre rumo ao Rio Paraná, através de uma linha imaginária paralela à margem direita do Rio Tietê, com o ponto de referencia onde hoje está à cidade de São José do Rio Preto, à Diocese de São Carlos, em 1854, instalou à Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, com as obrigações de atender os povoados que iam surgindo mais próximos do Rio Grande.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Já bem habitado o povoado, os habitantes mais influentes, principalmente aqueles que tinham constantes contatos com políticos do município sede e comarca de Olímpia, a quem sob a administração pública este povoado pertencia, aqui cadastraram os primeiros eleitores do Arraial do Veadinho, em um total de 217 pessoas, e que foram votar na cidade de Olímpia. Este trabalho provocou a aprovação do Decreto Lei nº 7010, de 12 de março de 1935, que criou o Distrito de Paz do Arraial do Veadinho, pertencente ao município de Olímpia. Criado o Distrito de Paz, outras famílias aqui se instalaram adquirindo propriedades rurais e urbanas, e em 1935 chegava ao povoado o primeiro médico Dr. Nei Coutinho e, em 1939 era instalada a primeira farmácia com um profissional formado, foi a “Pharmacia Buenos Ayres” de propriedade de Aires Chaves Costa, sócio  do farmacêutico Amador Bueno, aos quais chegaram ao Distrito  à convite do fazendeiro Francisco Ribeiro de Castro (Chico Ribeiro). A partir desta época surgiam nos Estados da União, novas comarcas, novos municípios e distritos. Foi quando o Poder Judiciário do Estado de São Paulo, ao criar outras comarcas, instalou pelo Decreto Lei nº 9528, de 20 de setembro de 1938, a Comarca de Nova Granada, passando os Distritos de Patos e Veadinho, a pertencer a esta jurisdição.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Logo depois o Distrito de Patos, através do Decreto Lei nº 9775, de 30 de novembro de 1938, foi elevado a categoria de Município,  com o nome de Paulo de Faria, quando então o Distrito de Veadinho passou para esta jurisdição. Em 1942, o senhor Gustavo Rezende instalava no Porto da Aldeia o primeiro “barco a vapor” para fazer aquela travessia da fronteira estadual, e o oleiro e caminhoneiro, senhor Vadico, construía a primeira indústria do povoado, a “Olaria do Porto”, na fabricação de tijolos e telhas comuns. Com estes melhoramentos, foi que, por força do Decreto Lei nº 14334 de 1944, que o Distrito de Veadinho recebeu a complementação do nome “Porto”, em consequência do nome conhecido de Porto da Aldeia, oficializado pela Capitania dos Portos do Ministério da Marinha, de “Porto Brasil” e o nome do Distrito passou a  chamar se  Distrito do Veadinho do Porto. Em 1952, chegavam os primeiros imigrantes japoneses,as famílias de Massao e Toshio Ykura e irmãos, e também a de Nabor Yoshida, e foi nesta época que começaram a organizar e a criar o primeiro núcleo  social de esporte e lazer da Colônia Japonesa, o Clube Nipo Brasileiro. Durante este período de franco desenvolvimento, o Distrito do Veadinho do Porto, por força do Decreto Lei nº 2456, de 30 de Dezembro de 1953, foi elevado à categoria de Município, desmembrando se do município de Paulo de Faria, com uma área de 669,5 Kms2. E passando a chamar se RIOLÂNDIA, tendo apenas o Distrito da Sede Municipal.

ORIGEM DO NOME
Riolândia quer dizer: Cidade entre Rios. Em1953, antes de elevar o Distrito do Veadinho do Porto à categoria de município, foi convocada à comunidade para participar de um concurso, com o propósito de sugerir e aprovar outro nome ao povoado. Foi um Projeto de Lei apresentado por dois vereadores representantes do Distrito, o qual foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Paulo de Faria, sendo que, passaria a receber o nome escolhido, no dia da aprovação da  Lei de Criação e Emancipação Politica do Município. Realizado este concurso, o nome escolhido sob a aprovação da população e da Comissão criada no Distrito pelo Decreto Lei, foi “RIOLÂNDIA” e o vencedor foi o jovem Eunivaldo Afonso Machado.

