UBARANA

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UBARANA - Jardim Itatinga Campinas




Memorial

UBARANA
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Jardim Itatinga Campinas

Prefeitura Municipal de Ubarana

Rua João Virgínio dos Santos, 505
CEP: 15225-000
Fone: (17) 3807-8700
Email: ubarana@ubarana.sp.gov.br
Site: www.ubarana.sp.gov.br

 

HISTÓRICO

 

A ORIGEM
A comunidade de Ubarana, segundo os assentamentos existentes, teve sua origem com a doação de uma gleba de terras, constante de 25 (vinte e cinco) alqueires, efetuada pela família Pinto, localizada a meio caminho, entre a cidade de José Bonifácio e o rio Tietê, no ano de 1907. A essa época, já se verificava na região o assentamento de moradores, dispensados por grande número de pequenas propriedades.

FUNDAÇÃO DO POVOADO
Levado por ideais de profecia ao culto religioso, foi que, juntando esses moradores, no dia 31 de dezembro de 1910, houve por bem, erguer a primeira cruz construída de madeira, símbolo da redenção para os cristãos, onde posteriormente, daria lugar à construção da igreja, tendo em São Pedro o seu Padroeiro. Com o decorrer dos anos, e havendo na região a predominância de pequenas propriedades rurais, cujo número chegava a  quatrocentas pessoas, que Ubarana experimentou um ascendente surto de progresso, em função mais desse retalhamento das terras  contando com um comércio ativo, com várias casas comerciais (secos e molhados), três padarias, três farmácias, quatro bares, duas máquinas de benefício de arroz, duas máquinas de beneficiar café etc.
 
CRIAÇÃO DO DISTRITO
 Em razão dessa ascensão da vila, que Ubarana foi  elevada à categoria de Distrito, em dezembro de 1925, tendo a instalação de seu Cartório, ocorrido a 24 de abril de 1926, tomando seu primeiro escrivão, posse em 8 de abril do mesmo ano.  No apogeu de seu desenvolvimento econômico, o distrito chegou a contar com um número aproximado de 100 olarias, espalhadas em sua maioria pelas pequenas propriedades rurais. Esse ascendente desenvolvimento se verificava no distrito de Ubarana até 1939, pois com a chegada de novos moradores, provindos de outras regiões, possuidores de abastados recursos financeiros, foram adquirindo as pequenas propriedades e anexando-as umas às outras, transformando a região em propriedades constituídas de vastas áreas, pertencentes hoje a poucos proprietários, que das mesmas não mais se desfizeram, tampouco as parcelaram.
 
A DECADÊNCIA
Com a concentração das terras em poder dos novos proprietários, verificou-se o esvaziamento do contingente populacional, tanto no setor rural, como também na sede do distrito, entrando Ubarana em franca decadência, principalmente com a transferência dos estabelecimentos comerciais para outras localidades, ocasionando o enfraquecimento do comércio de maneira acentuada e, consequentemente, a desestabilização da economia do distrito. No setor rural, com a predominância das grandes propriedades, que em sua maioria permaneceram ociosas, e mesmo assim, aquelas que seus proprietários se propunham a produzir, os faziam com atividades ligadas à pecuária, que empregava um número mínimo de trabalhadores, e fizeram com que seus antigos donos e moradores das localidades procurassem outras regiões. Essa estagnação do desenvolvimento ocorrida no distrito de Ubarana, também foi influenciada pelo desenvolvimento atingido por José Bonifácio, aquela época localizando-se mais próximo de São José do Rio Preto, polo centralizador de toda a região, servida por vias de acesso até certo ponto acessíveis e mais práticas. O município de José Bonifácio, então, arrebatou para si aqueles que em Ubarana não encontravam condições satisfatórias, pois, uma vez ali, poderiam alcançar em São José do Rio Preto uma assistência mais efetiva nos mais variados aspectos de suas necessidades. É nesse estágio de decadência, onde pouco proporcionava a seus moradores, que Ubarana permaneceu até o fim da década de 1950, e início dos anos de 1960.
 
A REESTRUTURAÇÃO
Na década de 1960, foi que se deu origem à construção da rodovia BR-153. Com a construção da rodovia, ligando São José do Rio Preto a Lins (Transbrasiliana), razoável prosperidade experimentou o distrito de Ubarana, após relacionar-se mais satisfatoriamente com os polos desenvolvidos da região, agilizando a comercialização de seus produtos, mantendo uma inter-relação quase perfeita em um intercâmbio de seus interesses. Na década de 1970, abre-se um novo horizonte e começa a nova história. Os moradores puderam constatar que no rio Tietê a argila era de boa qualidade para a produção de material das cerâmicas. Sendo assim, foram construídas quatro cerâmicas, e com isso surgiu grande procura de empregos, e várias famílias novamente se mudaram para Ubarana.
 
CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO
Era 29 de Julho de 1989, o Diário Oficial do Estado publica a Emenda nº 233, ao Projeto de Constituição, proposta pela Frente Distrital Paulista de Emancipação, criando novos municípios, na qual estava incluída a cidade de Ubarana. Com base na Constituição Federal de 1988, a emancipação político-administrativa dos distritos deveria seguir os trâmites legais estabelecidos por legislação estadual. No entanto, antes mesmo da promulgação da nova Constituição Federal, em março de 1987, foi fundada a Frente Distrital Paulista de Emancipação. Os políticos e a comunidade de Ubarana começam a se movimentar, no sentido de atingir tal objetivo, tendo como representante na entidade o senhor Maurílio José Bailo. Em 22 de abril de 1988, a Associação Comunitária do Distrito de Ubarana, (ACDU) formalizava pela primeira vez, a solicitação à Assembleia Legislativa do Estado para a constituição do município. Tal solicitação foi acompanhada da relação nominal de 112 eleitores do distrito, que faziam parte da referida Associação. A tramitação do processo junto à Assembleia Legislativa do Estado, obteve o apoio do então Deputado Aloysio Nunes Ferreira. Foi por iniciativa do Deputado Estadual EDINHO ARAUJO, que Ubarana deu seus primeiros passos para se tornar um município. O Distrito de Ubarana atendia a todos os requisitos exigidos pela nova Lei estadual que dispunha sobre a criação, fusão, incorporação e desmembramento de municípios e criação, organização e supressão de Distritos. Assim sendo, a 4 de dezembro de 1990, em sessão extraordinária do plenário da Assembleia Legislativa, o processo de emancipação política administrativa foi aprovado, e pela resolução nº 694/90, de 21 de dezembro de 1990, aquela Casa de Leis solicita ao Tribunal Regional Eleitoral, a realização do plebiscito, que foi autorizado pelo Acórdão nº 109.347, publicado no dia 15 de março de 1991. A data marcada para o plebiscito foi 19 de maio de 1991, conforme publicação no Diário Oficial do Estado. O plebiscito foi realizado, e 94% dos eleitores que votaram, concordaram que Ubarana deveria ser município. Em 30 de dezembro de 1991, através do Decreto Lei Estadual nº 7664, o Distrito de Ubarana, foi elevado à categoria de Município. O referido Decreto é o mesmo que dispôs sobre as alterações no quadro territorial administrativo do Estado de São Paulo, ficando estabelecida a área territorial de Ubarana, com as respectivas divisas com os municípios de José Bonifácio, Mendonça, Adolfo, Promissão e Barbosa. Estava assim realizado o sonho da maioria da população Ubaranense, a emancipação político-administrativa já era realidade. Restava agora, batalhar para a instalação do novo município brasileiro.
 
A PRIMEIRA ELEIÇÃO        
Em 03 de outubro de 1992, foi realizada a primeira eleição municipal na cidade, para preenchimento dos cargos de Prefeito, Vice-prefeito e Vereadores. Dos 2.076 eleitores do novo município, votaram 1.920, e o primeiro Prefeito eleito, foi o senhor Maurilio José Bailo, que pelo voto popular e direto, obteve 1.150 votos, tendo como Vice-prefeito, Josias José dos Santos. A tão esperada instalação ocorreu solenemente, com a posse dos eleitos em 01 de janeiro de 1993.
    
