SALMOURÃO

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SALMOURÃO - Jardim São João Campinas




Memorial

SALMOURÃO
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Jardim São João Campinas

Prefeitura Municipal de Salmourão

Praça da Bandeira, 600
CEP: 17720-000
Fone: (18) 3557-1192
E-mail: salmourao@prefsal.com.br
Site: www.salmourao.sp.gov.br

HISTÓRICO

 

OS PRIMEIROS HABITANTES DESSAS TERRAS – OS ÍNDIOS COROADOS
A EXPLORAÇÃO DO RIO FEIO/AGUAPEÍ


Em 10 de maio de 1905, partiu da cidade de Bauru, sob a chefia de Olavo Hummel, uma expedição composta por diversos exploradores cujo objetivo inicialmente era que fossem feitos dois levantamentos: um em direção à Fazenda Faca e outro em direção ao sertão para alcançar o rio Feio. Logo chegaram a Fazenda Faca, de propriedade do Coronel Joaquim de Toledo Piza na qual existiam 70 mil pés de café, os últimos ao lado do sertão. Ali, foi armado o acampamento.
No dia 22 de junho, alcançaram a barra do Barreiro, chegando à margem esquerda do rio Feio, onde, sob a orientação do engenheiro Bierrenbacch, havia sido previamente construído um depósito. O acampamento foi mudado para esse ponto. A partir daí passaram pela fazenda São Benedito, de Joaquim dos Santos, último morador do sertão, de numerosa prole, que tinha trazido para ali seus filhos e genros.
No dia 15 de junho, vindo de São Paulo, incorporou-se à turma um destacamento do 2º Batalhão da Força Pública, para oferecer segurança à expedição. O chefe Olavo Hummel ia à frente com camaradas abrindo picada à foice. Atrás vinha o grosso da turma, derrubando o mato e alargando a picada para facilitar o tráfego. As árvores eram cortadas rente ao chão.
No dia 17 de julho, em função do grande brejo encontrado afastaram-se bastante da margem do rio, só se aproximando ao encontrar um ponto que denominaram Corredeira, onde armaram o acampamento. No dia seguinte, de repente, partiram flechas do mato, denunciando a presença de índios. O chefe Olavo deu tiros de revólver. Os índios gritaram “Upa Upa” sem saírem do mato. Olavo foi ferido na virilha, e dois camaradas atingidos, sem maior gravidade.
Face ao ataque dos índios, foi resolvido retroceder e abrir a picada à margem direita do rio. Neste ínterim chegaram mais nove praças do 4º Batalhão, elevando-se para 20 o número de soldados. Foi alcançado o ribeirão Can-Can e aí armado o acampamento.
O próximo acampamento foi em Guaranyuva. Chamava-se assim, porque, ali, à margem da barra do afluente Lontra, havia sido derrubado e queimado o mato para plantação de roça e servir de morada a uma tribo de índios Guarani, que deram ao lugar esse nome. No ano de 1900, quando o Monsenhor Claro Monteiro descia o rio Feio na missão de catequizar índios, fez, nessa aldeia, os últimos preparativos de sua viagem, levando consigo índios da tribo.
Mais abaixo do rio Feio, ferozes índios Coroados mataram o Monsenhor e dois dos índios Guaranis que o acompanhavam. Feito isso, os índios Coroados foram a aldeia da tribo dos Guaranis mansos, em Guaranyuva, expulsando-os de lá e, com fogo, exterminaram as habitações e plantações.
A expedição continuou a caminhada. Embarcaram  no dia seguinte , pelas 6 horas da manhã. À 1 hora da tarde, encontraram um ribeirão afluente da margem esquerda. Pela sua importância resolveram acampar ali. No dia seguinte subiram por ele apenas cerca de 2 quilômetros, devido a grande quantidade de tranqueira de árvores encontrada no seu leito. Esse afluente foi denominado como rio Presidente Tibiriçá. Tinha volume quase igual ao do rio Feio, que, daí em diante, passou a chamar-se rio Aguapeí.
No dia 8 de dezembro, passaram por saltos e acamparam por cima de um bem grande, o mais importante de todos pela sua altura. Despejavam as águas, com fragor, num paredão de cerca de 16 metros de altura, formando logo abaixo a última correnteza. Era encontrado o ponto mais belo do rio Aguapeí. Figurou na planta da expedição com a denominação de “SALTO DR. CARLOS BOTELHO”. Encontraram logo abaixo, um grupo de 19 ranchos em bom estado, parecendo terem sido ocupados por índios que ali pescavam. Abaixo do “Salto Dr. Carlos Botelho”, o rio oferecia condições de franca navegação.
A expedição continuou descendo o rio durante mais cinco dias, sem nada digno de menção. Às 2 horas da tarde, do dia 13, encontraram um marco de madeira à margem esquerda, plantado pela turma que havia explorado o rio Paraná, indicando que a barra do Aguapeí, estava a 34 quilômetros e 362 metros daquele ponto. A partir de sua nascente até se lançar no rio Paraná, o rio Feio-Aguapeí cobre um percurso de 700 quilômetros aproximadamente. A expedição registrou, em seus relatórios, 34 corredeiras e escarpados, o conhecido e admirado “Canal do Inferno”, e um salto de 16 metros de altura, muito belo e grandioso, hoje denominado de “SALTO BOTELHO”.
No dia 14, a 1 hora da tarde, a expedição de exploração do rio Feio, a seguir denominado Aguapeí, entrou no caudaloso rio Paraná, dando por encerrada a missão.