O SANTO PADROEIRO
Em meados do século XIX, o Padre Jerônimo Gonçalves de Macedo, mais conhecido por “SEMEADOR DE CAPELAS”, e fundador da Freguesia de Campo Belo, atual cidade de Campina Verde-MG, e do Colégio Monte Belo, com o propósito de catequizar os índios da tribo Caiapó que aqui viviam, tomaram posse e iniciaram a exploração destas terras virgens. Foi em meados do ano de 1845, que Padre Jerônimo Gonçalves, quando aqui esteve, em suas constantes peregrinações de catequizar os aborígines, construiu com a ajuda dos mesmos, próximo as margens do Córrego do Veadinho, um pequeno acampamento e junto, uma pequena Capela onde faziam suas orações, que batizou de Capela de Santo Antônio, a qual foi reconstruída em 1860, e reconhecida pela Paróquia de Santo Antônio de Uberaba. Esta Capela era de paredes de pau a pique (ripas e barro) e coberta de palha de coqueiro, e com o passar dos anos, grande parte do tempo ficou abandonada, sofrendo algumas recuperações só quando algum padre missionário aqui passava rapidamente. Mas em meados do ano de 1899, as famílias de João da Costa Maldonado e de Antônio Gonçalves de Azeredo, e com ajuda de alguns bugres, a reconstruíram com madeiras de lei mais resistentes, ampliando-a, e nela colocaram uma imagem de Santo Antônio, quando aqui aguardavam a visita do Padre Missionário Guilherme Van Sandt da Paróquia de Nossa Senhora Mãe dos Homens, em freguesia de Campo Belo. Assim com o passar dos anos, o acampamento ao redor da Capela de Santo Antônio se desenvolvia e se tornava um povoado, e muitas pessoas que aqui viviam procuravam conserva-la, mas, em meados do ano de 1911, a Freguesia do Arraial do Veadinho já possuía residências e diversos estabelecimentos comerciais, quando as famílias dos filhos de João da Costa Maldonado e esposa, venderam uma área de terras para a Prefeitura da Freguesia do Espírito Santo de Barretos, hoje a cidade de Barretos. Em 1929, muitas das paróquias dos sertões de Avanhandava e do Rio Paraná, deixavam de pertencer à Diocese de São Carlos, e passavam a pertencer à Diocese de Jaboticabal e São José do Rio Preto, e a nossa capela também deixava de pertencer a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo de Jaboticabal, para pertencer a Paróquia do Espírito Santo de Barretos, e foi neste período, com a ajuda dos fazendeiros, Salomão Ribeiro de Mendonça, Abrão Gonçalves de Azeredo, José Calixto Borges, Antônio Alves Pereira, Antônio Levino Borges e outros, reconstruíram a Capela de Santo Antônio, sendo suas paredes de blocos feitos com argila crua secada ao sol, e coberta de folhas de coqueiros (bacuri). No final do ano de 1930, o senhor Antônio Levino Borges e sua esposa Maria Angélica Borges, foram convidados pelo Padre Pio Fernandez, o qual era da cidade de Olímpia e dava assistência periodicamente aos povoados pertencentes à Diocese de Jaboticabal, para ser o festeiro da Festa de São Sebastião, que iria realizar no Arraial do Veadinho no mês janeiro de 1931, e os recursos arrecadados seriam para ajudar na construção de uma Igreja, em substituição a capela. Aceitando o convite, o senhor Antônio Levino Borges, imediatamente abriu a lista de doações e doou todas as telhas comuns para cobrir a igreja, e com o dinheiro arrecadado e as doações nas festividades, compraram alguns materiais de construção e nesta mesma capela iniciaram a ampliação, mas os recursos foram insatisfatórios. Com os resultados desta festa, a comunidade decidiu que fariam também as festas do Santíssimo Sacramento em 02 de junho, e a de Santo Antônio no dia 13 do mesmo mês, e que o senhor Antônio Levino e esposa, continuariam também como festeiros. Mas por força do destino o senhor Antônio Levino Borges não pode participar por estar muito enfermo, e por este motivo, doou uma linda imagem de Santo Antônio, a qual tinha sido importada de Portugal, e pediu que a levassem para a nova Igreja, pois esta foi sua ultima doação, (ele logo veio a falecer) e imediatamente a sua esposa Dona Maria Angélica entregou aos festeiros, o qual o desejo foi cumprido pelo senhor José