ACIDADEQUE NASCEU A BEIRADA“BOIADEIRA”
No começo do século, havia uma longa estrada de terra que cortava praticamente todo o nordeste do estado. Era a antiga estrada Boiadeira, símbolo de desenvolvimento da região, por onde passavam, naqueles tempos, milhares de famílias em busca de um lugar para viver e trabalhar. Tropeiros e suas tropas, lavradores e suas enxadas, mascates e seus baús, todos passavam pela “Boiadeira”, que cortava a região, desde Catanduva até o Salto do Avanhandava.  Uns passavam e outros ficavam, formando minúsculas vilas, de poucas casas e algum comércio, á beira da velha estrada. Um desses povoados formou-se á beira do Córrego Bocaina, que acabou emprestando-lhe o nome. Logo, em 1.904, foi ali erguida uma pequena Igreja, obra de grande importância para as famílias que lá se fixaram. Eram todas muito religiosas. Em 1913, o gesto de uma família mudou definitivamente o rumo da historia do lugar: a família Pinto Rodrigues doou á Diocese de Rio Preto, uma área de 25 alqueires, abrangendo o povoado de Bocaina. A igreja distribuiu lotes para as famílias que então, não paravam de chegar atrás de terra, trabalho e casa. O numero de casas aumentou e o comércio cresceu. Em 1925, pela Lei nº 2115, de 30 de dezembro de 1925, o povoado de Bocaina passa a ser distrito de Mirassol, com o nome de Ubarana – o qual permanece até hoje. Ninguém sabe ao certo o significado de Ubarana, motivo pela qual, à comunidade vem aguardando os resultados de um estudo a respeito encomendado junto a USP. Alguns estudiosos afirmam, no entanto, que em Tupi- Guarani, Ubarana quer dizer “galho com fruta”. Porém, na região, naquela época, a abundância era de apenas uma fruta, a gabiroba. Com a criação do município de José Bonifácio, em 1926, pela Lei n° 2177, de 28 de dezembro, o distrito de Ubarana passa a lhe pertencer populacional e comercial. Além de atrair muita gente interessada na agricultura, Ubarana tinha ainda outro forte atrativo para os trabalhadores: era o lugar das olarias. Embora com o tempo essa atividade na região passou a decrescer, Ubarana chegou a ter cerca de cem olarias em funcionamento, instaladas principalmente nas pequenas propriedades rurais. Mas o perfil de Ubarana logo teve uma grande mudança: ao atrair agricultores com muito dinheiro, que compraram a maioria das pequenas propriedades, suas terras transformaram-se em verdadeiros latifúndios, em geral improdutivos. Foi um golpe no crescimento de Ubarana. Muito tempo depois, já em 1987, alguns de seus habitantes resolvem mudar a historia do distrito, incentivados com a nova legislação então em vigor, iniciando o movimento pela sua emancipação. O primeiro a se interessar pela proposta foi Maurilio José Bailo, o “Talinho”, que logo recebeu a adesão de Francisco Palma, Nau Aparecido Silva, Sebastião Carlos da Cunha, Antônio Carlos Rodrigues, Antônio Paganuce, Edson Garcia e Josias José dos Santos. Eles encaminharam todo o processo de emancipação de Ubarana, até o plebiscito vitorioso, em 19 de maio de 1991. Para Talinho, “a emancipação era absolutamente necessária para o futuro de Ubarana.” Não havia outra saída. Eleito primeiro prefeito do município, com 1.150 votos num universo de aproximadamente 2.500 eleitores, Talinho trabalhou com uma arrecadação mensal de 180 mil reais, e afirma ter priorizado os investimentos sociais. Além disso, o número de alunos em cursos de nível superiores aumentou, porque a prefeitura investiu na renovação da frota de veículos, e destinou um ônibus e uma perua para transporte de estudantes, que a partir de então, puderam frequentar faculdades em outras cidades, principalmente em Lins e Monte Aprazível. Como é de se constatar, em todos os novos municípios criados, a transição de distrito para município significou uma mudança radical na vida de cada uma das comunidades, que passaram a ter acesso a uma série de benfeitorias e serviços que antes não dispunham.
Os Primeiros Representantes – eleitos em 1992
PREFEITO MUNICIPAL: Maurilio José Bailo, casado com Aparecida Fernandes.
VICE-PREFEITO: Josias José dos Santos.
CÂMARA MUNICIPAL: Vereadores – Sebastião Carlos da Cunha, Antônio Paganuce, Antônio Carlos Rodrigues, Aimée Decândio, Itamar Marcelino, Carlos Alberto Decândio, Gilberto Martins de Souza, Francisco Amorim e José Mário de Souza.
ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO DEPUTADO EDINHO ARAUJO, AUTOR DA LEI 651/90 DAS EMANCIPAÇÕES.
Gentílico: 
Ubaranense
 

GALERIA DE PREFEITOS

 

MAURILIO JOSÉ BAILO 01/01/1993 à 31/12/1996
CARLOS ALBERTO DECANDIO 01/01/1997 à 31/12/2000
AMILDE GOUVÊA 07/02/2000 à 07/03/2000
AMILDE GOUVÊA 08/05/2000 à 07/07/2000
AMILDO GOUVÊA 17/07/2000 à 10/11/2000
EDSON LUIZ GARCIA 01/01/2001 à 10/05/2003
MAURICIO MARCELINO DA SILVA 11/05/2003 à 30/05/2003
CARLOS ALBERTO DECANDIO 01/06/2003 à 10/11/2003
ROBERTO RODRIGUES LAPA 11/11/2003 à 31/12/2004
FRANCISCO ANTÔNIO FARIAS 01/01/2005 à 20/06/2007
PAULO CÉSAR CHRISTAL 21/06/2007 à 31/12/2008
PAULO CÉSAR CHRISTAL 01/01/2009 à 31/12/2012
JOÃO COSTA MENDONÇA 01/01/2013 à 31/12/2016
JOÃO COSTA MENDONÇA 01/01/2017 à 31/12/2020

OBS.: O Sr. MAURILIO JOSÉ BAILO, foi o primeiro Prefeito de Ubarana.




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