A ORIGEM
Estava prevista a fundação de um patrimônio como parte integrante do loteamento levado a cabo, pela Companhia Colonização Alta Paulista. Tratava-se do patrimônio Califórnia, primeiro nome dado ao hoje município de Osvaldo Cruz. Este nome tinha sido escolhido pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro no projeto de expansão de seus trilhos. Conhecendo tal fato, o proprietário das terras, ao elaborar o planejamento do patrimônio, deu a este o mesmo nome proposto pela Companhia, ou seja, Califórnia.
A presença de um núcleo urbano era condição para que o empreendimento fosse bem sucedido. Era fundamental importância para oferecer aos novos proprietários das terras os bens e serviços necessários à sobrevivência, como também, era o responsável, através de seus agentes, pela organização da produção rural. Não seria viável aos pequenos proprietários, normalmente com poucos recursos financeiros, percorrer grandes distâncias para vender sua produção e satisfazer suas demandas. Neste contexto, a fundação de um patrimônio visava fundamentalmente atender à população do campo: era um organismo urbano para o campo. 
Em novembro de 1940, tem inicio a derrubada de uma área de 4,8 hectares, destinadas ao primeiro acampamento, e a construção do primeiro hotel do novo núcleo, que também foi sua primeira edificação.
Decorridos sete meses desde as primeiras derrubadas do novo patrimônio, este já contava com uma centena de novos moradores e algumas edificações, quando então foi oficialmente fundada a Vila Califórnia.
O ato de fundação fugiu a regra: uma construção rudimentar abrigou a primeira igreja, uma cruz foi elevada e a primeira missa celebrada sob a responsabilidade do Padre Gaspar Agiullã Cortez. Assim aos 06 de junho de 1941, estava oficialmente fundado o Patrimônio de Califórnia, cabendo a Max Wirth a glória de fundador. A partir daí, o desenvolvimento do patrimônio foi sucessivo, alcançando rapidamente à condição de distrito, e logo em seguida, a sua elevação a município, já com o seu nome alterado para Osvaldo Cruz.