Barcellos Quintino de Carvalho (Juca Quintino), escolhido como seu substituto na realização das festividades. Então no decorrer da realização desta festa no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, esta data tornou-se uma tradição para o povoado e a Igreja de Santo Antônio, neste mesmo dia, com a benção de Dom Antônio Augusto de Assis, Bispo da Diocese de Jaboticabal, transmitida pelo Padre Pio, foi inaugurada esta Casa de Deus. Contam as famílias tradicionais e pioneiras desta localidade, que uma das maiores festas de Santo Antônio aconteceu em 13 de junho de 1935, quando o povoado passou à categoria de Distrito e a nossa capela à categoria de Igreja, e o distrito recebeu nesta data a visita do Juiz de Direito da Comarca de Olímpia. Mas, depois desta época, até meados de 1950, outras festas religiosas foram sendo realizadas a critério da população, e por muitas vezes, sem a participação dos Padres das Paróquias e Igrejas da região, que aqui pouco nos visitavam, principalmente no período da 2ª Guerra Mundial, quando o nosso combustível era totalmente racionado. O Distrito de Paz do Arraial do Veadinho se desenvolvia, algumas famílias mudavam se para outras localidades, mas, as famílias que chegavam, eram em números bem maiores, e o Distrito, a cada ano que se passava, maior ficava provocado pelas novas áreas de lavouras de arroz e algodão que aqui plantavam. E assim, ocorrendo tamanho crescimento na construção de imóveis no povoado, alguns elementos da comunidade católica, acharam conveniente fazer a transferência da Imagem de Santo Antônio, para outra localidade, construindo uma nova Igreja, mas, sem a devida autorização e orientação da Diocese e da Paróquia responsável pela nossa Igreja, pois, já há algum tempo o Distrito era raramente visitado por padres. Quem vinha uma vez por ano, e aqui ficavam por alguns dias, batizando, fazendo casamentos, realizando palestras e missas nas fazendas e na sede do distrito, eram os Padres Missionários de São Carlos e Araraquara, pois raramente, o povoado era visitado pelos Padres das Paróquias de Olímpia, Guaraci, Paulo de Faria e de São Francisco de Sales, no estado de Minas Gerais, na qual a Paróquia mineira tinha o Padre Osório, que vinha para o Distrito do Veadinho, por solicitação de algum fazendeiro ou para visitar algumas famílias de amigos, que tinham vindos do Estado de Minas, e nesta oportunidade, atendia algumas outras pessoas do povoado, pois tinha a devida autorização da Diocese de Jaboticabal. Sem experiência e conhecimentos logísticos, no ano de 1948, alguns cidadãos decidiram construir a Igreja, pois haviam ganho o material do senhor Adoniro Lemos, mas, como foi construída em um local não apropriado na Rua denominada de Veadinho do Porto ( rua 12, entre as avenidas 5 e 7 ), após concluído o prédio em 1949, o mesmo não foi aprovado por uma outra Comissão, da qual participavam o Prefeito de Paulo de Faria, Lourival Ribeiro de Mendonça ( Fiico Ribeiro) e Adhemar  Rodrigues da Cunha e, a pedido do Dom Antônio Augusto de Assis, Bispo da Diocese de Jaboticabal, imediatamente venderam esta construção, para a iniciativa privada, pelo valor de Cr$ 55.000,00 (Cinquenta e Cinco Mil Cruzeiros) e marcaram outro local para ser construída a Igreja de Santo Antônio, pois a mesma, passaria à categoria de Matriz e para o povoado do Distrito do Veadinho do Porto, seria nomeado um padre para a futura Paróquia, desde que também fosse construída uma casa paroquial para abrigar o Vigário.Foi quando, em 1950, o senhor Fiico Ribeiro e o senhor Adhemar Rodrigues da Cunha, demarcaram o local da construção, onde era um campo de futebol usado pela comunidade, hoje Praça Antônio Levino e imediatamente criaram uma Comissão pró-Construção de uma Nova Igreja. O primeiro ato do senhor Adhemar Cunha e sua Comissão pró Construção da Nova Igreja Matriz, foi contratar um empreiteiro capaz de construir esta igreja em tempo recorde, atendendo todas as suas exigências, e para isto foi contratar o senhor Vicente Agreli, na cidade de Barretos. Logo que o orçamento foi entregue nas mãos da Comissão, compraram do senhor Vadico, proprietário da olaria de tijolos do Porto Brasil, a quantia de 170 mil tijolos ou 170 milheiros, e pagaram estes tijolos com o dinheiro arrecadado com a venda do citado imóvel, efetuado pela Comissão, localizado na Rua 12 e este material, foi entregue em tempo certo, no cumprimento do contrato, sendo depositados na área demarcada pela Comissão para iniciar a construção. Mas, nem tudo é cumprido conforme combinado, nem mesmo através de um contrato assinado e registrado, pois, assim aconteceu com o senhor Vicente Agreli não conseguia acompanhar o cronograma da obra que ele mesmo fez e logo depois, entregou o serviço sem terminar. A Comissão ficou preocupada em localizar outro construtor, mas, não demorou muito tempo, o senhor Adhemar Cunha, contratou o empreiteiro senhor Apulco, e em apenas quatro meses, ficou concluída a obra e em seguida iniciou-se a construção do jardim publico ao redor da mesma. No dia 11 de janeiro de 1951, com a presença e benção de Dom José Varani, Bispo Coadjutor da Diocese de Nossa Senhora do Carmo de Jaboticabal, realizava a inauguração da Igreja Matriz e a transferência da imagem do Santo Padroeiro “Santo Antônio”, criando na antiga capela o Santuário de São Benedito. Nesta comitiva que acompanhava Dom José Varani, estavam presentes o Padre Frei Felix Mascheri, Vigário da Paróquia do Senhor Bom Jesus, de Paulo de Faria, e o acompanhante assistente Alberto Marccheroni Júnior, o qual, logo depois, foi ordenado Padre Fabriqueiro, da Diocese de Jaboticabal e Vigário da Paróquia da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo de Jaboticabal. A Comissão de construção da Igreja Matriz, assim era formada: Presidente: Adoniro José Lemos, Vice Presidente: Adhemar Rodrigues da Cunha, primeiro Secretário: Jair Teixeira, segundo Secretário: José Barcelos Quintino de Carvalho, primeiro Tesoureiro: Luiz Ferreira da Silva (Luiz Ananias). Após este evento de inauguração, Dom José Varani ainda realizou uma serie de batizados e crismas, e mais uma vez solicitou ao senhor Prefeito de Paulo de Faria, Lourival Ribeiro de Mendonça (Fiico Ribeiro) e aos senhores Adoniro José Lemos e Adhemar Rodrigues da Cunha, Presidente e Vice Presidente da Comissão de Construção da Igreja Matriz, que fosse construindo o mais breve possível a Casa Paroquial, para que pudesse nomear um Padre para o Distrito do Veadinho do Porto e assim, criasse a Paróquia de Santo Antônio. O compromisso entre as autoridades e membros da comunidade do Distrito foi firmado, e o terreno, para a construção da Casa Paroquial foi imediatamente doado para o Presidente da Comissão de Construção, pelo senhor José Barcellos Quintino de Carvalho (Juca Quintino), como também, nesta data, ficou tratado que o senhor Bispo Dom José Varani, criaria a Paróquia de Santo Antônio do Veadinho do Porto. A construção da Casa Paroquial estava em andamento, quando em 16 de outubro de 1951, foi nomeado como cooperador da Paróquia de Paulo de Faria, o Padre Sebastião Rademaker, que atendia a Matriz de Santo Antônio, e aqui no Distrito veio a residir. E assim foi cumprido, e Dom José Varani, Bispo Coadjutor da Diocese de Jaboticabal, canonicamente erigiu e instituiu através do Decreto n.º 2852 – Livro VIII de 28 de janeiro de 1952, a divisão e desmembramento da Paróquia do Senhor Bom Jesus, de Paulo de Faria, instalando a Paróquia de Santo Antônio do Veadinho do Porto, e nesta oportunidade inaugurou a Casa Paroquial, sendo que, em 01 de fevereiro do mesmo ano, foi nomeado o padre Sebastião Rademaker, como Vigário e Ecônomo da Freguesia da Paróquia de Santo Antônio do Veadinho do Porto. Tudo corria bem! Dom José Varani cumpria o prometido e realizava a vontade das famílias católicas do povoado, as quais, já por muito tempo desejavam a presença de um padre para o cumprimento das obrigações cristãs de católico apostólico romano, para a realização de casamentos, batizados, funerais e etc., mas, infelizmente, os compromissos feitos pelos membros da Comissão não foram totalmente