NASCE A VILA MASSAPÉ
Em todo o processo de loteamento da gleba, havia sido previsto apenas um patrimônio que daria suporte a todo o empreendimento.
Porém, no decorrer das vendas, tornou-se necessária a fundação de outra Vila a ser localizada na porção noroeste da mesma. Assim sendo, a fundação desta segunda vila foi destinada basicamente para ser um ponto de apoio aqueles novos proprietários que, distanciados da estrada de rodagem principal e da futura ferrovia, necessitavam de um núcleo urbano para suprir-lhes as demandas básicas. E para tanto, foi fundada em 1942 a VILA MASSAPÉ, cabendo também ao senhor Max Wirth o título de fundador,
Este núcleo urbano, ao ser fundado contava com uma população rural em seu domínio territorial que obtinha elevados rendimentos com as terras recém desmatadas e mesmo que a base do trabalho braçal e contato com transportes deficiente, os lucros obtidos com a produção agrícola eram em grande parte reinvestidos na própria vila, o que lhe possibilitou em curto espaço de tempo, ascender a categoria de sede municipal, embora o patrimônio Califórnia fora planejada para rapidamente se tornar cidade, o que pode ser detectado pela dimensão da planta urbana, ao contrário do que ocorreu com Salmourão.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
O território onde hoje se encontra hoje o município de Salmourão originou se da derrubada das matas virgens, sob a batuta de valentes pioneiros, localizando primeiramente o morro que hoje é sua sede, sob a influência da família “WIRTH”.
Seus primeiros colonizadores foram: Joaquim Costa, Joaquim Pereira, Adriano Dezuani, Manuel José do Nascimento, Fidélis Franco Maioli, família Colato e muitas outras.

CRIAÇÃO DO DISTRITO
Em 24 de dezembro de 1948, através do Decreto Lei Estadual nº 233, o povoado de MASSAPÉ, foi elevado à categoria de Distrito, pertencente ao município de Lucélia até 1954, posteriormente à Comarca de Osvaldo Cruz.

A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO
Em 18 de abril de 1958, para conseguir sua Emancipação Política, Salmourão apresentou a Assembléia Legislativa do Estado, um extenso memorial, contando tudo a respeito de sua possibilidade em tornar-se independente, e muito deve se a um grupo de homens, que lutaram pela sua autonomia política, sendo os senhores: Benedito Franco de Godoy, Manuel José do Nascimento, José Teixeira dos Santos, Fidélis Franco Maioli, Euclydes Colato, Antônio Dias, Adriano Dezuani, José da Costa Silva, Antônio Braz Xavier, Carmino Barboza e o Dr. Arthur Verri.

CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Em 18 de fevereiro de 1959, através do Decreto Lei Estadual nº 5285, o Distrito é elevado à categoria de Município, com a denominação de SALMOURÃO, desmembrado do município de Osvaldo Cruz. Sua instalação verificou se em 01 de janeiro de 1960.
Com a realização da primeira eleição no novo município, foi eleito primeiro Prefeito o senhor Antônio Dias e Vice-Prefeito o senhor Euclydes Colato, auxiliados pela Câmara Municipal composta pelos primeiros Vereadores eleitos: Dr. Luiz Zanatta, Bruno Dezuani, Carmino Barbosa de Almeida, Augusto Colato, Febo de Carvalho, José Rodrigues, Manuel dos Santos, Manuel José do Nascimento e Fidélis Franco Maioli. Foram os primeiros Presidentes da Câmara os Senhores: Luiz Zanatta (1960/1961) e Bruno Dezuani (1962/1963).

ORIGEM DO NOME

Primeiro Nome:

MASSAPÉ - É um tipo de solo, uma qualidade de terra roxa, própria para cultivar café, cana-de-açucar ou outras culturas perenes, que duram mais de dois ou três anos.
Massapé é um nome mais vulgar, ou seja, é a mesma coisa de você chamar alguém que se chama José de Zé.

Segundo Nome:
SALMOURÃO
 – O nome não foi trocado, foi apenas substituído, porque Salmourão é sinônimo de Massapé, ou seja, tem a mesma designação.