cumpridos, não por falta de vontade, mas sim pelas dificuldades no transporte de materiais, pelas estradas municipais, pois quando chovia eram quase que intransitáveis, principalmente com caminhões carregados e as dificuldades financeiras da Comissão pró Construção. As obras da Igreja Matriz ainda não tinham sido concluídas, levantavam a torre e preparavam para a colocação de um relógio de 70 centímetros de diâmetro, o qual havia sido doado pelo Clube Nipo Brasileiro, da Colônia Japonesa do Distrito do Veadinho do Porto, as portas estavam sem trancas à praça mal tinha iniciado à sua construção e a casa paroquial ainda não estava totalmente pronta, pois faltava água e luz e algumas portas e janelas. O Padre Sebastião, quando chegou ao distrito, em outubro de 1951, não tinha onde ficar e já encontrou as primeiras dificuldades. A Igreja Matriz não oferecia condições e nem existia acomodações, dinheiro para viver de hotel ou pensão ele não tinha, e voltar para a paróquia de Paulo de Faria, não era o seu desejo e nem dever, portanto, sem local de moradia adequada, foi quando, o senhor Miguel Fraia (Chebem), vendo a situação do padre, já desesperado, não tendo para onde ir, e notando que nenhuma autoridade tomava providências imediatas a este respeito, ofereceu a sua residência para hospedá-lo, e disse “... disponho de um pequeno quarto que está à sua disposição, e ali o senhor poderá dormir e onde come dois, sempre sobra para mais um...!” e por muito tempo o padre ali viveu dormindo e se alimentando. Vagarosamente, a Comissão de Construção concluía as obras da casa paroquial e dava alguns acabamentos na Igreja Matriz, onde ainda sem trancas nas portas, fazendo com que, no período da noite, mendigos e bêbados invadissem o Templo e lá dormiam, ou esperavam passar a sua embriagues. Preocupado com esta situação, com vergonha de já estar por muito tempo na casa do senhor Chebem, tirando a privacidade da família, padre Sebastião, mudou-se para a Igreja e lá ficou por mais algum tempo, sofrendo as consequências e as humilhações que uma parte da população fazia sobre a sua pessoa. Estas, entre muitas outras humilhações, ameaças até mesmo de ser assassinado, passando fome e frio, não tendo onde morar e nem cama e colchão para dormir, ou descansar o seu corpo dignamente, vendo a Igreja e a população ser enganada e roubada e nada podendo fazer, e vivendo entre ameaças e abuso de autoridades, este sofrido padre, primeiro vigário deste povoado, ainda teve a humildade de dizer e escrever que este sacrifício ele fazia por Amor a Deus e pelo Povo, que à muito tempo estavam vivendo sem a palavra de Deus. Os meses se passavam, e a vida continuava, alguns fiéis juntavam-se ao Padre para ajuda-lo e foi quando em 19 de setembro de 1952 criou-se o primeiro Conselho de Fabrica da Paróquia de Santo Antônio do Veadinho do Porto, que foi nomeado e constituído como Presidente, o padre Sebastião Rademark – Vice Presidente o senhor Drumond Ribeiro de Mendonça – Secretário o senhor Gil Brígido Lemos – Tesoureiro o senhor Pirajara Bittencourt. Os anos se passaram, muitas transformações e melhoramentos aconteciam como à inauguração do Salão Paroquial São Pio X, em 28 de abril de 1956, e a doação feita pela comunidade à diocese, do prédio da esquina da Avenida 09, com a Rua 12 no ano de 1964. Em 22 de novembro de 1969, em mais uma visita de Dom José Varani à Riolândia, abençoou os casais curcilistas, que tiveram a iniciativa de criar a Associação Antialcoólica de Riolândia, que foi encabeçada pelos senhores Hayrton Lemos de Melo, Perácio Rodrigues D’Assunção, Valdomiro Gonçalves de Azeredo e Antônio Berton e também foi quando rezou a sua ultima missa na Matriz da Paróquia de Santo Antônio, pois, nesta data, a nossa Paróquia passou a pertencer à administração da Diocese de São José do Rio Preto, o qual o Bispo era Dom José Aquino (1968 – 1997), conhecido como o “Bispo Construtor de Igreja”. Em seguida (1997), tomou posse o Bispo Diocesano Dom Orani João Tempesta, que anos mais tarde foi nomeado Cardeal Metropolitano do Rio de Janeiro.

A HISTÓRIA DO PEÃO VICENTINHO
No dia 05 de dezembro de 1938, aconteceu a morte trágica de um jovem peão boiadeiro chamado Vicente R. da Silva, o VICENTINHO, nascido em 05 de maio de 1919. Neste dia 05 de dezembro, na parte da manhã, o jovem Vicentinho, com apenas 19 anos de idade, quando se preparava para ir ao Povoado do Veadinho, onde tinha o costume de ir quase todos os finais de semana, foi abordado na estrada, próximo da Fazenda Cachoeira onde trabalhava, (era um peão volante ou diarista), por um homem que lhe disse: Venha cá seu moleque, você é um ladrão, me roubou a quantia de $100,00 (cem contos de réis) lá na minha casa, na fazenda! Durante esta discussão em que o jovem alegava que não tinha roubado e era inocente, o tal homem conhecido pelo nome de Vicente Pinheiro e mais outro companheiro, resolveram bater, batiam, e o jovem dizia: O dinheiro está lá na fazenda do fulano de tal (citava uma fazenda perto de onde morava) e então, para lá era levado o pobre rapaz, mas sempre apanhando. Quando na tal fazenda chegavam e só encontravam a mulher do fazendeiro em casa, e a mesma, com medo dos homens e nada podendo fazer para ajudar o Vicentinho, dizia que nada sabia e só o seu marido que estava ausente é que poderia dizer alguma coisa a respeito. Os homens saiam batendo e arrastando o rapaz e voltavam para a estrada. Já sem recursos, para arrumar desculpas, gritando de dor, e com o corpo todo esfolado, e dizendo que era inocente, tentava se defender, mas suas forças eram poucas frente aos homens que lhe batiam, e foi quando, que bem perto passou um cidadão conhecido por senhor Juquinha Ribeiro de Mendonça e perguntou? Porque estão batendo e judiando do rapaz desta forma? Não acham que podem matar o pobre menino? Respondeu o mais velho do grupo... Este peão me roubou “cem contos de réis” e vai apanhar até morrer! Disse então o senhor Juquinha... Eu pago o que ele roubou de vocês, assim fica acertado e vocês vão embora, está bem? Os homens que espancavam o jovem Vicentinho, riram e não aceitaram a oferta do senhor Juquinha e, em um ato de maldade, amarraram o jovem com um laço pelos pés, atrelaram a um cavalo já assustado e, ele gritando e jurando em nome de Deus que era inocente e nada tinha roubado, o pobre peão foi arrastado até a morte pela estrada, vindo a falecer nas proximidades da sede da Fazenda Cachoeira. Esta morte chocou e entristeceu a população do povoado, seu corpo foi levado para o povoado e velado na Capela de Santo Antônio, hoje a Igreja de São Benedito e logo depois sepultado, pois este jovem peão, que era um diarista e trabalhava em todas as fazendas da região na lida do gado, além de amigo de todos, principalmente dos jovens, era muito religioso, um bom caráter e respeitava a todos. E mais chocante foi, quando a população soube, que o homem que matou o jovem Vicentinho, ao ser preso, confessou que o peão não tinha feito nenhuma espécie de crime e que o motivo da morte foi por engano. Mas acredita a população e principalmente aqueles habitantes que assistiram ou ficaram sabendo da tragédia, que esta morte foi uma “queima de arquivo”, como se diz na gíria policial, o jovem sabia de alguma coisa grave e tinham medo que ele viesse a falar algum dia, e isto se tornou um mistério ou dúvidas, pois existem diversas versões desta tragédia. O corpo do jovem Vicentinho foi sepultado no cemitério municipal de Riolândia, e seu túmulo é visitado diariamente até nos dias de hoje por pessoas que vem rezar pela sua alma, e até por muitas outras que dizem ter alcançado alguma graça ou milagre, principalmente os jovens estudantes que, pedem a sua proteção nas provas anuais de escola e depois deixam os seus cadernos e livros sobre o seu túmulo.