A CONSTRUÇÃO DA NOVA IGREJA
A primeira igreja construída no vilarejo era onde atualmente conhecemos como Parque Continental. Com o tempo, ela foi construída na Praça que é o local onde está hoje. Era uma igrejinha de madeira. Depois foi construída ima igreja de tijolos, que era grande e tinha uma torre na frente, era o estilo de igreja que existia naquela época. Na torre da frente tinha uma cúpula de alumínio.
Nos anos de 1950 e 1960, mais ou menos, é que se decidiu construir essa nova igreja, quando desmancharam a de tijolos, e foi erguida essa de concreto, que está aí até hoje. Naquela época o povo era muito religioso e nos dias de procissão ou de missa, a cidade ficava cheia de gente que vinha dos mais distantes lugares para participarem das celebrações.

BIOGRAFIA - HANS WIRTH – PATRONO DA ESCOLA ESTADUAL
O senhor Hans Wirth nasceu a 23 de agosto de 1914, Dietfurt, St.Gallen, na Suíça, como quarto filho de Max e Bertha Wirth, porém tendo sua mãe falecido quando tinha um ano. O senhor Max, mis tarde casou-se com Dona Emília, e assim Hans teve mais dois irmãos e uma irmã, aos quais foi muito dedicado e amoroso.
Os traços predominantes de seu caráter sempre foram a lealdade, o companheirismo, a fidelidade a seus princípios e a paciente e divertida convivência com as crianças. Estas qualidades se acentuaram em sua curta existência.
Em 1922, sua família toda veio para o Brasil, mais precisamente para Lins, abrindo nesta época a Fazenda Suíça. Foi neste momento que se fixou o seu profundo amor pelo Brasil e seu sonho de aqui viver. Mas, o pai impôs condições de cursar a Escola Técnica Agrícola de Cernier, na Suíça e fazer o Serviço Militar, onde escolheu a cavalaria. Tendo cumprido estes itens, embarcou imediatamente de volta para o Brasil, onde viveu 19 anos trabalhando na Fazenda Suíça, na Fazenda Rosa e em Santos na empresa Max Wirth Comissionaria Mercantil de Café. Contribuiu e auxiliou na colonização da Alta Paulista e na Fundação das cidades de Osvaldo Cruz e Salmourão.
Em 1914, começou a abrir a Fazenda Tamara. Foi casado com Tamara Wirth e teve uma filha Ângela. Sempre previu que morreria cedo. Faleceu a 16 de agosto de 1953.
O senhor Hans Wirth costumava dizer: “Procure com afinco o que possui de bom dentro de você mesmo, e procure sempre nos outros, o que cada um tem de melhor”.
Gentílico: Salmourense
Fonte:
Textos Extraídos das Obras:
Colonizador Max Wirth – Coletânea/...E Acabou o Sertão.
Autor: José Alvarenga.
Colaboração: Janaina dos Santos – Secretária Executiva do COMTUR.
Fotos Digitais: Gentilmente cedidas por: Jair Teixeira dos Santos e pela E. E. Hans Wirth.
Apoio: Prefeitura Municipal de Salmourão.
 

GALERIA DE PREFEITOS

 

ANTONIO DIAS 1960 à 1963
EUCLIDES COLATO 1964 à 1968
HERMINIO ELORZA 1969 à 1972
MESSIAS BRANDÃO MACHADO 1973 à 1977
ANTONIO CARLOS FIANI 1978 à 1982
ANTONIO PARRA MARTINEZ 1983 à 1988
JOSÉ PRAVATO 1989 à 1992
MAURO AUGUSTO 01/01/1993 à 18/08/1994
DIOCLESIANO F. SARMENTO 19/08/1994 à 31/12/1996
JOSÉ PRAVATO 01/01/1997 à 31/12/2000
JOSÉ LUIZ ROCHA PERES 01/01/2001 à 31/12/2004
SANDRA IZABEL PARRA MARTINEZ LIMA 01/01/2005 à 31/12/2008
JOSÉ LUIZ ROCHA PERES 01/01/2009 à 31/12/2012
JOSÉ LUIZ ROCHA PERES 01/01/2013 à 31/12/2016
AÍLSON JOSÉ DE ALMEIDA 01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. ANTONIO DIAS, foi o primeiro Prefeito de SALMOURÃO.




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