REGISTROS DO HISTORIADOR - LINHA DO TEMPO
Próximo da sede da fazenda do senhor João da Costa Maldonado foi construído o primeiro cemitério desta região, no qual eram sepultados os índios, bugres como eram chamados, e viajantes aventureiros que morriam em combate com os nativos primitivos, ou de febre da maleita e outras doenças ao chegarem nas pousadas às margens do rio Grande. Este cemitério ainda existe e está situado na entrada da cidade, próximo ao trevo de acesso e o mesmo deveria ser conservado e preservado, em memória dos desbravadores da região e da nossa história, pois, muitos deles ali estão sepultados, inclusive o pioneiro, senhor João da Costa Maldonado e esposa, Maria Theodora Lemes de Campos e seus filhos, como também, o senhor Antônio Levino Borges e tantos outros personagens, dessa rica história do nosso município.
Fonte: A História de Riolândia
Autores: José Alberto Bueno de Matos e Rita de Cássia Soares Azeredo

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA
Distrito criado com a denominação de Veadinho, por Decreto-Lei nº 7010, de 12 de março de 1935, no município de Olímpia. O Decreto-Lei nº 9775 transfere o Distrito para o município de Paulo de Faria. O Decreto-Lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, altera a denominação de Veadinho, para Veadinho do Porto. Elevado à categoria de Município com a denominação de Riolândia, por Lei Estadual nº 2456, de 30 de dezembro de 1953, desmembrado de Paulo de Faria. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou se no dia 01 de janeiro de 1955. Fixado o quadro territorial para 1954/1958, o município é composto do Distrito Sede, e pertence à comarca de Nova Granada. Em divisão territorial datada de 01/07/1960, o município é constituído do Distrito Sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15/07/1999.
Gentílico: Riolandense
Fonte: IBGE

GALERIA DE PREFEITOS
 

VIRGILIO MACHADO ALVIM 1955 à 1958
LUIZ FERREIRA DA SILVA 1959 à 1962
JERÔNIMO MARTINS DE SOUZA 1963 à 1966
RUY MALACHIAS FERREIRA 1967 à 14/09/1968
OSVALDO ALVES TOLEDO 1970 à 1972
LAZARO BORGES TIAGO 1973 à 1976
PERÁCIO RODRIGUES D’ASSUNÇÃO 1977 à 1982
JAIR ALVES TOLEDO 1983 à 1988
FÁTIMA REGINA CAVALINE DE MELO 01/01/1989 à 31/12/1992
ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA 01/01/1993 à 31/12/1996
FÁTIMA REGINA CAVALINE DE MELO 01/01/1997 à 31/12/2000
MAURÍCIO VIANA DA SILVA 01/01/2001 à 31/12/2004
MAURÍCIO VIANA DA SILVA 01/01/2005 à 31/12/2008
SÁVIO NOGUEIRA FRANCO NETO 01/01/2009 à 31/12/2012
SÁVIO NOGUEIRA FRANCO NETO 01/01/2013 à 09/09/2015
JOAQUIM ROBERTO MEGA 09/09/2015 à 31/12/2016
FABIANA BARCELOS FERREIRA 01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. VIRGILIO MACHADO ALVIM, foi o primeiro Prefeito de Riolândia.




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